Preço da gasolina chega a até R$ 4,40 o litro

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Publicada em 05/01/2018 às 05:46:00

Milton Alves Júnior

 

A variação econômica nos preços dos combustíveis aplicada pela Petrobras tem gerado insatisfação a milhares de consumidores sergipanos desde a mudança imposta pelo Governo Federal desde o mês de julho do ano passado. Atualmente, diante de valores que variam entre R$ 4.05 e R$ 4.40 por litro da gasolina comum, por exemplo, abastecer na capital sergipana tornou-se uma missão amarga para o bolso dos contribuintes. Apesar das notórias insatisfações demonstradas em rodas de debate e redes sociais, analistas sócio-econômicos se mostram intrigados com o silêncio que vem das ruas. Conforme identificado pelo Jornal do Dia, quanto mais as pessoas lamentam, mas pagam, mais a inflação deve atingir as financias das famílias.

Na manhã de ontem o historiador Emmanuel Gonzaga afirmou à nossa equipe que o cenário contemporâneo faz com que contribuintes com mais de 40 anos de idade percebam a fundo a diferença na postura dos brasileiros. Segundo ele, pouco antes da virada do milênio ainda era possível se deparar com grupos militantes nas ruas defendendo os respectivos interesses. A atual disparada de preços induz os brasileiros a criticarem os juros impostos pelo governo, mas a falta de iniciativas populares inviabiliza a realização de atos públicos. Para Gonzaga, evidências indicam que esse silêncio faz mal ao interesse coletivo.

"É o tal negócio: a gente reclama todas as vezes que vamos a um posto de combustíveis para abastecer nosso veículo, reclamamos que a gasolina brasileira no exterior é mais barata do que aqui dentro, mas existe alguma corrente unificada para combater esse aumento abusivo? Se for para reclamar que seja nas ruas. Mesmo em tempos de redes sociais, somente assim a nossa voz será ouvida", avaliou. Para se ter ideia da variação de valores, na manhã de ontem a Petrobras informou que reduzirá os preços da gasolina em 0,9% nas refinarias a partir de hoje. Essa será a terceira mudança consecutiva deste ano, conforme comunicado pela estatal. A primeira queda de preço, ocorrei na segunda-feira e foi de 0,1%.

Ainda sobre as mudanças em vigor há mais de cinco meses, a Petrobras voltou a informar que instabilidade nos preços atinge o valor cobrado nas refinarias. Cabe a cada posto o repasse, ou não, para o cidadão consumidor. Em paralelo, a Petrobras disse também que elevará os preços do diesel em 1,2% nas refinarias a partir de hoje. Para o brasileiro que acredita não ser atingido por não possuir um automóvel, é preciso ficar atento em virtude de as empresas responsáveis por promover o transporte coletivo, já se posicionarem a favor de um reajuste da tarifa. De acordo com o economista Mário Jorge, essa imposição empresarial é tida como irreversível.

"Se com uma alta dessa fica difícil para quem tem um carro apenas, ou mesmo uma moto, imagine para que, tem uma frota de ônibus. Não é querer aqui incentivar aumento nenhum, mas é evidente que, com o aumento do combustível, o bolso de todos sentirá o impacto econômico também", declarou Mário que completou dizendo: "o pior é que a busca por economizar muitas vezes não faz tanta diferença; os valores estão praticamente iguais na grande maioria dos estabelecimentos. Ou se mobiliza para reivindicar a queda desses valores em instâncias superiores, ou aceita esse vai e vem de preços; muitas vezes mais para mais, do que para menos".