Retrospectiva 2017

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Publicada em 28/12/2017 às 20:41:00

O ano de 2017 foi marcado pela dificuldade dos gestores públicos, dos servidores públicos, aposentados e pensionistas, e a população em geral pelo desemprego, em razão da crise econômica que assola o país.

Os governadores e prefeitos tiveram grandes problemas para administrar em virtude da queda significativa do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Isso levou muitos gestores a atrasar e parcelar salário dos servidores, aposentados e pensionistas, prejudicando, e muito, a vida dessas pessoas.

Com dificuldade financeira, o Governo do Estado e algumas prefeituras, a exemplo de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Tobias Barreto, tiveram que recorrer a financiamentos e empréstimos junto a Caixa Econômica Federal, com aprovação dos parlamentares, para realização de obras.

A situação do Estado e dos municípios só não foi pior em 2017, em razão do líder do governo no Congresso, deputado federal André Moura (PSC), ter viabilizado a liberação de recursos do governo federal para execução de obras.

Prefeitos denunciaram o Governo do Estado ao Banco Central, pela retenção de valores devidos aos municípios no repasse do ICMS. Disseram acreditar que o valor devido poderia ser de R$ 100 milhões, mas o governo só reconheceu R$ 30 milhões.

Neste ano, o governador e prefeitos não sofreram para conseguir a aprovação de projetos no Poder Legislativo, de interesse do Poder Executivo, por terem maioria no parlamento. Aprovaram tudo o que quiseram.

No final de outubro o governador Jackson Barreto (PMDB) conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa o financiamento de R$ 560 milhões junto a Caixa Econômica Federal para recuperação das estradas. De lá para cá vem travando uma batalha para conseguir a liberação do financiamento, uma vez que o governo Temer condicionou a sua liberação a votos da bancada federal para aprovação da reforma da previdência.

Isso levou a ampla repercussão na mídia nacional, com acusações de “chantagista” ao ministro Carlos Marun por impor que recursos da CEF só sejam liberados para os Estados com os governadores dando em troca votos da bancada federal para aprovação da reforma previdenciária.

Provocou também o descontentamento dos governadores do Nordeste, que acabaram fazendo uma carta ao presidente Temer protestando contra as declarações de Marun e dizendo que não hesitarão em promover a responsabilidade política e jurídica dos agentes públicos envolvidos caso a ameaça se confirme.

Essa reação dos governadores do Nordeste contra imposição de Marun e puxão de orelha em Temer provam que o Brasil resiste...

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Caça-Fantasma 1

Neste ano que está acabando, o ex-prefeito João Alves Filho (DEM), o ex-vice-prefeito José Carlos Machado (PSDB) e a ex-secretária de Governo Municipal, Marlene Calumby, foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) pelo comando de uma organização criminosa para a prática de peculato, com a contratação de cerca de 300 servidores fantasmas, que não sabem nem onde fica a Prefeitura de Aracaju.

 

Caça-Fantasma 2

Mais 23 pessoas também foram denunciadas criminalmente na Operação Caça-Fantasmas, deflagrada para identificar servidores que recebiam sem trabalhar na gestão do ex-prefeito João Alves. Entre eles, três irmãos  dois sobrinhos do ex-vereador Agamenon Sobral (PHS), que por quatro anos receberam sem trabalhar.

 

Caça-Fantasma 3

A então presidente estadual do DEM, Ana Alves, filha de João Alves e da senadora Maria do Carmo Alves (DEM), foi presa por obstrução de justiça. É investigada por participação em peculato, formação de organização criminosa e obstrução de investigação. Foi solta uma semana após sua prisão no Presídio Feminino de Nossa Senhora do Socorro, mas está usando tornozeleira e não pode deixar os limites de Aracaju.

 

Operação Navalha 1

Em 2017, os sergipanos viram a condenação de 10 pessoas envolvidas na Operação Navalha da Polícia Federal, deflagrada em 2007 para investigar  crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e formação de quadrilha referente ao desvio de mais de R$ 178 milhões das verbas de duplicação da adutora do Rio São Francisco no governo João Alves Filho (DEM).

 

Operação Navalha 2

Entre os condenados João Alves Neto, filho de João Alves e Maria do Carmo, condenado a 17 anos e 02 meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e formação de quadrilha; o ex-conselheiro do Tribunal de Contas, Flávio Conceição, condenado a 27 anos e 04 meses de reclusão por peculato, corrupção ativa e formação de quadrilha; o ex-deputado federal Ivan Paixão, condenado a 10 anos e 10 meses de reclusão por corrupção passiva e formação de quadrilha; o ex-secretário Max Andrade, condenado a 13 anos e 02 meses de reclusão por corrupção passiva e formação de quadrilha; Gilmar Mendes, condenado a 09 anos de reclusão por peculato e formação de quadrilha; e Victor Mandarino, condenado a 07 anos de reclusão pelo crime de peculato.  Todos também foram condenados a pagar multas.

 

Rompimento político

Neste ano, o ex-deputado federal Mendonça Prado rompeu com o governo Jackson Barreto após ser afastado da Emsurb por decisão judicial no episódio do contrato do lixo e não ter sido reconduzido ao cargo pelo prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), mediante determinação da Justiça de que podia reassumir o cargo,

 

Volta para casa

Mendonça rompeu com o governador e foi para o PPS, onde teve seu nome lançado como pré-candidato a governador. E, após uma conversa com a então presidente do DEM, Ana Alves, se reaproximou do Democratas e depois assumiu o comando da legenda em Sergipe com a renúncia de Ana, quando ainda estava presa.  Agora, Prado será candidato a governador pelo DEM, que admitiu que nunca se desfiliou.

 

De volta a Assembleia

Em maio deste ano, os deputados estaduais afastados há cerca de dois anos pelo envolvimento no escândalo das verbas de subvenção da Assembleia Legislativa – Augusto Bezerra e Paulinho das Varzinhas – retornaram à Alese para desenvolver suas atividades parlamentar. A decisão foi do ministro do STF, Marco Aurélio.

 

Metralhadora

Neste ano o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) usou, com grande frequência, as redes sociais para alfinetar o governador Jackson Barreto (PMDB) e o vice-governador Belivaldo Chagas (PMDB). Quase que diariamente o parlamentar destilou veneno contra JB, seu grande desafeto político.

 

Sucessão estadual 1

O ano termina com Sergipe tendo três pré-candidatos ao governo: o vice-governador Belivaldo Chagas (PMDB), o ex-deputado federal Mendonça Prado (DEM) e o ex-vereador Dr. Emerson (Rede).  E sem o agrupamento político dos senadores Eduardo Amorim (PSDB) e Antônio Carlos Valadares (PSB), e do deputado federal André Moura (PSC), não tendo definido o pré-candidato ao governo.

 

Sucessão estadual 2

Assim como com o embate político entre o presidente estadual do PT, ex-deputado federal Rogério Carvalho, e o presidente de honra do PRB, ex-deputado federal e ex-prefeito Heleno Silva, pela vaga na chapa majoritária governista para a vaga de senador.

 

Jogando pesado

A nível nacional 2017 foi marcado com o presidente Michel Temer comprando, com emendas parlamentar e cargos públicos, uma boa parte de deputados federais e senadores para aprovar a reforma trabalhista e salvar o seu mandato das duas condenações feitas pela Procuradoria Geral da República (PGR). Uma por corrupção passiva e a outra por organização criminosa e obstrução da Justiça. Assim como pela tentativa de aprovar a reforma da previdência.

 

Escândalo nacional 1

Chocou o país o então deputado federal Rocha Loures, assessor da presidência, ter sido flagrado pela Polícia Federal carregando uma mala com R$ 500 mil entregue por empresário da JBS, como uma fração que a empresa pretendia pagar ao presidente Temer: até R$ 38 milhões ao longo de nove meses. Loures foi preso por isso.

 

Escândalo nacional 2

Em 2017 teve ainda o escândalo dos R$ 51 milhões encontrados em um  bunker onde o ex-ministro Geddel Vieira Lima  (PMDB) armazenava recursos ilícitos, em Salvador. O dinheiro foi encontrado durante uma operação da PF, que apreendeu o dinheiro em nove malas e sete caixas de papelão lotadas de notas de 100 e 50 reais. A operação resultou na prisão de Geddel, que era o homem forte do governo Temer.

 

Escândalo nacional 3

Outro escândalo que marcou 2017 foi o então presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, pedindo propina de R$ 2 milhões a empresário da JBS para pagar sua defesa na Lava Jato. E ao ser questionado a quem entregaria o dinheiro, ter saído com essa: "Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred [primo de Aécio]”.

 

Chave de ouro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, encerra o ano com chave de ouro. Mandou soltar vários bandidos presos na Operação Lava Jato, causando indignação e repulsa ao povo brasileiro.

 

CURTAS

 

No começo de outubro, a delegada Daniele Garcia foi exonerada da coordenação do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap). Ela estava à frente de investigações importantes, com a da Subvenção da Assembleia e Indenizar-se, da Câmara Municipal.

 

O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) conseguiu pagar em 2017, um total de 15 folhas, incluindo o 13º salário e as duas folhas de 2016 deixadas pelo ex-prefeito João Alves Filho (DEM).

 

A Assembleia iniciou o ano legislativo de 2017 com dois novos deputados: Gilmar Carvalho (sem partido) e Adelson Barreto Filho (PR). Na condição de suplentes, os dois assumiram as vagas de Padre Inaldo (PCdoB) e Gilson Andrade (PTC), que em 2016 foram eleitos prefeitos de Socorro e Estância respectivamente.

 

Em 2017, os trabalhadores brasileiros foram prejudicados com a reforma trabalhista, que rasga a CLT e tira direitos de trabalhadores.

 

A coluna sai de férias hoje e deseja um Ano Novo de muitas realizações pra os leitores.

 

 

 

Foto legenda - Jackson Barreto 

Para o governador Jackson Barreto (PMDB) o ano de 2017 foi o pior para a vida do país, para a economia, os serviços públicos e transferência de recursos da União para os Estados. “Sergipe teve uma perda de R$ 130 milhões, dinheiro que era necessário para fechar as contas e não deixar o país e os estados nesse caos financeiro. Isso deixa o governador fragilizado, humilhado, principalmente diante do funcionário público, que é quem sofre as maiores consequências dessa política”, afirmou à coluna.

Sobre as expectativas para 2018 afirmou JB: “Vou entregar nas mãos de Deus. Não quero fazer nenhuma avaliação agora, nem positiva nem negativa. Não quero puxar para baixo nem quero fazer elogios e depois quebrar a cara. Vou botar nas mãos de Jesus 2018, Ele é quem vai dizer o que vai fazer por nós, pelo Brasil, por Sergipe”.

Sobre o Senado: “Não tenho nem tempo de pensar em Senado. Só tenho tempo de pensar em ir para casa e descansar”.