Sergipe registra redução de 14% em casos de homicídios dolosos em 2017

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Publicada em 06/01/2018 às 06:04:00

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) anunciou ontem uma queda de 14% no número de homicídios dolosos ocorridos em Sergipe.Os dados são da Coordenadoria de Estatística de Análise Criminal (Ceacrim), que comparou o total de homicídios de 2017 com o de 2016. Segundo análise do órgão, a estabilização dos índices a partir de 2016 e o início da curva descendente no ano passado possibilitaram que 481 vidas fossem salvas no período. O resultado foi apresentado nesta sexta-feira em entrevista coletiva.

No ano passado, foram registrados 1.123 homicídios dolosos em todo o estado, número inferior ao de 2016, quando ocorreram 1.306; e ao de 2015, quando houve o registro de 1.196. O trabalho ostensivo e preventivo das forças policiais aumentou a percepção de segurança em Sergipe, fazendo com que 32 cidades apresentassem redução nos casos de homicídios dolosos em 2017. Além disso, em outros sete municípios foi barrada a tendência de crescimento apresentada em anos anteriores. Com estes números, a taxa de homicídio, que era de 57,64 para cada 100 mil habitantes, cai para 49,08, deixando Sergipe atrás de outros estados do país.

Dentre as cidades que registraram queda nos índices de homicídios estão: Aracaju, com 88 casos a menos do que o ano anterior; Tobias Barreto, com 18; Laranjeiras, 15; Canindé do São Francisco e Itabaiana com 13; Lagarto, 12, e São Cristóvão, 11. Na região metropolitana houve uma queda de 12%. No ano passado foram 314 casos, contra 357 em 2016. Já no interior o número caiu de 534 em 2016 para 480 em 2017, uma redução de 10,1%.

A obtenção desses números é fundamental no desenvolvimento de ações e estratégias das forças policiais no combate a criminalidade. É o que aponta Sidney Teles, diretor do Ceacrim. “Ninguém combate crimes às escuras, combate por meio de dados que levamos para discussão com gestores com o horário, dia, qual bairro e município está tendo uma maior reincidência, para que as forças possam traçar o planejamento”. Sidney ainda reforça que os dados são públicos e a própria população pode solicitar.

Em se tratando de ocorrências relacionadas a crimes violentos letais e intecionais o Ceacrim coleta informações diárias, é feito uma busca no boletim de ocorrência para a obtenção de horário, dia, motivação e endereço exato do caso e a partir dessa coleta é feito um planejamento. Como resultado, todos os meses números de homicídio, latrocínio, lesão e diversos crimes são fechados. 

A delegada geral da Polícia Civil, KatarinaFeitoza, avalia a redução da criminalidade no Estado como positiva, mas acredita que o trabalho das policias em 2018 diminuirá ainda mais esses números. “Nós avaliamos de forma positiva porque sabemos que já encontramos o caminho da redução, então é muito gratificante quando a gente percebe que o nosso trabalho rendeu frutos, mas ainda não estamos satisfeitos com esses números, sabemos que podemos melhor ainda mais”. 

Ainda de acordo com a delegada, a expectativa é que o Governo nomeie os novos agentes de polícia e com o anúncio do novo concurso, bem como os novos planejamentos, o índice venha a ser mais satisfatório em 2018.

 

Redução na capital – Quando levada em conta apenas a capital, os números são ainda mais consistentes. Os dados do Ceacrim mostram que no ano passado foram registrados 326 homicídios dolosos contra 414 ocorridos em 2016. A redução chegou a 21,3%, comprovando o que foi divulgado recentemente pelo Jornal O Globo, que mostrou Aracaju como a primeira capital no Nordeste e a terceira no país que mais reduziu os casos de homicídios.

Na capital, a SSP contou com o apoio das equipes da Força Nacional, que juntamente com a PM e a PC realizaram ações preventivas e ostensivas. O trabalho levou a uma redução nos casos de homicídios dolosos em vários bairros, a exemplo do Santos Dumont, Cidade Nova (bairro que mais aumentou: 20 -> 27), Porto Dantas (aumento de 18 para 19); Lamarão, na zona norte; Santa Maria e 17 de Março, na zona sul.

Em 2017 foram efetuadas 4.055 prisões de acusados de crimes graves que foram encaminhados a presídios. No ano anterior foram 3.900. Os números mostram um aumento no número de prisões de acusados de crime que foram levados ao presídio. Um dado que preocupa é o número de reincidentes. “Dentre 4.055 pessoas encaminhadas ao sistema prisional quase 40% dos presos são reincidentes. Isso significa e demonstra a falência do sistema de justiça criminal. É preciso verificar esse fenômeno para que possamos melhorar”, completou o tenente-coronel Vivaldy.