Superlotada, maternidade suspende atendimento durante algumas horas

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Publicada em 28/12/2017 às 06:42:00

Milton Alves Júnior

 

A Maternidade Santa Isabel, em Aracaju, segue se deparando com a superlotação que habitualmente inviabiliza a prestação do serviço destinado as gestantes sergipanas que estão cadastradas junto ao Sistema Único de Saúde (SUS). A mais recente suspensão do atendimento foi registrada na tarde da última terça-feira (26), quando por mais de cinco horas novos prontuários deixaram de ser abertos. Diante da negativa, e receio de novas suspensões, pacientes e acompanhantes pedem que os órgãos estaduais e federais de fiscalização interfiram judicialmente a favor dos usuários do SUS. O pedido se estende ainda para o Tribunal de Justiça de Sergipe.

Segundo estatísticas apresentadas pela unidade hospitalar, somente nos últimos dois dias mais de 120 pacientes foram atendidos. Na terça-feira, em um período de 12 horas, 33 partos foram realizados. No geral a média diária de parto na maternidade é de 29 crianças.  Esse número poderia ser mais expressivo caso a Santa Isabel possuísse um número maior de leitos aptos para atender a demanda; atualmente a unidade opera com 15 leitos. Sem estrutura adequada, a perspectiva para os próximos meses é de novos registros de superlotação e consequentes suspensões dos serviços. Nestes casos, as pacientes são orientados a seguir para outras maternidades da rede pública.

Para Jadson Carvalho Junior, que acompanha uma paciente, é preciso que os governantes comecem a investir mais na maternidade e oferte aos contribuintes uma saúde pública de melhor qualidade. Para que isso aconteça ele ressalta a importância dos gestores em ouvir o pleito dos usuários do sistema, e, sobretudo, as reivindicações dos diretores e coordenadores da maternidade. Sem poupar elogios aos servidores da maternidade, ele alega que todos trabalham dentro das condições de serviços disponíveis pela Santa Isabel, e buscam resolver de imediato os problemas que surgem no dia-a-dia.

"Essa não é a primeira vez que venho aqui e posso garantir que se dependesse da grande maioria dos profissionais que aqui atuam a situação não seria tão preocupante assim. Sempre fomos muito bem atendidos apesar da casa sempre cheia. Espero que nesse ano que chega as coisas comecem a melhorar e invistam mais aqui; não tenho dúvidas que os sergipanos agradecerão profundamente. Sair de casa às pressas sem saber se será atendido é angustiante", declarou.

 A direção da unidade informou ao Jornal do Dia que o atendimento segue sendo realizado, mas não descarta a possibilidade de novas suspensões sem prévio comunicado oficial. A superlotação ocorre em virtude do fechamento de maternidades antes em funcionamento no interior do estado.