Corpo de menina de 12 anos é encontrado com sinais de violência em Campo do Brito

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Publicada em 05/01/2018 às 05:52:00

A polícia de Campo do Brito (Agreste) investiga a morte da estudante Edenilza Silva Andrade, 12 anos, que teve seu corpo encontrado na noite desta quarta-feira, em uma plantação de mandiocas no Povoado Garangau, zona rural do município. A menina estava desaparecida desde a manhã de terça-feira, quando saiu da casa da mãe para procurar um celular que estaria perdido. O cadáver foi achado com sinais de espancamento e de violência sexual, mas a causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada pelo Instituto Médico-Legal (IML).

O pai de Edenilza, Edenilson Lima de Andrade, disse que a filha foi bastante agredida pelos assassinos, tendo o seu rosto desfigurado e muitos ferimentos nas costas. “Quando vi, fiquei sem acreditar. Bateram tanto na minha filha que rosto dela estava desfigurado, até os olhos da minha filha arrancaram, as pernas estavam quebradas, furadas com pau. Pra não dizer que ela estava nua, deixaram ela só com um top, a bermuda do lado e a calcinha enfiada na boca. Ainda arrastaram ela uns 15 metros por dentro do mato, porque as costas da menina estão esbagaçadas. Não tem um cristão que aguente ver como ela está”, lamentou ele.

Edenilza morava com a avó paterna em Itabaiana, mas passava as férias na casa da mãe, acompanhada pelos dois irmãos. Disse também que o aparelho celular que ela julgava estar perdido, estava em casa, mas os pais passaram a procurar por ela ao perceberem que ela não voltou para casa. Os pais clamam por justiça e pedem rapidez na prisão e na localização dos autores do crime.

Na própria manhã de ontem, a delegada de Campo do Brito, Michele Araújo, esteve no IML e colheu as primeiras informações com o pai e a tia da garota, instaurando em seguida um inquérito policial. Ainda não há informação sobre a identidade dos assassinos. Informações que possam ajudar a polícia podem ser passadas de forma anônima através do Disque Denúncia (181).