Aracaju alcança o melhor resultado no Liraa dos últimos 14 anos

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Publicada em 02/12/2017 às 06:29:00

Este ano, Aracaju apresentou a menor estatística no Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (Liraa) desde a sua utilização na capital, há 14 anos. O indicador é realizado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), conforme determinação do Ministério da Saúde, para diagnosticar os focos do mosquito durante todo o ano e, a partir do resultado, serem traçadas estratégias de controle do vetor.

Atualmente, o município está classificado em 1,0, que representa situação de médio risco ou alerta. Porém, a diretora de Vigilância em Saúde (DVS) da SMS, Taíse Cavalcante, afirma que, levando em consideração os parâmetros do Liraa, estamos muito mais próximos do baixo risco do que do alto. Afinal, o Ministério classifica como baixo risco aqueles municípios que apresentam índice de zero a 0,9 e como alto ou risco de epidemia, apenas a partir de 3,9.

A avaliação é feita em todos os bairros de Aracaju pelos agentes de endemias, através da coleta de larvas durante uma semana, a cada dois meses. Com o diagnóstico, é possível identificar os focos dos mosquitos e os locais onde requerem maior intensificação nas ações. De acordo com a diretora da Vigilância em Saúde, Taíse Cavalcante, Aracaju realiza mais avaliações do que o exigido pelo Ministério. "Realizamos o Liraa seis vezes por ano com o objetivo de diagnosticar melhor cada momento e época do ano", afirma.

Se comparado o mesmo período de 2016 e 2017, de janeiro a novembro, o número de casos notificados das três doenças, dengue, chikungunya e zika, reduziram 83%. Já em casos confirmados, a redução foi ainda maior: 89%. Porém, independente dos dados, o controle do Aedes aegypti é constante. Dentro da rotina dos agentes da SMS estão as visitas domiciliares, eliminação de focos, aplicação do fumacê, coleta de pneus usados e, até mesmo, palestras em escolas, que somente este ano já alcançou cerca de 11 mil crianças da rede pública municipal de ensino.

Segundo Taíse Cavalcante, esse resultado só é possível graças a todo trabalho intersetorial que está sendo realizado desde o início do ano. Atualmente, a SMS conta com diversas parcerias, como a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) e da Educação (Semed) e a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). A diretora ressalta ainda que a ajuda da população é imprescindível, principalmente no período do ano em que a transmissão acontece de forma mais rápida, devido à principal causa de proliferação do Aedes estar diretamente ligada aos depósitos de água nas residências, como caixas d'água, lavanderias, tonéis, etc, a lixos, entulhos, vasos de plantas, ralos e lajes.

"Nós colaboramos, mas os moradores precisam atuar junto conosco. O problema é de todos e muitas vezes as pessoas facilitam a proliferação. Agora é o momento de intensificação dos cuidados, que é a prévia do verão e a condição climática favorece isso: sol forte e água limpa e parada, devido às chuvas esparsas. Enfrentamos um ano atípico com muitas chuvas, mas mesmo assim conseguimos reduzir 52% entre os índices. Foi um trabalho muito planejado e estratégico para alcançar esse dado", destaca.

Em 2017, o bairro com maior índice de larvas do mosquito foi o Farolândia. Apesar disso, não foi identificado nenhum bairro com classificação de risco de epidemia, nem mesmo com índice acima de 4,0. Afinal, 55% dos bairros de Aracaju classificados como baixo risco e os outros 45% em médio risco, entre 1,0 e 2,6 no Liraa.

Denúncias sobre locais de possíveis focos do mosquito e casos de doenças podem ser feitas pela população através da Ouvidoria da Saúde, no telefone 156.