SHALOM, DEPUTADO JONI, SHALOM

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Publicada em 17/12/2017 às 00:01:00

Quer o deputado Joni Marcos que o governo brasileiro siga o exemplo de Donald Trump e reconheça Jerusalém como capital única e indivisível de Israel.

O deputado Joni é Pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, um dos ramos do copioso tronco luterano. Conhece, assim, a amplitude da Reforma Protestante na Europa católica e feudal, e seus efeitos irradiados pelo resto do mundo a partir do século XVI, quando começava a primeira globalização, fruto do capitalismo nascente, e em busca de mais comércio, mais crédito, mais juros, mais lucros, mais mercados. Para isso teria de superar as limitações do feudalismo e os preconceitos da nobreza, dos quais a Igreja Católica Romana, se beneficiava. Como sempre arguindo com base em interpretações da Bíblia, a nobreza e o clero romano justificavam os seus privilégios, e para mantê-los voltavam-se contra tudo que não fosse a renda proveniente da terra, o direito dos barões. O protestantismo, segundo Max Weber, seria a base espiritual que fortaleceria a expansão do capitalismo.

Lutero era um frade agostiniano em cuja cabeça prevaleciam a alma e o pensamento germânico, isso, séculos antes da formação unificada de um só país, a Alemanha. Ao contrário de outros reformadores, como Calvino, ele não pretendia inicialmente levar a sua reforma a outras partes do mundo. Imaginava uma Igreja reformada que retirasse dos povos alemães a influencia absoluta do Papado. Para isso, criou o Deutsch Kateschismus ,que nas missas era recitado pelos fieis, na própria língua, suprimindo-se o latim. Lutero chegou a afirmar referindo-se à Roma: ¨Tomaram-nos um terço do nosso patrimônio. Expulsemos da Alemanha todas as legislações, instituições, costumes, práticas, cerimônias e idiomas que não são nossos¨. O espírito nacionalista estava embutido inicialmente no protestantismo luterano, e a essa característica juntava-se também uma outra, que era a repulsa à predestinação, segundo a qual ¨nobreza, clero, povo e miseraveis¨ existiam por ser assim a vontade divina.

Sendo um luterano, o pastor deputado Joni Marcos, é, com efeito, um homem pragmático. Mesmo que apenas apegado à doutrina da sua própria fé, sem nenhuma concessão à outras visões teológicas, outras concepções filosóficas, ou mesmo uma abertura essencial para o mundo real que nos cerca, ele deveria reconhecer o erro calamitoso que cometeu ao dizer que o governo brasileiro deveria reconhecer a cidade de Jerusalém como capital de Israel.

Os prejuízos materiais, as consequências políticas arrasadoras para o Brasil, seriam incalculáveis, caso viéssemos a imitar a atitude que só a cabeça ególatra de um ensandecido como Trump, ou de uma elite ortodoxa, belicosa e fanática de Israel, que difere dos próprios sentimentos humanistas do povo judeu, insistem em admitir como se fosse a correção de uma injustiça histórica.

Em Jerusalém três religiões monoteístas se encontram. Duas portentosas: a muçulmana e a cristã, que representam a crença, os valores e a esperança de algo em torno de mais de 3 bilhões e meio de habitantes deste planeta.

A outra, a judaica, é bem menor (menos de 20 milhões), mas responde pela identificação e até mesmo a sobrevivência de um povo, os judeus, vitimas de todas as barbaridades resultantes da desgraça do ódio unindo-se ao preconceito.

Para uma população mundial que ultrapassa os sete bilhões, as três religiões, juntas, seriam majoritárias diante das outras, que cultuam deuses variados, pela China, Índia, Japão, África.

Não são apenas politeístas, são animistas, ateus, poucos, agnósticos, tantos, mas, humanos todos, certamente mais humanos do que aqueles que os enxergam com algum desprezo ou ironia.

A terra, este planeta errante e certeiro, é, enfim, a nossa terra santa, que a nós caberia protegê-la, preservá-la, fazê-la, toda, um grande cenário, se possível verde, de paz, de entendimento, de harmonia.

Assim, a questão de Jerusalém se torna bem mais complexa, do que podem supor aiatolás ou rabinos, padres ou pastores, porque transcende o campo especifico das religiões e abrange a totalidade das preocupações humanas sobre a capacidade que teremos para desarmar exércitos e mentes, e finalmente colocar a paz como objetivo maior.

O Brasil, país que dá ao mundo exemplos de convivência fraterna de todas as raças, perderia essa característica quando optássemos por uma controversa preferência a favor de Israel, ignorando o mundo árabe, ignorando a razão que prevalece em todo o mundo, menos, agora, na Casa Branca. O Brasil é responsável em parte pela decisão da ONU que transferiu a Palestina do domínio britânico, para ser repartida entre judeus e palestinos. Há em Tel-Aviv um monumento em homenagem ao nosso chanceler Osvaldo Aranha. Entre os palestinos o Brasil merece respeito, aqui está em Brasília instalada uma representação do Estado Palestino, que aliás não existe, porque entre judeus e palestinos nunca se chegou a um entendimento. Não será avançando sobre Jerusalém, e de lá expulsando os palestinos que ocupam a área da mesquita venerada de Al-Acksa, que se dará um passo em direção à paz.

Por mais de mil anos, os judeus espalhados pelo mundo quando se encontravam faziam a saudação: ¨Leshana Abaa Birushalaym¨.  ¨No próximo ano em Jerusalém¨. Desde a guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel ocupa uma parte de Jerusalém, que foi tomada da Jordânia e anexada. Mas está preservada a área das mesquitas e da igreja do Santo Sepúlcro. Ali estão as três religiões , e ali devem permanecer. Se a razão prevalecesse, Jerusalém poderia tornar-se para o mundo o exemplo maior de tolerância e ecumenismo, sendo administrada por um conselho indicado por muçulmanos, judaicos e cristãos.

Assim, Pastor Joni, ao invés da guerra teríamos a paz, que os judeus chamam ¨shalom ¨, os árabes dizem : ¨salam¨. Nisso, ficam bem próximos. Afinal, são primos.

Um dia, em Jerusalém, Pastor Joni, quando as visões mesquinhas desaparecerem, a paz poderá ser cantada em todas as línguas, e por todos os credos religiosos.

Tente, deputado Joni, como representante do povo brasileiro, e não apenas sionista, contribuir para que isso aconteça, tornando-se aberto para entender tanto a israelenses como a palestinos. Em nome dos interesses brasileiros Vossa Excelência não poderá ter outra posição.

Não o elegemos para que defenda outros interesses.

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DAS UVAS COLHIDAS AGORA

AO CANAL SEM DATA CERTA

 

Começaram, felizes produtores a colher desde o dia 9, os primeiros frutos dos parreirais que plantaram. Isso, nos perímetros irrigados Califórnia em Canindé do São Francisco e Jacaré – Curituba em Poço Redondo e Canindé. Dessa forma, Sergipe, ainda que em modestíssima escala volta a produzir uvas de mesa.

Quando inaugurou a primeira etapa do projeto, o primeiro irrigado em Sergipe, o governador João Alves, como sempre inflando o otimismo, disse que ali nascia um novo projeto Petrolina e que Sergipe se tornaria um exportador de uvas. O Califórnia, deu certo, está funcionando, todavia precisando encontrar cultivos mais rentáveis, como é o caso da uva. Nessa primeira safra os frutos ainda estão um tanto tímidos, mas essa, explica o produtor Sidrack, é a característica da primeira safra. Dai em diante as uvas se tornarão mais vistosas. Doces, já são.

Colhem-se uvas apenas em quatro lotes, dois no Califórnia, dois no Jacaré – Curituba. A produtividade e a qualidade das uvas são consideradas boas pelos técnicos que acompanham tudo, desde a plantação. Passando pelo crescimento, adubação, poda, aplicação de defensivos. Cultivar uvas não é coisa das mais fáceis. Exige técnica, dedicação, trabalho.

Poderiam uns cinquenta ou mais lotes estar agora produzindo, mas a oportuna, porem modesta emenda conjunta do senador Valadares e do deputado federal Valadares Filho, foi suficiente apenas para os quatro lotes.

Antes do plantio é preciso armar as linhas de arame sustentadas por troncos de eucalipto, para que sobre elas espalhem-se os ramos das videiras.

Os que plantaram e agora colhem as uvas são produtores felizes, afinal, têm no sertão árido a água disponível, assistência técnica, da EMBRAPA, COHIDRO e CODEVASF, das duas prefeituras, numa emenda parlamentar, sem a mediocridade da partidarização, na forma sugerida pelo engenheiro – agrônomo Paulo Viana.

O modelo utilizado foi o melhor possível, porque ignorou preferências ou conveniências políticas , e juntou União, Governo e municípios.

Caso o senador e o deputado houvessem adotado esse mesmo modelo e destinado a projetos no semiárido, os 300 milhões que talvez inadvertidamente destinaram ao duvidoso Canal de Xingó, teríamos seguramente resultados positivos e abrangentes. O Canal de Xingó é uma obra federal, bem próxima de duas outras semelhantes: o Canal do Sertão em Alagoas ( projetado há mais de 30 anos ) e a transposição iniciada em Pernambuco, prevista para ser concluída em 4 anos e já chegando aos 15.

O semiárido sergipano pode tornar-se uma área livre do tormento da seca, e produtiva. Com 300 milhões se faria ali uma revolução, ampliando-se a oferta de água, criando –se uma nova economia baseada na pecuária leiteira, na criação de pequenos animais, no cultivo de plantas xerófilas, melhorando-se a infraestrutura para o turismo. Canindé é hoje o segundo destino turístico de Sergipe. No Canion de Xingó existe uma flotilha de excelentes barcos que transportam mais de 200 mil turistas por ano. Seriam necessárias algumas ações para melhoria de estradas vicinais de acesso, áreas de lazer, iluminação de estradas, tratamento do lixo urbano, sistema de esgotamento sanitários.

Seriam gerados com 300 milhões de reais mais de mil empregos.

Talvez, tanto o senador como o deputado posam ainda corrigir o erro e refazerem a emenda destinando-a a projetos no semiárido que seriam combinados entre eles, as prefeituras e o governo do estado. Seria, além de tudo,uma demonstração de sensatez, ausência de individualismo e também de prioridade ao interesse público, sem discriminações de ordem político-eleitorais, mesquinharias das quais tanto Valadares pai como Valadares filho, devem estar bem distantes.

Os prefeitos, os vereadores, as pessoas sofridas do semiárido sergipano, de todo o nosso estado, poderiam usar as redes sociais, o telefone, para solicitarem, implorarem quase, que a emenda dos 300 milhões tenha um melhor destino, no caso o nosso semiárido.

 

 

OS ABALOS NO CENARIO

DA ELEIÇÃO DO ANO 18

 

Nunca houve mesmo uma eleição com características tão confusas e previsões tão complicadamente imprecisas.

Não se sabe ainda com certeza quais serão os candidatos aos cargos majoritários, muito menos aos proporcionais.

Além de dificuldades de ordem política a superar em todos os partidos, tanto na situação como na oposição, há um alfanje da morte política provocada por insuficiência de ficha limpa a ameaçar muitos candidatos à reeleição.

Para o governo já tem indicação partidária tornada pública, o vice – governador e Secretario da Casa Civil Belivaldo Chagas. Tem transito livre, sem ficha limpa a ameaçá-lo.

Com certeza, e convicção não se poderá afirmar garantindo que o governador Jackson Barreto se desincompatibilizaria mesmo para concorrer ao Senado. Também tem trajeto livre, sem ameaça de ficha limpa.

 

Na oposição persiste a duvida sobre quais os candidatos ao Governo ou ao Senado, tudo girando em torno dos senadores Valadares, Eduardo Amorim e do deputado federal André Moura.

Enquanto isso o candidato Dr. Emerson, médico e ex-vereador de Aracaju, vai surgindo bem nas pesquisas para o governo, o que não acontece ainda com o ex-deputado federal Mendonça Prado, recentemente lançado na disputa pelo Olimpio Campos, que aliás hoje nem é mais palácio, tornou-se Museu. O advogado João Fontes continua insistindo por espaços nas emissoras de rádio, tentando ganhar pontos na disputa pelo Senado.

Entre esses não há pela frente a lei da ficha limpa. Os três não estão preocupados em contratar advogados.

Só na Assembleia de Sergipe são 18 ou 20 parlamentares a depender de decisões judiciais.

Entre os três senadores, um está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal.

Na Câmara Federal temos três deputados envolvidos em processos.

Ações deflagradas pelo Ministério Publico e a Justiça atingiram a jornalista Ana Alves, presidente do DEM ,e que começava a despontar com chances de conseguir uma cadeira na Câmara Federal.

O ex-deputado federal , engenheiro Jose Carlos Machado, um dos nomes de maior destaque no cenário politico sergipano, foi acusado pelo Ministério Publico por alegadas irregularidades na Prefeitura de Aracaju, quando exercia o cargo de Vice Prefeito.

Já o ex-deputado Heleno Silva, ex-prefeito de Canindé, foi denunciado também pelo Ministério Publico. Foram apontadas supostas irregularidades na compra através do programa que beneficia pequenos agricultores familiares, de alimentos para a merenda escolar.

Heleno já aparece em pesquisas como o candidato ao Senado Federal com maior potencial de intenções de votos. Ele afirma que ainda não foi notificado, ,mas seu advogado Manoel Luiz, especialista em direito eleitoral já analisa as acusações e os efeitos que poderão ter na eleição de 18.

Tanto Ana como Machado, já prestaram depoimento e declararam que não foram os responsáveis pelas nomeações de contratados onde teriam sido identificadas irregularidades. A depender da rapidez como andem os processos poderão concorrer sem obstáculos, o que poderia acontecer desde que não são condenados, mas agora a dimensão exata da lei da ficha limpa ainda é objeto de discussões.

Em resumo: o horizonte é cinzento.

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UM ESPAÇO LIVRE EM

VOLTA DA RODOVIARIA

 

A rodoviária Velha no centro mais movimentado da cidade, era moderníssima quando foi inaugurada no final do governo Luiz Garcia. Tinha linhas leves, no estilo Oscar Niemayer, vidros em profusão, espaços livres. Havia de inicio um restaurante que se tornou ponto movimentado, e o prédio embora pequeno, serviu perfeitamente durante mais de 15 anos para suportar a demanda dos ônibus que faziam o transporte interestadual e para o interior sergipano. Em torno surgiram prédios, intensificou-se o comércio com grandes lojas e um supermercado, o trânsito foi ficando complicado. Menos de vinte anos depois, no governo Jose Rolemberg Leite, inaugurou-se a Nova Rodoviária. Tinha porte compatível com a movimentação crescente da cidade, em plena expansão da nossa era do petróleo. Da mesma forma que a outra, recebeu o nome do governador que a fizera. A Rodoviária Nova, evidentemente foi ficando velha, e, não só isso, sumindo da paisagem urbana, embora ainda usada por uma parte das linhas intermunicipais, Desapareceu quase, tornando-se também difícil o acesso a ela em virtude do atropelo de um comércio ambulante que foi ocupando todos os espaços, inclusive uma das ruas laterais, e quase inviabilizando um terminal de transporte urbano, construído num dos lados do quadrilátero do qual a rodoviária era o centro.

Junto com o aglomerado criado em torno dos destroços em que praticamente transformou-se o antes vistoso prédio do Hotel Pálace de Aracaju, também construído no governo Luiz Garcia, e tinha salões primorosos, pontilhados por obras de arte, formou-se uma floresta de mal-ajambrados quiosques. Dos escombros ninguém poderá prever o destino, mas do tumultuado comércio ambulante lá instalado, que faz inclusive fecharem lojas no térreo do prédio, ainda em uso, já se sabe que a Prefeitura de Aracaju começará a tomar providencias. Em tempos de recessão, desemprego e fome acentuando-se, botijão de gás ultrapassando os 80 reais, qualquer medida desse tipo terá de cercar-se de todas as precauções necessárias para que não venha a agravar a desgraça social do desemprego. Nem um metro de espaço livre conquistado pela cidade , justificaria um emprego perdido entre os ambulantes. Mas o Prefeito Edvaldo Nogueira adotou os cuidados indispensáveis no caso da Rodoviária, que ficou livre do pandemônio do transito caótico, da insegurança maior ainda, havendo diálogo entre os ambulantes e a área social da Prefeitura. Todos estão comercializando seus produtos agora em áreas de mercados municipais. Se o mesmo ocorrer em relação ao caos instalado no entorno do desmoronante Hotel Pálace de Aracaju, a cidade subirá um pontinho.

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A ROMARIA À BRASILIA

DO ROMEIRO JACKSON

 

Jackson virou romeiro. Sua ¨Juazeiro¨ de esperanças e lutas para vencer o desalento é a Brasilia, no planalto central, onde tudo se decide ,ou nada se decide, a depender de várias coisas, de circunstancias diversas, de afinidades políticas, basicamente. A romaria se faz em busca de algo que é muito simples, corriqueiro até: um empréstimo tomado pelo estado, o primeiro nesse tempo de governo de JB, que passa dos cinco anos, visto que ele assumiu dia 3 de dezembro de 2013, um dia após a morte de Marcelo Déda. Déda se fez também um romeiro em busca da esperança de um empréstimo, ao qual Sergipe tinha pleno direito, capacidade para assumi-lo condições plenas para liquidá-lo, mas enfrentava a miséria politica que se instalou na Assembleia, então comandada do lado de fora por Edvan Amorim. Quase morrendo, Deda quase ajoelhou-se aos pés do senador Amorim, apontando para os jovens que

se formavam em noite de festa no Instituto Luciano Barreto, associou os resultados do PROINVEST a benefícios que Sergipe teria em obras que ele, Déda, não mais iria ver, ou inaugurar. Naquele momento qualquer resistência se tornaria desgastante para quem a fizesse, e o empréstimo saiu. O que tem de obras em Sergipe deve-se aqueles recursos, que foram aliás cortados, reduzidos quase drasticamente, enquanto em Alagoas a Assembleia de lá aprovava rapidamente um PROINVEST duas vezes maior. De lá para hoje o Governo de Alagoas já contraiu outros empréstimos.

Mas o de agora em busca do qual JB peregrina, é de pouco mais de 400 milhões, a ser assinado com a Caixa Econômica Federal, que faz coisas do gênero todos os dias para municípios e estados. Não há dessa vez obstáculos políticos visíveis colocados em frente das portas da Caixa, onde as coisas transcorrem normalmente. A burocracia porém é estafante, e a romaria se faz indispensável. Com tudo pronto agora, todo um programa de recuperação das rodovias de Sergipe fica a depender da liberação dos recursos. Se isso não acontecer como está normalmente previsto e acertado, ai então se poderá dizer que ¨forças ocultas¨ teriam agido no Planalto. E não há nada mais identificável de que ¨forças ocultas ¨. Até o momento só fizeram criticas ao empréstimo, preocupados que estariam com a inadimplência que projetam para Sergipe, os senadores Valadares e Eduardo Amorim. E o fizeram de forma intensa em várias manifestações. Já o deputado André Moura, o poderoso em Brasília, disse que não fazia objeções e manifestou-se favoravelmente.

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LA SE FOI A REFORMA DE TEMER

PELO RALO DOS 35 PARTIDOS

 

Um país que tem 35 partidos é absolutamente ingovernável. E quando esses partidos na sua maioria são comandados por notórios picaretas, formados em grande parte por outros idênticos, que por eles se elegem, ai a coisa se complica tanto, que se faz necessário tirar da Câmara para fazer Ministro alguém como esse Marun, figura estranhamente bizarra, a tresandar cafajestice por todos os poros. Só um ser assim desaparelhado de qualquer tipo de mecanismo de contenção ética, poderia servir para o desempenho em um cargo como o de Ministro de Articulação Política.

Se faz grave injustiça quando se diz que o tempo agora é de compra de parlamentares. Não é só isso, o tempo é de compra escancarada de tudo o que significar apoio para deter as ações da Justiça, do Ministério Público, da Policia Federal, também, da boa vontade da grande mídia, aliás um trabalho já realizado com inexcedível sucesso. Já aparecem até ancoras de programas televisivos, apresentadores, fazendo quase declarações de amor ao governo .

A reforma da previdência frustrou-se agora, mas tudo leva a crer que venha a ser feita no inicio do próximo ano. A conspiração do mercado financeiro está em curso, a bolsa vai fingir que desaba, as expectativas ruins sobre o futuro da economia irão se multiplicar, o apocalipse será desenhado à perfeição.

Vale, contudo, um questionamento sobre a rapidez com que se deve proceder a tal reforma, mal construída, pessimamente explicada, e diante de uma enorme contrariedade da sociedade.

Se houvesse menos Maruns, menos Gedeis, menos Padilhas, menos Moreiras, menos Jucás, o chefe deles todos já estaria convencido de que a melhor decisão seria deixar qualquer tipo de reforma, qualquer anunciada privatização para que sejam tratadas analisadas e apresentadas de forma transparente à sociedade, isso, em um próximo governo que desfrute de um mínimo de apoio popular, que mereça a confiança da sociedade e se capacite a fazê-las, sem que sobre ele recaiam as suspeitas a respeito de malas em vias de encherem.

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DO PERU AO BRASIL

 

Entre o Peru, país também altamente contaminado pela corrupção e o Brasil, existe agora um elo que nos une. É o traço deixado pela Odebrecht, nos quais aparecem as digitais nítidas de tantos chefes de estado, de tantos poderosos. No Peru, o presidente de lá também está sendo acusado de receber propina da empreiteira. Mas há uma nítida diferença de procedimento entre o caso peruano e o brasileiro. Lá o presidente não se voltou contra as instituições do Estado que o acusavam. Preferiu fazer a sua defesa e anunciou que vai enviar ao Ministério Público a autorização prévia para que investiguem as suas contas bancárias.

Fica então no ar a pergunta bôba? Por que Temer não imita o colega peruano?

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52 MILHÕES DE BRASILEIROS

ESTÃO ABAIXO DA POBREZA

 

O Banco Mundial liberou um relatório que é espantoso, aterrorizante mesmo em relação ao Brasil. Temos agora, depois do acelerado crescimento da pobreza e do desemprego nos últimos três anos, um devastador panorama de miséria absoluta. São 52 milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza, aquele limite critico que o Banco Mundial estabelece para a partir dele, 220 reais por mês, classificar como miserável um ser humano. Trata-se de um quadro social alarmante, que deveria gerar uma mobilização do governo da sociedade, para discutí-lo com amplitude, e para ele buscar soluções. Quem sabe, bater às portas de alguma instituição clamando por algum empréstimo providencialmente urgente, já que estamos quebrados, embora haja disponibilidade para compra de parlamentares e corrupção de consciências.

Estamos quase em véspera de eleições gerais, para presidente, principalmente. E o que se discute? Se a Justiça deixará um candidato concorrer, se um outro ganhará o sinal verde do mercado financeiro para tornar-se candidato?

Enquanto isso a Policia Federal comprova que no dia exato em que o Ministro Fachim autorizou as buscas no gabinete e residência do deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Gedel e sócio das malas, dispararam inúmeros telefonemas dos ministérios e do Planalto para o parlamentar, inclusive um, proveniente do Ministério da Justiça.

Num ambiente assim, um personagem sinistro se movimenta e vai captando apoios dos insatisfeitos, dos desesperados, dos revoltados, dos ingênuos ou desinformados, e já se coloca como um troupier à frente de batalhões em movimento, espalhando vídeos de péssimo gosto pelas redes sociais. E mais ainda, exibindo-se com um fuzil na mão.

Desde quando tragédias sociais, morais, econômicas, foram resolvidas com tropas em marcha? E se nem mesmo temos tropas para colocá-las em marcha, o que estão a querer então? Que os fuzis desçam dos morros? Aliás, eles já estão descendo mesmo.

E os 52 milhões de brasileiros morrendo de fome, o que iremos fazer com eles?

Fuzilá-los ?