Médicos fazem visita ao Nestor Piva e constata superlotação

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Publicada em 01/02/2018 às 06:23:00

Gabriel Damásio

 

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Jorge Darze, e integrantes do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) fizeram uma visita surpresa à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nestor Piva, no 18 do Forte (zona norte de Aracaju). Eles permaneceram no local por pouco mais de uma hora e apontaram alguns problemas no funcionamento da unidade e no atendimento ao público. De acordo com o vice-presidente do sindicato, José Menezes, o principal deles é a superlotação, já que o pronto-socorro atende a cerca de 500 pacientes por dia, muito acima da capacidade. Apesar disso, ele avaliou que a situação da unidade de saúde está “corporativamente melhor” em relação à visita anterior, há dois anos.

O Nestor Piva é o segundo mais procurado entre os hospitais da rede pública de Aracaju, perdendo apenas para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), e vem atendendo, além dos moradores de Aracaju, pacientes vindos de todas as cidades da região metropolitana, incluindo Barra dos Coqueiros, São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro e Itaporanga D’Ajuda. “O que os médicos nos reclamam é que tanto o Nestor Piva quanto o Fernando Franco não estão dando conta da demanda e que é necessária a construção de outra UPA em Aracaju”, afirmou Menezes. Outros dois problemas apontados foram a falta de médicos diaristas, responsáveis por acompanhar a internação e a evolução do quadro dos pacientes, e a falta de uma unidade hospitalar de retaguarda para casos de alta complexidade.

O vice-presidente explica que, atualmente, a unidade que cumpre este papel, principalmente na cardiologia e na traumatologia, é o Hospital de Cirurgia, cujo contrato está atualmente sob gestão do governo do Estado. “Como já vimos reclamando há dois anos, o paciente não pode ser encaminhado diretamente do Nestor Piva para o Cirurgia. Ele tem que passar primeiro pelo Huse, que vive sempre ocupado, para que um médico de lá faça o encaminhamento. Tem que ter uma harmonia entre as secretarias de saúde do Estado e do Município, para que esta burocracia não aconteça para o paciente”, afirmou.

Jorge Darze está em Aracaju desde a manhã de ontem e permanece hoje, cumprindo uma agenda de entrevistas à imprensa e visitas a outras unidades de saúde, incluindo o Hospital Universitário (HU) e uma Unidade Básica de Saúde (UBS). À tarde, o presidente da Fenam participa de uma assembleia com os médicos da Prefeitura de Aracaju, onde também falará sobre os impactos da Reforma Trabalhista para os médicos e suas consequências.