Capitão da PM é assassinado em Areia Branca

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Publicada em 30/12/2017 às 20:03:00

Gabriel Damásio

 

O capitão reformado da Polícia Militar Adilson Bispo Nunes, 51 anos, foi assassinado às 23h desta sexta-feira em frente à sua residência, na área central de Areia Branca. Segundo a polícia, ele teve uma pistola roubada e levou um tiro à queima-roupa na cabeça, enquanto lavava sua caminhonete na porta da casa. A suspeita da Polícia Civil é de que os matadores sejam quatro homens que praticavam assaltos pelas ruas da cidade ao longo da mesma noite, a bordo de uma caminhonete Frontier de cor prata.

Segundo o comando da PM, Adilson estava na companhia de um vizinho quando os bandidos se passaram por policiais para render as vítimas. Em seguida, eles anunciaram o assalto e gritaram perguntando pela arma do oficial. “Eles tinham conhecimento de que se tratava de um policial militar. O capitão pediu calma, não reagiu, disse que a arma estava no interior do carro e entregou a arma aos elementos. Ainda assim, eles determinaram que o policial se deitasse e atiraram covardemente contra a cabeça dele”, disse o coronel Paulo César Paiva, chefe de relações-públicas da PM. Além da arma, uma pistola calibre ponto 40, os matadores levaram uma pochete com os documentos pessoais de Adilson.

A princípio, as testemunhas imaginaram que eles também teriam roubado a caminhonete do militar, que é da mesma marca da que foi usada pelos criminosos. Os policiais civis e militares trabalharam nas buscas durante a madrugada e o resto do dia de sexta-feira. “A Corporação, em luto, lamenta profundamente a perda brutal do nosso companheiro, solidariza-se com seus familiares e amigos, e está mobilizada no sentido de identificar e prender esses facínoras. Para isso, é muito importante a contribuição da sociedade, através do telefone 181, onde as pessoas podem exercer a sua cidadania, ajudando a polícia a retirar esses assassinos de circulação”, diz o Comando, em nota oficial.

O corpo foi liberado durante a madrugada de sexta-feira pelo Instituto Médico Legal (IML) e enterrado à tarde no povoado Rio das Pedras, em Areia Branca. Os funerais contaram com honras militares prestadas pelos colegas e pelo Comando da corporação. O capitão Adilson estava há 30 anos na Polícia Militar e tinha sido transferido para reserva há apenas três meses.