Centrais sindicais promovem mais um dia de protestos

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Mobilização nas ruas de Aracaju e cartazes com fotos dos parlamentares favoráveis à reforma trabalhista Foto: Divulgação
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Publicada em 11/11/2017 às 06:41:00

Milton Alves Júnior

 

Ao menos oito pontos de grande circulação de automóveis foram bloqueados na manhã de ontem durante a série de manifestações articuladas por centrais sindicais e movimentos de trabalhadores rurais. Assim como ocorreu nos meses de abril e maio desse ano, classes trabalhadoras voltaram a se mobilizar em todo o país para pressionar o Governo Federal para não instituir as mudanças constitucionais previstas na reforma trabalhista, as quais foram apresentadas pelo presidente Michel Temer e aprovado pela base aliada no Congresso Nacional, em Brasília. Os militantes sindicais seguem protestando, ainda, contra a proposta de reforma previdenciária.

Conforme informações apresentadas pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), os atos públicos bloquearam as seguintes vias: intermediações da ponte Aracaju/Barra dos Coqueiros, Avenida Marechal Rondon, Avenida Barão de Maruim, intermediações da Praça Fausto Cardoso, e Avenida Ivo do Prado. Já a Polícia Rodoviária Federal informou que os bloqueios ocorreram nos quilômetros 69 - no trevo de acesso a Maruim, e no Km 87, próximo ao trevo de acesso ao município de Nossa Senhora do Socorro. No turno da manhã as manifestações foram coordenadas pela Força Sindical. A estimativa é que representantes de cem categorias tenham apoiado o momento unificado.

Também se somando a luta pela estabilidade do servidor público, bem como pela revogação da Reforma Trabalhista, a Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), no turno da tarde, foi a responsável por operacionalizar os atos junto aos sindicatos ligados à sigla. Para Rubens Marques, presidente da CUT local, é de fundamental importância que os brasileiros ocupem as ruas como forma de protestar contra todas as reformas e demais ações promovidas pelo governo executivo do país. O militante entende que, como a partir da próxima semana entra em vigor a reforma trabalhista, é preciso ainda informar a população sobre a dimensão do retrocesso que esta reforma representa para o Brasil.

"Todos seremos prejudicados. A estabilidade do serviço público está ameaçada pelo projeto da senadora Maria do Carmo (DEM). A estabilidade no serviço público não é um privilégio, mas uma conquista da classe trabalhadora e impede a perseguição política no serviço público. É muito grave o que está acontecendo e ninguém pode ficar de braços cruzados, precisamos nos unir mais uma vez e acabar com essa arbitrariedade que resulta em retrocesso para todos nós", declarou. A mobilização também contou com o apoio da Frente Brasil Popular e da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Na avaliação feita pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fabricação de Cerâmica e Olarias do Estado de Sergipe, Alexandre de Sena Delmondes, todo o dia de ontem foi marcado por manifestações pacíficas sem gerar depredação ao patrimônio público ou desordem e conflitos junto às forças militares. "Precisamos continuar unidos para deter esse governo golpista que aí está estabelecido e que tira os nossos com o apoio de deputados e senadores altamente descompromissados com o apelo dos trabalhadores brasileiros. Eles atuam em Brasília como se a voz do povo não tivesse valor e isso não podemos admitir", disse.

Alexandre, que também responde pela vice-presidência da Força Sindical, pontuou afirmando que: "ou os nossos pleitos são atendidos, ou a pressão continua por tempo indeterminado em todos os quatro cantos do país. A palavra de ordem é seguir firme e não deixar que a classe trabalhadora, responsável por fazer este país andar, seja prejudicada por não mais de 400 parlamentares que estão descompromissados com os anseios dos milhões de brasileiros". As correntes sindicais estudam a possibilidade de promover em breve outras ações democráticas. As informações gerais serão divulgadas após reunião extraordinária a ser realizada ainda neste mês de novembro com representantes dos sindicatos.