Cirurgia ainda não pagou 13º salário do pessoal

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Publicada em 04/01/2018 às 05:54:00

Milton Alves Júnior

 

Apesar de permanecerem sem o pagamento da segunda parcela referente ao 13º salário, servidores da Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia decidiram na manhã de ontem não promover a paralisação das atividades conforme previamente definido pela classe trabalhadora na semana passada. A decisão foi adotada por maioria durante assembleia extraordinária realizada nas dependências internas da maior unidade filantrópica que atende a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar da decisão, as categorias informaram de imediato que, caso o pagamento não seja devidamente quitado até a noite de amanhã, a probabilidade de greve segue sem ser descartada.

O cruzamento de braços por parte dos profissionais será automaticamente anulado se o benefício se fizer presente na conta de cada servidor; em caso de cenário adverso os trabalhadores voltarão a se reunir em assembleia já no início da próxima semana a fim de deliberar pela greve geral e por tempo indeterminado, ou se ofertam um novo prazo. De acordo com números apresentados pelo setor de contabilidade do HC, atualmente cerca de 1.200 trabalhadores que estão sem o pagamento que, conforme determina a Constituição Federal, deveria ser pago até o último dia 20 de dezembro. A direção da unidade não se pronunciou oficialmente quanto a decisão dos trabalhadores.

Segundo Cícero de Souza, porta-voz dos funcionários, a própria administração do Hospital de Cirurgia informou aos representantes dos trabalhadores que existe um diálogo progressista junto à Prefeitura de Aracaju. Caso os acertos de débitos sejam promovidos, existe a possibilidade de quitar as pendências até amanhã. "Optamos por conceder esse voto de confiança é assim esperamos que o sofrimento acabe. Conversamos com os colegas trabalhadores e entendemos que é oportuno, mesmo diante de todo os problemas gerados pelo atraso, apostar que desta vez receberemos nossos direitos. Vamos aguardar, esperamos que a decepção não volte a frustrar o cidadão trabalhador", declarou.

Questionado quanto a possibilidade de novos prazos serem concedidos caso o pagamento não seja realizado, Cícero acredita ser difícil a categoria permitir que a situação permaneça sem solução. "Estamos caminhando para 20 dias de atraso e a suspensão da paralisação não quer dizer que vamos conceder outros. Pedimos que se resolva esse impasse caso os gestores não desejem se deparar com uma nova ação grevista. A paciência de todas já atingiu o limite máximo e não acredito que se houver quebra de confiança desta vez será concedido novo voto de confiança", pontuou. Hoje completam exatos 15 dias de atraso.