27 pacientes renais aguardam no Huse vagas para tratamento ambulatorial

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Publicada em 31/01/2018 às 06:50:00

Uma movimentação foi realizada na área de sol da enfermaria 500, no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) por pacientes e seus acompanhantes que fazem o tratamento de hemodiálise e que aguardam há meses por vagas ambulatoriais nas clínicas conveniadas dos municípios de Aracaju e Itabaiana. Uma espera que gera angústia, saudade e tristeza para eles e seus familiares, que aguardam ansiosos o retorno para os seus lares.

A paciente Joana Santana, 72, está há dois meses aguardando vaga ambulatorial nas clínicas conveniadas, para ela, uma espera sem fim. “Estou muito triste e precisando voltar para casa e ninguém nos informa nada. Aqui no hospital a gente tá sendo tratado, mas, temos nossas casas, nossas famílias, filhos e precisamos tocar a nossa vida em casa, por isso eu clamo por uma vaga nas clínicas conveniadas para que eu continue o meu tratamento em casa”, relatou.

Emocionada, a paciente Loane Pereira, 41, moradora do município de itabaiana, espera por vaga na clínica do seu município há cinco meses. Ela está de alta médica, mas, aguardando vaga nas clínicas para continuar o tratamento de hemodiálise. “Tenho filhos e preciso voltar pra casa, por isso eu peço as clínicas que nos ajudem. Muita gente já está ficando doente de tristeza e precisa voltar para suas famílias”, disse.

Assim como estas pacientes, outros 25 aguardam na esperança de conseguirem continuar o tratamento ambulatorial. A lista do Núcleo de Controle Auditoria Avaliação e Regulação (Nucaar) conta com de 39 pacientes aguardando vagas nas clínicas credenciadas. Desse total, 27 estão internados no Huse, de alta médica e represados por falta de vagas nas clínicas de hemodiálise. O superintendente do Huse, Luís Eduardo Correia, está sensibilizado com a causa e junto à Secretaria de Estado da Saúde e outros órgãos competentes busca soluções para o caso.

“Os pacientes têm razão. Não é fácil estar longe de suas famílias, sabendo que poderiam estar em suas casas, fazendo tratamento ambulatorial. O Huse está fazendo o papel dele para não gerar desassistência para os pacientes. Nós estamos sensibilizados, estamos cobrando para eles semanalmente, porém, as vagas nessas clínicas não são de responsabilidade estadual, os contratos são com as prefeituras, no caso, Aracaju e Itabaiana. As secretarias municipais de Saúde de Aracaju e Itabaiana estão cientes do problema. Hoje nós temos 27 pacientes nessa situação e estamos totalmente favoráveis ao movimento deles, a gente fica preocupado de dar alta a esses pacientes e gerar desassistência, a gente só pode dar alta hospitalar tendo vagas garantidas nas clínicas, porque não podem ficar sem seu tratamento e isso a gente está garantindo, mas, isso não é o ideal, por estarem longe de suas famílias, expostos a infecções hospitalar e, além disso, ocupam leitos que a gente poderia estar usando para outros pacientes que cheguem em urgência no Pronto Socorro”, explicou o superintendente.