Divulgado retrato falado do suspeito do assassinato do líder do 'SOS Emprego'

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O retrato falado do suspeito está sendo divulgado em todo o Estado. Foto: Divulgação/SSP
O retrato falado do suspeito está sendo divulgado em todo o Estado. Foto: Divulgação/SSP

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Publicada em 23/12/2017 às 07:01:00

Gabriel Damásio

 

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou ontem o retrato-falado de um dos suspeitos do assassinato do ativista Clodoaldo Santos Melo, o ‘Barriga’, 40 anos, líder do movimento SOS Emprego, morto a tiros em 14 de dezembro, na Barra dos Coqueiros. O retrato foi produzido por peritos da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), a partir de relatos de familiares da vítima e de testemunhas ouvidas pelos investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a delegada Thereza Simony Nunes Silva, responsável pelo caso, o rosto desenhado é de um homem que, no dia do crime, passou primeiro pela residência e chamado Clodoaldo para fora, o que teria sinalizado a identidade da vítima para o autor do crime.

“Esse retrato falado é de um indivíduo que, instantes antes do crime, teria ido à procura do líder a pretexto de entregar um currículo. Quando esse indivíduo se retirou da casa de Clodoaldo, em seguida, apareceu o executor, dizendo que também queria entregar um currículo e quando Clodoaldo se apresentou, ele atirou e fugiu em direção a uma motocicleta, onde já estava um comparsa que o aguardava”, explicou Thereza. Clodoaldo foi morto com tiros nas costas e na cabeça enquanto preparava-se para entrar em casa.

A equipe do DHPP também conseguiu e divulgou imagens de uma câmera de segurança situada no de acesso ao povoado. Elas mostram o momento exato em que uma moto sai da estrada de terra e passa em alta velocidade pela pista, fugindo em direção ao centro da Barra dos Coqueiros. A mesma moto foi vista entrando na direção do povoado minutos antes do crime. Para a delegada, a divulgação as gravações podem ajudar a identificação dos matadores. “Essa divulgação serve para nos ajudar na resolução, a fim de que a população nos ajude. Para denunciar, basta ligar no 181 e colaborar com a elucidação de crime que chamou a atenção de toda a população. A sua identificação será preservada, resguardada. É um processo super sigiloso", explicou Simony.

A suspeita principal é a morte de Clodoaldo teria sido planejada e encomendada, mas os motivos ainda não estão claros. Familiares e militantes de movimentos sociais denunciam que ele vinha recebendo ameaças de morte por causa dos protestos que pediam a contratação de mão-de-obra local em grandes empresas e empreendimentos de grande porte, a exemplo da Petrobras e da usina termelétrica em construção na Barra. Alguns parentes relataram ao DHPP que estavam sendo seguidos por carros suspeitos e pediram proteção policial.