Consequências do descrédito nos políticos

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Publicada em 23/11/2017 às 06:27:00

Em seu último discurso no plenário do Senado, antes de se licenciar a partir de ontem por 121 dias para tratamento de saúde e interesse particular, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) fez um reflexão sobre o atual momento político. Disse, na terça-feira à noite, que em 2018 o Brasil vai às urnas com muita frustração e alertou para o grande descrédito da classe política junto à população.

O senador ressaltou que mais de 60% do eleitorado dizem não querer votar. Para Valadares, esse fenômeno acontece porque a população já tomou consciência do tamanho da diferença entre os discursos de campanha, sempre "floreados", e a prática dos vencedores após a posse, bem diferente do prometido.

O senador também destacou que as fraudes nas campanhas, com esquema de caixas dois nos financiamentos e até mesmo a compra de votos, estão entre os fatores que desanimam a sociedade com as eleições. Enfatizou que o eleitor está “cansativo e desconfiado” e espera que na hora de votar pese a experiência do candidato, a sua honestidade e a sua capacidade de inovação e criatividade.

O descrédito da população na classe política é realmente gritante, pelo envolvimento, tornado público com a Lava Jato, de uma grande parcela de políticos em esquema de corrupção. O povo não aguenta mais ver políticos negociando propina para favorecimento parlamentar, recebendo malas de dinheiro, sendo presos e depois soltos para continuar com seus crimes. O resultado disso é que uma grande parcela do eleitorado, indignada e enojada, sem a pretensão de não votar em candidato algum em 2018.

Esse desgaste está fazendo com que os partidos troquem os nomes por “slogans” e ideologias por “marcas”. As lideranças políticas avaliam que tirando o “P” de partidos e apresentando palavras de ordem, vai corresponder aos anseios da população.

Com esse entendimento, o PTN já mudou para Podemos; o PEN para Patriota; o PSL para Livres. O PMDB quer mudar para MDB, o DEM para Centro Democrático, o PSDC para Democracia Cristã, o PTdoB para Avante e o PP para Progressita.

Agora é o PPS, antigo PCB, que também quer entrar na onda de deixar de ter o nome de um partido para adotar um slogan.  Pensa em passar a se chamar Agora, como mais um esforço para atrair o global do Caldeirão, o Luciano Huck, para a legenda e ser o candidato a presidente da República em 2018. A ideia foi encampada pelo presidente da sigla, o deputado Roberto Freire (SP), que está à espera de uma definição de Huck.

 

 Como perguntar não ofende, de que adianta os partidos políticos mudarem de nome se não mudam a sua estrutura? Com certeza, isso não vai mudar a opinião dos eleitores sobre os partidos e seus figurantes.

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 Em busca de aliados 1

 As lideranças do PPS em Sergipe terão hoje uma conversa oficial com o DEM sobre as eleições 2018. O PPS quer o DEM como aliado no seu projeto de candidatura própria ao Governo do Estado e ao Senado.

 

Em busca de aliados 2

 Às 10h, na sede do DEM, o presidente Clovis Silveira e os ex-deputados federais Mendonça Prado, João Fontes e Jorge Alberto, além do ex-deputado estadual Luciano Prado (pai de Mendonça Prado), irão conversar com a presidente do Diretório Estadual do DEM, Ana Alves.

 

Tempo de TV

Para o PPS, é importante a participação do DEM no projeto do partido para as eleições do ano que vem que é ter Mendonça Prado como candidato a governador e João Fontes como candidato ao Senado. Até pelo tempo de televisão do DEM, que corresponde a mais de 2 minutos.

 

Fazendo a ponte

 Foi João Fontes quem costurou a aproximação do PPS com o DEM, que já teve Mendonça Prado como filiado da legenda e casado com Ana Alves, filha do ex-governador João Alves Filho (DEM). Depois de JAF ter construído a ponte Aracaju/Barra dos Coqueiros agora é JF que está construindo a ponte PPS/DEM.

 

Novas expectativas 

Segundo JF, o PPS já fechou entendimento político com o PMN. E pode haver uma aliança com o PROS, comandado no estado pelo ex-deputado federal Bosco Costa, que, inclusive, marcou presença no Congresso Estadual do partido na última sexta-feira, na Assembleia Legislativa.

 

Festa do PHS

O ex-prefeito Manoel Sukita (Capela) assumirá o comando do PHS em Sergipe, após perder o comando do Podemos no Estado. Às 19h de hoje, no plenário da Câmara Municipal de Capela, haverá um ato político para apresentação da nova executiva da legenda, quando Sukita terá o seu nome referendado como presidente e o deputado estadual Augusto Bezerra, como secretário-geral.

 

Sem interesse em comando 1

Em Sergipe, o PHS era comandado no estado por Augusto Bezerra, que indicou na presidência a pedagoga Leide Souza. Para ele, a decisão do PHS nacional em oferecer o comando da legenda a Sukita não lhe afeta em nada por não ver em ser presidente de um partido nada que acrescente o seu projeto político.

 

Sem interesse em comando 2

“Nunca fiz política pensando em comandar partido. Em negociar. Não tenho esta vaidade. Eu vejo uma legenda política como uma agremiação para receber amigos e servir ao povo. Então, não só Sukita como qualquer outro político que vier para o partido com este pensamento não terá problema comigo. Não sou empecilho. Sukita vem para somar. É pré-candidato a deputado federal, e eu estou cuidando da minha pré-candidatura a deputado estadual. Então, não vejo choque de interesses”, afirma Augusto, lembrando que foi filiado ao DEM por anos e não foi presidente, tendo sido secretário-geral.

 

Somação de força

De acordo com Augusto, o fato de Sukita vir para o PHS trazendo o seu pessoal do Podemos vai fazer com que o PHS esteja presente nos 75 municípios de Sergipe. “Só vai fortalecer o partido, que terá também como candidato a deputado federal o ex-vereador Agamenon Sobral e como candidato a deputado estadual o vereador Seu Marcos e ele próprio. Tem ainda o ex-vereador Dr. Agnaldo, que pode ser candidato, mas ainda não definiu”.

 

Posições diferenciadas

A coluna recebeu a informação de que Sukita, contrariado com o governador Jackson Barreto por atribuir a ele a perda do comando do Podemos para o secretário Zezinho Sobral (Inclusão Social), já teria fechado entendimento político com o senador Eduardo Amorim (PSDB) para 2018. Já Augusto Bezerra está hoje muito alinhado com o governador Jackson Barreto e o vice Belivaldo Chagas.

 

Podemos

Zezinho Sobral já está no comando do Podemos em Sergipe, onde disputará mandato de deputado estadual em 2018. Só falta sair o seu registro de filiação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

 

Reforma da previdência 1

O governador Jackson Barreto (PMDB) participou ontem de reunião almoço do presidente Michel Temer com governadores, no Palácio da Alvorada, que teve como finalidade reforçar a importância da reforma da previdência social. Na oportunidade, o relator da reforma na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), apresentou os pontos da nova versão do texto.

 

Reforma da previdência 2

Na oportunidade, foi apresentado números do déficit da previdência e reforçado a importância da reforma para todos, com as presenças dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Ronaldo Nogueira (Trabalho) e do secretário nacional da Previdência, Marcelo Caetano.

 

Cobrança

Na reunião com Temer, o governador Jackson Barreto e o governador do Rio Grande do Norte, Robison Faria, cobraram medidas de aceleração para liberação da suplementação das verbas do Fundef, cuja ação foi julgada pelo Supremo Tribunal Federal que condenou, por maioria dos votos daquela Corte, a União a pagar no dia 06 de setembro deste ano.

 

Julgamento

Do vereador cabo Amintas, ontem, na tribuna da Câmara Municipal, após comunicar que na última terça-feira foi notificado de que em dezembro será julgado por uma tentativa de homicídio: “Eu respondo a um processo, povo de Aracaju, por tentativa de homicídio. E vou ser julgado no dia 7 de dezembro. Agora, sabe quantos anos tem isso? 13 anos! Por que será que eu vou ser julgado agora? Alguém tem ideia? E, detalhe, eu vou provar com datas, com vídeos, que no dia seguinte em que um secretário poderoso esteve aqui e eu tive uma discussão com ele, houve a movimentação no meu processo 13 anos depois! Que coincidência, não?”

 

Foro privilegiado

O projeto que põe fim ao foro privilegiado para processos contra políticos e autoridades foi aprovado ontem pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados. Estima-se que mais de 37 mil pessoas tenham a prerrogativa de função no país. Ficam de fora de perder o foro privilegiado os presidentes dos Três Poderes

 

Veja essa...

Um grupo de procuradores municipais de Curitiba desistiu de participar do Congresso Nacional da categoria por causa da presença do juiz federal Sérgio Moro na abertura do evento, anteontem, na capital paranaense. Quando Moro começou a palestra, cerca de 50 procuradores deixaram o local em protesto silencioso por entenderem que ele deveria ser um juiz imparcial e não acusador, um juiz que só serve as provas que venham a contribuir com a tese dele.

 

CURTAS

 

 

O vice-governador Belivaldo Chagas (PMDB) recebe hoje, às 19h, no plenário da Câmara Municipal de Nossa Senhora da Glória, o título de cidadão gloriense.

 

Do ex-deputado federal João Fontes (PPS) ao ser questionado sobre o PPS nacional querer ter como candidato a presidente da República Luciano Huck: “Prefiro Cristovam Buarque”.

 

Começou ontem a licença de 121 dias do senador Antônio Carlos Valadares (PSB) para tratamento de saúde e interesse particular, assumindo a sua cadeira no Senado o ex-vereador Elber Batalha na condição de 1º suplente. Essa é a primeira vez, em 22 anos de mandato, o senador que pede licença parlamentar. 

 

Na sessão de ontem do pleno do Tribunal de Justiça, os desembargadores decidiram adiar a votação das quatro ações  movidas pela OAB/SE, PC do B, PSB e Ministério Público Estadual (MPE) sobre a inconstitucionalidade da  Lei Complementar Municipal n°145/14, que estabeleceu o aumento da taxa do IPTU em Aracaju.

 

 

 

Foto legenda ELBER SENADOR

 

O ex-vereador de Aracaju, Elber Batalha, pai do vereador Elber Batalha Filho, comemorando com a família a sua posse ontem como senador no lugar do senador Valadares, que se licenciou, inicialmente, para se submeter a uma cirurgia de hérnia que vem retardando há tempos.