O HOSPITAL DO CÂNCER, UM PASSO MUITO ALEM DAS PERNAS CURTAS

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Publicada em 22/01/2018 às 06:39:00

O senador Eduardo Amorim faz da construção do Hospital do Câncer de Sergipe a sua bandeira principal, quase única, de atuação política. Não é absolutamente uma bandeira rota, destituída de importância, e desfraldada sem causa. Construir hospitais ou escolas é sempre uma causa justa. O senador Amorim tem consciência disso, não só pela convivência do

Médico com os seres humanos devastados pela doença, da qual muitas pessoas recusam-se até a pronunciar o nome, mas, da mesma forma, na sua condição de político. É obvio que, à sensibilidade humana, juntam-se, no caso, os resultados  em termos eleitorais que a construção de um hospital terá para  quem aparecer como parteiro da ideia.  O senador não apenas tem sido a voz insistente em clamar pelo hospital, ele também tem destinado recursos para a construção,  e faz isso por meio das chamadas ¨emendas de bancada¨, sempre subscritas pelos outros senadores sergipanos, Valadares, e Maria do Carmo.

Em algum momento chegou-se a dizer que o Hospital do Câncer seria o grande objetivo de Sergipe, a maior das nossas metas, a realização mais esperada. Há nisso uma dose de exagero. Não é só o câncer que mata, mas, seguramente, trata-se do insidioso mal da nossa época. Segundo estudiosos que se dedicam ao problema com uma visão holística, o hospital onde  se tenta curar a doença, seria o ultimo estágio de uma  linha de ações iniciadas com a prevenção , ou seja, aquilo que se pode fazer para evitar que a doença se instale no organismo, algo que exige a participação de especialistas, tão importantes como os que agem na contenção e erradicação    do câncer já detectado.  O empresário e filantropo paulista Henrique Prata, criador e dirigente do maior centro oncológico do Brasil, o Hospital de Barretos, vem, ultimamente com muita ênfase, disseminando  a  ideia de que ações preventivas  precisam ser transformadas em política de Estado. Aqui em Sergipe ações especificas voltadas para a mulher foram iniciadas pela hoje senadora Maria do Carmo, quando secretária de inclusão social, no primeiro governo do marido, João Alves. Com algumas mudanças de metodologia e de ênfase, essas ações foram sequenciadas nos governos seguintes.

O empresário Henrique Prata já esteve em Sergipe algumas vezes. Trazia equipamentos e especialistas do Hospital de Barretos , que aqui realizaram um bom trabalho de detecção precoce do câncer, e de orientação às pessoas para que reduzam os riscos que causam a doença.

Henrique é neto do médico humanista e destacado escritor sergipano e simãodiense,Ranulfo Prata . A editora da USP está reeditando as suas obras, tendo começado com o romance Navios Iluminados.

Pela experiência, e em muitos casos o pioneirismo que tem revelado em várias frentes do combate ao câncer, o semi- sergipano Henrique Prata, se for solicitado, não se negaria a dar um parecer sobre uma outra alternativa que estaria surgindo para ser posta em prática,

substituindo o projeto do Hospital do Câncer, surgido no momento traumático em que o governador Marcelo Deda lutava pela vida, e enxergou no hospital a ser construído, uma resposta do governo ao desafio de salvar as pessoas, vítimas do mal insidioso, principalmente os pobres, via de regra não tratados como deveriam pelo sistema público de saúde.

 

 A incidência do câncer vem aumentando, e já se admite que se trata de um mal agravado pela modernidade. Hoje, no ar que respiramos, nos alimentos que ingerimos, temos contato diário com uma quantidade gigantesca de substancias identificadas como cancerígenas. O câncer nos cerca por todos os lados, e aí acontece um avanço recente da medicina, quantificando o nível da propensão genética de cada indivíduo para tornar-se vulnerável ou resistente à doença.

Mais uma conquista da medicina no que se refere à prevenção,que, todavia, de nada vale, se não houver disponíveis equipamentos invariavelmente custosos.

 O projetado hospital do câncer já consumiu, só na terraplenagem , mais de 15 milhões de reais. A obra foi interrompida, porque a empresa vencedora da licitação na verdade não tinha capacidade técnica nem financeira, mas, como apresentou a menor proposta, o governo do estado não teria como optar por outra concorrente menos irrealista.

Somente a estrutura física do hospital consumirá algo em torno de cem milhões de reais, e para equipá-lo com os meios indispensáveis, serão exigidos mais uns oitenta milhões. Para funcionar enquadrado aos parâmetros de eficiência exigidos por um hospital especializado, com200 leitos, o custo, a preços de hoje, giraria em torno de trinta milhões.

Jackson, no seu último ano de governo, e enfrentando uma sufocante queda de receita, parece que resolveu fazer uma reavaliação, sobretudo realista, da responsabilidade que assumirá dando sequência a um projeto sem nenhuma garantia de que existirão recursos para concluí-lo, e mais difícil ainda: mantê-lo em funcionamento. Não seria problema mais dele, dirão alguns, mas a mancha da irresponsabilidade sem duvidas recairia sobre Jackson, sem esquecer das consequências devastadoras da esperança transformada em frustração.

O senador Eduardo Amorim tem alegado que conseguiu recursos para a obra, e não está mentindo, todavia, o que existe disponível, não é suficiente.  Diante das incertezas, desse tumulto político que vive o país, ninguém acreditaria, confiantemente, em dispor de ovos que ainda estão na parte interna da galinha.

 Uma ligeira observação: O HUSE, hospital João Alves Filho, tem um custo diário de um milhão de reais.  Só a conta da energia chega a não menos de 400 mil reais a cada mês. Isso equivale ao consumo de uma cidadezinha nos padrões nordestinos, e com uns dez mil habitantes.

Quando assumiu a Secretaria de Estado da Saúde o ex- senador Almeida Lima fez um relatório ao governador, apontando os gargalos e os vazamentos que tornavam, por assim dizer, fora de controle, a máquina da saúde pública, onde o mais improvável era que alguma providencia adotada apresentasse, depois, resultados positivos. Hoje, Almeida tem uma visão muito clara sobre o Hospital do Câncer, e entende que no momento atual o que de melhor se poderia fazer seria não construí-lo. Ele não minimiza a questão gravíssima que é o tratamento do câncer, nem classifica como exagerada a preocupação demonstrada pelo senador Amorim , todavia, demonstra, com cifras e uma metodologia cartesiana que poderia existir, no HUSE, um ala especial para o tratamento oncológico, com 200 leitos, que ficaria pronta ainda este ano,  com investimento entre  seis e oito vezes menor.

A coisa é bem lógica: No HUSE já existe uma boa parte dos meios necessários a um hospital do câncer. Começa a funcionar até março o Centro Administrativo da Saúde, senador Gilvan Rocha numa área de 33 mil metros quadrados. O nome é uma correta homenagem ao médico que, disputando uma só eleição com sucesso e desempenhando um só mandato de senador, destacou-se no panorama nacional como opositor ao regime, honrando o mandato pelo destemor, pelo debate elevado dos grandes temas, porque tinha cultura, espirito público, fazia Política,não a politicagem miúda dos sabujos e oportunistas.

Pois então, para aquele novo complexo foram transferidas 14 unidades, entre elas o almoxarifado central, concentrando – se, nele, toda a logística de medicamentos, insumos, as centrais de regulação, o SAMU, e a vigilância sanitária. Todos esses múltiplos setores eram concentrados nas extensas edificações  do HUSE,  ou espalhando-se, em tumulto, por vários prédios da cidade. Dessa forma, sobraram áreas, e nelas  já foram criados mais 45 leitos.  Depois do carnaval serão mais 155, num total de 200. Assim, fica demonstrado que haverá espaço para a ala do câncer, que terá disponíveis leitos em numero igual ao que teria o hospital, sendo que, na criação desses novos espaços para os pacientes o gasto não ultrapassa os 8 milhões de reais. Com essas providencias, além de outras visando reduzir a carga sobre o HUSE, com o aparelhamento de hospitais centrais no interior e mais um dispêndio de algo entre 25 e 30 milhões de reais, Almeida Lima assegura que no HUSE se instalaria uma ala oncológica dotada do que houver de mais moderno, com plena capacidade para fazer o que poderia ser feito pelo hospital do câncer, e com uma economia na instalação, da ordem de 70% e uma  redução de aproximadamente 50 % no custo da manutenção. Além de tudo, a Ala Oncológica Marcelo Déda, ficaria pronta e seria posta a funcionar no segundo semestre deste ano.

Está, então, posto e colocado para o debate um tema de real importância para Sergipe, que deveria ser tratado pelos profissionais da saúde, pelo Ministério Público estadual e federal, pelos políticos, aqueles que vão além das questões vulgares, pela sociedade em geral.

A solução para os problemas coletivos não pode ficar a depender de vaidades ou interesses individualizados.

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QUANDO O HUMOR

AINDA FAZIA GRAÇA

 

 

Nesses tempos do politicamente correto, até o humor vai perdendo a graça. Que pena. Sem o riso complementando o que existe de humano nas faces, surgem os horrores dos  rostos carrancudos. Parece que foi Sócrates quem disse que o saber coloca na face o traço do espírito. Qual o conceito que o filósofo ateniense faria de um ser humano que não soubesse rir? Talvez, apenas o considerasse um excêntrico, um tolo ou pretencioso, por isso, incapaz de entender a relação entre o  desamarrar do rosto e o  desatar do riso.   A ¨química¨ espiritual que provoca a espontaneidade de um riso franco, tem duas fórmulas bem distintas . Existe aquela que libera o riso maroto, oportunista, de ocasião, ou premeditado. Quando Getúlio voltou ao poder pelo voto, em 1950, surgiu no carnaval a ¨marchinha¨ que fez sucesso: ¨Bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar, o sorriso do velhinho faz a gente trabalhar¨. No riso de Getúlio havia algo de enigmático, seria a euforia com o poder, a sensação de vitória pessoal  ou de supremacia sobre os adversários, os inimigos ferrenhos. Existe uma  outra fórmula, a que produz, como resultado, o riso que traduz a própria alegria da vida, e então se faz a diferença nítida entre o espontâneo e o pré-fabricado.

O riso do político é quase sempre um artifício, entre tantos que usa para causar boa impressão entre os eleitores. Mas há aqueles políticos que nem sequer conseguem simular o riso, e se riem, é como se fingissem, contrafeitos, uma satisfação inexistente. Consciências pesadas, ou o medo, os tornam refratáriosao riso, e, se vez por outra arriscam-se a descontrair a face , tentando demonstrar algum sentimento de afabilidade, logo se frustram porque a imagem que transmitem é apenas a do cinismo, e o riso se transforma em acinte.

Já imaginaram uma foto risonha de Temer, Marun, Cunha, Sérgio Cabral, Geddel, Maluf, Henrique Eduardo Alves, Loures, o da mala, Moreira, Padilha,Jucá ,de  todos mais  que fazem parte da Organização Criminosa?  Os brasileiros se sentiriam insultados, ou horrorizados, com esse transitar, à sua frente, do circo dos horrores morais.

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 O NARIZ ARREBITADO

 DA SENADORA GLEISY

 

Monteiro Lobato, o escritor cujos livros para crianças e adultos deveriam ser leitura recomendada em todas as nossas escolas, criou, entre os personagens que faziam a vida de sonho  e aventuras no fantástico Sítio do Pica – Pau Amarelo, a menina de nariz arrebitado, que, por isso, ficou conhecida como Narizinho. Aquela parte docemente protuberante, quase apontando para cima, no meio  do rosto arredondado, dava à menina um certo ar sobranceiro, dominador, que a fazia até contestar o sábio Visconde de Sabugosa, e assustava a cautelosa Tia Anastácia, a preta cozinheira, pessoa integrada à família que cuidava do bem estar e da paz no sítio da benfazeja avó Dona Benta. Por chamar assim, de ¨preta¨ à Tia Anastácia, os atentos censores do ¨politicamente correto¨ querem retirar  das prateleiras os livros de Lobato, escritos numa época em que não era insulto chamar alguém de preto, e não de afrodescendente, como hoje é quase obrigatório.

 

Mas aqui o que queremos tratar é das cores de guerra, com as quais se pinta a senadora Gleisy Hoffman, arrebitando o nariz, não exatamente como um gesto de autoconfiança, mas de desafio ao bom senso.

Num instante tenso em que se transforma o julgamento do ex-presidente Lula, numa questão nacional extremamente  politizada, a senadora do nariz arrebitado  que preside o PT, parece não se dar conta da gravidade de qualquer ato irresponsável que mais incite ódios radicalismos, e engrosse

o caldo de cultura para os germes da violência. Essa senadora estaria imaginando-se uma La Pasionária fora de hora, e sem grandeza histórica, a repetir o na época heroico, ¨Non Passarán¨,  na sua desastrada frase: ¨Se Lula for preso vai ser preciso prender e matar muita gente¨. Se nariz arrebitado for sinal de arrogância desatinada e irresponsável,  o da senadora lhe adorna à perfeição.

 

 

 

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QUAL A IDADE DA ASSEMBLÉIA ?

 

Qual é mesmo a idade da Assembleia Legislativa de Sergipe? Ela , a chamada Casa do Povo, algumas vezes merecedora efetivamente do nome, nasceu junto com Sergipe, na   Independência conquistada em 1820. Pois é, daqui a dois anos estaremos completando dois séculos, tanto Sergipe, como a Casa que representa o seu povo. Pois então praticamente  em dois séculos de existência a  ¨morada popular ¨ nunca teve nos seus quadros de recursos humanos um só funcionário,  fosse ele assessor técnico ou servente,

ingressando através de concurso publico. Nomeava-se e efetivava-se servidor do Legislativo quando assim era possível e lícito fazer-se. Depois, quando disposições constitucionais proibiram a velha prática, ampliaram o numero de cargos em comissão. E choveram nomeações desse tipo, e vieram dos outros poderes servidores à disposição do Legislativo. Muitos desses, se tornaram  grandes conhecedores dos ritos burocráticos da Assembleia, e até se fizeram insubstituíveis.

Uma instituição democrática como a Assembleia Legislativa de Sergipe não poderia continuar assim,até mesmo porque os nomeados em caráter permanente   se aposentam,  e tanto a Casa  como os seus ¨inquilinos¨, perdem conceito, por não utilizarem  a fórmula justa e equânime   de criar empregos no setor público: o concurso, onde todos se igualam, e não há ¨padrinhos ¨.

 Então, chega Luciano Bispo, e em meio a tantas inovações que conduz na Assembleia, em meio à uma busca de sensatez para que o Poder se reequilibre e recupere o conceito antigo,   coloca  em prática a justa ideia de criar um corpo de servidores, todos, habilitados unicamente por concurso público. Ponto para Luciano Bispo e os deputados, que quebram um marasmo desatento diante de uma questão à qual a sociedade é muito sensível, exatamente porque restringe o espaço aos mais competentes.

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TEMER BATE ESTEIRA E

ANDRÉ É O VAQUEIRO

 

Mendonça Prado avançando num terreno minado para viabilizar a sua candidatura ao governo do estado, teria decidido entrar no campo do  quase sempre raivoso discurso nas redes sociais. Ele tem se esforçado para não se deixar levar pela mediocridade que infelizmente é a característica  que aflora de um debate sem grandeza. Aliás, grandeza é o que não existe nesses tempos de tantos desatinos, cometidos de parte a parte. Aqui em Sergipe, temos nos livrado um pouco dessa contaminação, todavia, o clima irá esquentando na medida em que se aproxima o outubro decisivo. Sabe-se que Mendonça nutre uma profunda aversão aos Amorins, e isso ele explicitou, aliás de forma contundente, quando tornou-se aliado de Jackson, e deu,  sem duvidas, uma importante contribuição para a vitória ampla que foi alcançada. A mesma aversão, até mesmo o que define como sentimento de nojo, ele tem em relação ao deputado federal André Moura.

No decorrer da ultima semana, em entrevistas, o ex- deputado federal Mendonça Prado, repetiu que em Sergipe André tornou-se o ¨Vaqueiro de Temer ¨, ou seja, aquele designado para conduzir a boiada humana de um eleitorado que se submeteria ao processo de compra e venda de votos. E essa realidade retrógrada infelizmente é a que ainda temos, tanto em Sergipe, como até mesmo nos estados ditos mais desenvolvidos.

Essa alusão feita por Mendonça ao ¨vaqueiro de Temer¨ reflete exatamente o clima de retrocesso politico que vivemos, que aliás, deve-se reconhecer por justiça, que dele Temer não é a causa, apenas, uma nefasta consequência. Temer é uma espécie de Washington Luiz com menos caráter, que concluiu o ciclo da ¨República  dos Carcomidos¨, encerrada com a Revolução de 1930.  O que o Brasil espera é que esse ,mais do que controverso presidente, seja o ultimo, e encerre,  evidentemente com desonra, a malsinada   ¨República dos Peculatários ¨. 

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O TIRO E A TORRE DA IGREJA

 

Chico Varela, cansado de andar pelo mundo como técnico da IBM, voltou a Aracaju para refugiar-se no sossego dessa cidade que a cada dia fica mais próxima de ser a melhor capital do nordeste, mas isso, se deixar de feder tanto, e em tantos lugares. Mas isso já e outra história.  Vez que aludimos à historia, corremos a corrigir um erro que nos foi apontado por Chico Varela, o escritor que não para de ler tudo o que lhe chega às mãos, inclusive essas linhas, assim, tanto libertinamente soltas. Chico achou um erro no tiro que aliás acertou o alvo, só que o alvo não era a Catedral da Candelária no Rio , mas,  a própria iniciante República.  tiro, que,  dissemos semana passada ter derrubado o Império, disparado pela guarnição rebelde republicana do navio de guerra Aquidabã,  sem alvo escolhido, apenas para cruzar os céus do Rio de Janeiro. O petardo, na verdade, atingiu a torre de uma igreja, segundo Chico Varela na Lapa, mas, com certeza, não tirou o sono do sonolento imperador, que, por aquelas alturas, já dormia sem sossego com a cabeça posta sobre um travesseiro recheado com terra que ele trouxera do Brasil, isso, num modesto hotel parisiense onde se hospedara, sem condições de abrigar-se com luxos. Hoje, canalhas presos, por tanto roubarem, levam luxos e especialidades gastronômicas para dentro dos presídios, como até pouco tempo fazia Sérgio Cabral e sua quadrilha.

Quem na verdade assustou-se com aquele canhonaço extemporâneo, foi o marechal Deodoro, primeiro presidente, e ensaiando-se para tornar-se, também, nosso primeiro ditador.

Correções feitas, desculpa pelo erro deplorável tornada pública.