Gilmar pede que Ministério Público investigue desvio de combustível na PM

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O deputado estadual Gilmar Carvalho. Foto: Jadilson Simões/Alese
O deputado estadual Gilmar Carvalho. Foto: Jadilson Simões/Alese

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Publicada em 30/01/2018 às 06:00:00

Em representação protocolada no Ministério Público do Estado (MPE/SE), o deputado estadual Gilmar Carvalho solicitou a apuração rigorosa dos desvios de combustíveis detectados no âmbito da Polícia Militar de Sergipe. Em inquérito instaurado pela Corregedoria de Polícia Militar, ficou comprovada a fraude no sistema de abastecimento das viaturas, realizado através do “vale card”.

O cartão, comumente usado para debitar o valor de abastecimentos, foi utilizado, segundo as primeiras apurações, de forma ilícita para repassar os valores dos supostos abastecimentos a policiais militares.

“No inquérito há o depoimento de uma frentista que afirma ter recebido os cartões de um policial e, com a ajuda de uma colega, garante ter simulado os abastecimentos. Segundo a frentista, o militar trabalhava no setor que cuida dos abastecimentos das viaturas e entregava para ela de cinco a dez cartões. De posse dos nomes dos militares, senhas, prefixos de carros e quilometragem, a funcionária então realizava a simulação dos abastecimentos para em seguida devolver o dinheiro ao militar”, relata o ofício.

No levantamento realizado pela corregedoria, foi constatada ainda a existência de um cartão “coringa”, que poderia abastecer qualquer viatura, a qualquer hora e sem limite de quantidade de litros de combustível.

De acordo com Gilmar Carvalho, num cálculo rápido, o rombo causado ao erário gira em torno de R$ 1 milhão, tendo em vista que até agora não houve qualquer ressarcimento.

“Foram abastecidos veículos com placas de São Paulo e do Paraná. Viaturas que sequer pertenciam à corporação. Um esquema de desvio deste porte certamente não ocorreria somente com um militar, por este motivo é necessário que o Ministério Público aprofunde as investigações a fim de se chegar a possíveis outros envolvidos”, frisa Gilmar no documento protocolado ao MPE.