Projeto Corujinha garante imunização gratuita a bebês e orientação a mães

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Publicada em 25/01/2018 às 06:06:00

Um dos pilares para uma vida longa e plena é ter a saúde sempre em dia e a prevenção é um dos principais caminhos para se alcançar esse objetivo. Quando se fala em prevenção, inclui-se, primordialmente, os cuidados desde os primeiros dias de vida. Foi com o foco na manutenção da saúde de recém-nascidos (RNs) que, há cerca de sete anos, surgiu o Projeto Corujinha em Aracaju. Vinculado ao Programa da Saúde da Criança e do Adolescente, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o projeto atua em três maternidades públicas e privadas da capital e garante que todos os RNs vivos saiam delas com as duas primeiras vacinas do calendário já tomadas, que são a BCG e primeira dose da hepatite B.

O projeto atua diariamente, de domingo a domingo, com 13 auxiliares de enfermagem nas maternidades Nossa Senhora de Lourdes, Santa Isabel e Gabriel Soares, e trabalha para fornecer aquilo que é de direito de toda criança. “O SUS fornece as vacinas gratuitamente e o que fazemos é facilitar o acesso a essas substâncias que as protegem contra as formas mais graves de tuberculose, no caso da BCG, e contra a hepatite B”, disse a coordenadora do Programa da Saúde da Criança e do Adolescente, Rita Bittencourt.

Sergipe como um todo tem um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que as crianças saiam vacinas das maternidades, porém, a SMS tem um diferencial. O projeto desenvolvido em Aracaju é pioneiro no país e, além de garantir a vacinação, também realiza um trabalho de apoio às mães, dando orientações pertinentes a respeito das próprias vacinas, amamentação, cuidados com o umbigo do bebê, entre outras informações que elucidem questões voltadas para os primeiros meses de vida da criança. “Antes, em Aracaju, a gente chamava de primeiras ações de saúde e cidadania, mas, vimos a necessidade de instituirmos o Projeto Corujinha, principalmente quando o nosso principal foco é minimizar, cada vez mais a mortalidade infantil e, quando falamos de mortalidade infantil, temos várias ferramentas para evitá-la, entre elas a imunização, justamente o que fazemos no projeto”, destacou Rita.

Rita Bittencourt chamou atenção ainda para os cuidados que se deve ter desde o pré-natal. “No Projeto Corujinha nós ofertamos as duas primeiras vacinas e passamos outras orientações, mas, os pais devem ter a preocupação de construir uma boa gestação e isso quer dizer que a atenção deve ser voltada para o pré-natal porque é nele que as orientações com relação aos primeiros meses de vida do bebê também serão passadas e isso inclui a imunização. A vacina prepara o sistema imunológico da criança contra as doenças e,cada vez mais o calendário aumenta”, ressaltou a coordenadora ao destacar também a necessidade de fazer o acompanhamento do calendário vacinal. “É importante que os pais levem seus filhos para atualizar o calendário de vacinação. Antigamente, nós tínhamos uma cobertura de 98%. Hoje, temos vacinas que têm uma cobertura de mais de 50%. Então, quase metade da nossa população de crianças, nos seus dois primeiros anos de vida, está com o calendário desatualizado. O medo que isso dá é de que doenças que já foram erradicadas surjam novamente no nosso país”, afirmou.