Cinco acusados por tráfico são presos com 97 quilos de maconha

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Publicada em 04/01/2018 às 06:01:00

Cinco pessoas foram presas em uma investigação conjunta da 9ª Delegacia Metropolitana (9ª DM) e da Delegacia Especial de Proteção à Criança e Adolescente (Depca). O trabalho, que durou seis meses, resultou na apreensão de 97 quilos de maconha prensada, que estavam enterrados no quintal de uma casa no conjunto Marcos Freire II, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). Segundo a polícia, os acusados formavam um grupo que vinha atuando no tráfico de drogas na regiãodo bairro Santa Maria (zona sul de Aracaju). A ação contou também com o apoio das equipes da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol) e do Canil do Grupo Especial de Repressão e Busca (Gerb).

O delegado responsável pela Depca, Marcelo Cardoso, deu detalhes sobre como culminou o início das investigações que levaram a desarticulação do grupo criminoso. “Há cerca de seis meses, começamos a apreender alguns adolescentes no bairro Santa Maria e eles começaram a passar informações sobre o funcionamento do tráfico ali naquela região. Essas informações acabaram convergindo com as informações obtidas sobre um grupo criminoso, então procuramos o apoio do delegado Gilberto Guimarães, da 9ª DM, e com apoio da divisão de inteligência fizemos esse trabalho investigativo que culminou na prisão de sete integrantes do grupo criminoso”, afirmou.

Ainda segundo o delegado, as investigações iniciaram no final de julho do ano passado, sendo realizados interrogatórios e coleta de informações. Por se tratarem de adolescentes, eles foram submetidos a boletins de ocorrência circunstanciados e medidas socioeducativas, antes de serem entregues aos seus responsáveis legais.

O esquema, conforme as investigações, era liderado de dentro do Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria, através do detento Jefferson dos Anjos Alkamin, o ‘Jefinho’, 32 anos. Foram presos também: José Gladston Maciel Santos, o ‘Chalalau’, 42; Eron Mário Santos Cardoso, 26; João Felipe de Almeida Carvalho, o ‘Bololô’, 20; e Dawid Wanderson Santos de Santana.As investigações apontaram que no esquema criminoso cada integrante já tinha uma função definida. Jefinho, por exemplo, era o líder. Dawid atuava como ‘gerente’ do tráfico, enquanto João Felipe, Eron e Gladston eram os distribuidores da droga.

“Ao chegar na delegacia de menores esses jovens foram interrogados e foram coletadas informações pelo delegado Marcelo Cardoso de que efetivamente existia um grupo criminoso no bairro que estava praticando o comércio de entorpecente e vendendo drogas e com isso estimulando a prática desse crime contra o patrimônio”, disse Gilberto, revelando ainda que “Jefinho” articulava toda a organização dentro do sistema prisional e mantinha contato com traficantes de outros estados, incluindo o Mato Grosso, que faz fronteira com a Bolívia.

Ainda de acordo com o titular da 9ª DM, outras pessoas envolvidas com o grupo se encontram foragidos. Uma delas é a mãe de “Jefinho”, que visitava o filho no Compajaf e recebia orientações de como proceder com os contatos, receber as drogas, distribuir e fazer as cobranças aos usuários. O outro acusado é o jogador de futebol Robert Bruno,zagueiro da Associação Desportiva Socorrense, que de acordo com Gilberto, não foi encontrado em sua residência e nem atendeu às intimações para prestar depoimento. A direção do clube informou em nota que ficou ‘surpresa’ com a acusação, “tendo em vista que o atleta jamais demostrou qualquer atitude suspeita relacionada a prática de crime enquanto esteve inserido no elenco do clube”. O contrato com o jogador, que vale até abril deste ano, foi suspenso temporariamente.