Atraso no pagamento do 13º salário gera problemas na limpeza

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Publicada em 22/12/2017 às 05:30:00

Milton Alves Júnior

 

Sem décimo terceiro, centenas de garis e margaridas que atuam no serviço de coleta de lixo doméstico nas cidades de Aracaju e Nossa Senhora do Socorro, decidiram cruzar os braços como forma de pressionar as empresas a quitar o benefício anual. Segundo avaliação do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindelimp), é inadmissível que os profissionais da limpeza sofram mais uma vez com o não repasse do recurso. A paralisação - que já havia sido anunciada no último dia 15, contou com a adesão de 70% da classe trabalhadora.

Por meio conta oficial a direção sindical informou que: "com a paralisação, a população dos dois municípios, infelizmente, verá as ruas repletas de entulhos, sujas e fétidas - justamente em época de celebração do Natal. A decisão da Torre em não pagar o 13º prejudica os trabalhadores da limpeza urbana e milhares de sergipanos que sofrerão com mais uma paralisação nos serviços de manutenção da higiene das cidades. O Sindelimp lamenta que a situação desencadeie mais uma greve na limpeza urbana, mas volta a reiterar que a greve é o último mecanismo de reivindicação dos direitos da classe trabalhadora”.

Adepto à paralisação, o gari Reginaldo da Silva informou que desde o mês passado o sindicato vem chamando a atenção dos gestores públicos/empresariais para a necessidade de quitará os direitos trabalhistas dentro do prazo previsto na Constituição Federal. No início deste mês a categoria optou por deflagrar a paralisação caso o décimo terceiro não fosse pago até a noite da última quarta-feira. Durante o dia de ontem o serviço de coleta ficou comprometido em todos os bairros da Zona de Expansão de Aracaju, feiras livres, mercados centrais da capital, além de bairros das zonas Norte e Sul de Nossa Senhora do Socorro. Apenas o município de Laranjeiras não foi atingido.

"A Torre sabia que os trabalhadores estavam se mobilizando, mas pelo que percebemos não se importou com a ameaça de greve. Se por um acaso o problema não for resolvido a gente vai continuar mobilizações porque não queremos enfrentar os mesmos problemas de anos anteriores. Pedimos desculpas a população que também acaba sofrendo, mas continuar desse jeito não dá", destacou Reginaldo. Por dia, cerca de 1.500 toneladas de resíduo domiciliar e comercial deixam de ser coletados somente em Aracaju. A empresa não se manifestou quanto a paralisação e queixa dos servidores.

Para Rayvandeson Fernandes, presidente do Sindilimp, os serviços serão reiniciados em caráter imediato a partir do momento em que o salário for regularizado. Caso isso não seja respeitado, os mais de 700 garis e margaridas mobilizador seguem de braços cruzados por tempo indeterminado. "A greve respeita os 30% constitucionais e seguirá até que o salário seja depositado na conta de todos, sem isso fica difícil retomar as ações dentro da normalidade. Pedimos que os empresários regularizem a pendência e evite que a população sofra ainda mais com a suspensão da coleta", avisou.