Edenisson se afasta da PM-4 e nega participação em desvios

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Publicada em 01/02/2018 às 06:31:00

A crise causada pelas denúncias de desvios na compra de combustíveis causou mais mudanças no comando da Polícia Militar. Ontem, o tenente-coronel Edenisson Santos da Paixão colocou à disposição o cargo de chefe da 4ª Seção do Estado Maior (PM-4), responsável pela administração das viaturas e outros recursos materiais da corporação. O pedido já foi aceito pelo Comando, que nomeou ontem, para seu lugar, o tenente-coronel Reinaldo Correia de Moura, que estava na chefia da 6ª Seção (PM-6), responsável pela área financeira.

Edênisson vinha sendo criticado publicamente pelo ex-corregedor da PM, coronel Benê Gravatá, que o acusava de ser protegido pelo primo, o comandante-geral, coronel Marcony Cabral, no Inquérito Policial Militar (IPM) que apurava o suposto esquema de desvios. As declarações colocaram suspeitas sobre a atuação do oficial enquanto estava na chefia da PM-4. Em uma nota divulgada ontem, o tenente-coronel disse que “não tem qualquer envolvimento com os supostos abastecimentos irregulares que estão sendo apurados pela Justiça e pelo Ministério Público Militar”, e que sua história e sua conduta “sempre foram pautadas nos princípios da moralidade, da ética e da eficiência”. 

Edênisson Paixão afirma que não tem o que temer quando às investigações do caso, mas decidiu colocar a chefia do PM-4 à disposição do Comando para demonstrar isenção, transparência etranquilidade, além de facilitar as diligências que possam ser determinadas na apuração em tramitação na Justiça Militar.

“Desta forma, além de facilitar as diligências que possam ser determinadas na apuração em tramitação na justiça militar, reajo ao desgaste provocado a minha imagem de policial militar e de cidadão pelo denuncismo midiático infundado e sensacionalista, cujas declarações foram classificadas pelo próprio Ministério Público como precipitadas. Por sua vez, as denúncias que expuseram publicamente a boa imagem da Corporação, naquilo que me tocam, serão interpeladas judicialmente com veemência”, disse, referindo-se às afirmações do promotor João Rodrigues Neto, do Ministério Público Estadual, que considerou as declarações públicas do coronel Gravatá como ‘precipitadas’.

O coronel Gravatá responde a um processo disciplinar por causa das acusações contra Marcony e Edênisson, feitas na semana passada em entrevista à Mix FM. Já o Ministério Público apura os desvios de combustíveis em dois inquéritos, sendo um criminal e outro administrativo. (Gabriel Damásio)