PM e Federal apreende 1 mil comprimidos de ecstasy

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As drogas apreendidas. Foto: Divulgação/PF
As drogas apreendidas. Foto: Divulgação/PF

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Publicada em 01/12/2017 às 06:57:00

Uma investigação conjunta das polícias Federal e Militar terminou com uma apreensão de 1.050 comprimidos de ecstasy, uma droga sintética derivada da anfetamina e geralmente consumida em eventos de música. Eles foram descobertos em uma encomenda recebida pelos Correios, que acionaram as duas polícias para apurar a responsabilidade pela droga. Yves Cruz Queiroz, 23 anos, apontado como destinatário da encomenda, foi preso em flagrante nesta quarta-feira, no bairro Ponto Novo (zona oeste de Aracaju), e teve ontem a prisão preventiva decretada juíza plantonista Áurea Corumba de Santana, que presidiu a audiência de custódia no Fórum Gumercindo Bessa.

De acordo com a polícia, os comprimidos estavam escondidos em um carrinho de brinquedo enviado num pacote despachado de Santa Catarina. Um dia antes da prisão, ele foi analisado por scanners de um centro de distribuições dos Correios, que detectaram-no como “encomenda com conteúdo suspeito”. A mercadoria foi apreendida e examinada pela perícia técnica da PF, que confirmou se tratar de comprimidos de metilenodioximetanfetamina, nome científico do ecstasy.

Os soldados da Companhia de Polícia de Trânsito (CPTran) também tinham sido chamados antes da PF para atender a ocorrência e conseguiram informações sobre o destinatário do pacote. Militares e federais passaram a trabalhar juntos e conseguiram que o juízo da 4ª Vara Criminal de Aracaju autorizasse uma ‘ação controlada’, mecanismo previsto em lei, no qual a polícia pode observar e acompanhar a realização de um crime para agir em um momento mais adequado, facilitando a coleta de provas mais contundentes.

Os policiais assim acompanharam a entrega da encomenda e prenderam Yves em flagrante por tráfico interestadual de drogas. Na decisão que confirmou a prisão preventiva do acusado, a juíza Áurea Corumba considerou que “que os depoimentos colhidos, aliados ao Auto de Busca e Arrecadação e Laudo de Perícia Criminal Federal e ao estado flagrancial, fornecem relevantes indícios da materialidade delitiva e da autoria atribuída ao investigado”. Um inquérito deve ser instaurado pela PF de Santa Catarina para apurar quem foi o responsável por despachar a droga. (Gabriel Damásio)