Leite e remédio estão em falta na Case

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Sede do Case em Aracaju. Foto: Divulgação
Sede do Case em Aracaju. Foto: Divulgação

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Publicada em 12/01/2018 às 06:38:00

Milton Alves Júnior

 

Usuários do Sistema Único de Saúde que buscam medicamentos junto ao Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case), têm encontrado dificuldades para adquirir unidades do remédio Citrato de Sildenafila, e do leite PKU tipo 2, que, desde o mês passado, seguem indisponíveis aos paciente cadastrados. De acordo com a direção do Case, a situação ocorre em virtude de problemas burocráticos e logísticos realizados por empresas vencedoras dos pregões electrónicos. Diante da irregularidade do serviço, pacientes sergipanos que dependem deste fornecimento pedem maior atuação por parte do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Justiça.

A direção do centro alega que ao menos duas vezes por mês o setor administrativo do Case promove a contabilidade interna dos medicamentos e realiza o pedido dos remédios com baixa nos estoques. Essa medida tem por objetivo evitar que a própria população se depare com a ausência de outros medicamentos fornecidos pela rede SUS. Juntos, o Citrato de Sildenafila, indicato para tratamento de hipertensão arterial pulmonar e o leite PKU tipo 2, para crianças entre dois e oito anos, provocam dificuldades para aproximadamente 100 usuários. Denúncias mostram ainda que o medicamento Acitretina, destinado para dermatite - inflamação na pele, também segue indisponível.

Entre as pessoas que sofrem com a situação está a trabalhadora  Maria de Lourdes Ramos. Segundo a beneficiada, a falta de medicamentos trata-se de um problema corriqueiro e que gera interfere diretamente no estado clínico dos usuários. "Há quantos meses e até anos vocês mostram essa dificuldade. Antes de mim outra inúmeras pessoas sofreram com o mesmo problema é o que se percebe é que nada mudou. Precisamos de uma intervenção jurídica imediata porque se for pra continuar desse jeito é melhor nem mais gastar nosso tempo e paciência para ir até o Case. Essa história de atraso no fornecimento não é de agora", disse.

De acordo com o coordenador do Centro de Atenção à Saúde de Sergipe, Paulo Roberto Andrade, de fato a burocracia dos trâmites legais resultou no atraso logístico dos remédios. Ainda falta finalizar a homologação do pregão eletrônico para que o material seja entregue. Sem citar prazos, ele garante que o Case tem trabalhado para que a situação seja normalizada em curto prazo. "Infelizmente nos deparamos com empresas que vencem o pregão, mas depois desistem e não entregam - foi o que aconteceu, por exemplo com o PKU tipo 2. Esse mesmo problema às vezes é vivenciado pelo próprio almoxarifado da Secretaria de Estado da Saúde", declarou.

O coordenador pede que as empresas apenas se disponham a participar desses procedimentos com a certeza que poderão cumprir com as respectivas obrigações. "Precisamos que aquelas que venceram repassem o produto de imediato, e aquelas que futuramente participarão também cumpram com o previamente definido", pontuou.