Preparação de campanha

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
CAUÊ DEIXA CARGO NA PMA PARA AJUDAR PRÉ-CANDIDATURAS
CAUÊ DEIXA CARGO NA PMA PARA AJUDAR PRÉ-CANDIDATURAS

Carlos Cauê deixou cargo na prefeitura para cuidar das campanhas de Belivaldo e Jackson
Carlos Cauê deixou cargo na prefeitura para cuidar das campanhas de Belivaldo e Jackson

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 04/02/2018 às 00:50:00

O jornalista, marqueteiro e escritor Carlos Cauê deixou nesta semana o cargo de secretário mu-nicipal de Governo, por um decreto assinado pelo prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PC do B). A saída foi pedida pelo próprio, que quer se dedicar agora a organizar e comandar as campanhas eleitorais lançadas para este ano, incluindo a pré-candidatura do vice-governador Belivaldo Chagas (MDB). Cauê informou que vinha recebendo diversos convites para trabalhar em pré-campanhas e decidiu deixar a Prefeitura para estruturar seu trabalho.

Nesta entrevista ao JORNAL DO DIA, o agora ex-secretário avalia que Edvaldo vem fazendo um "trabalho exemplar" a frente da administração de Aracaju e conseguiu uma aproximação maior com o deputado federal André Moura (PSC), líder do governo Michel Temer no Congresso Nacional. Para o marqueteiro, esta proximidade tem permitido a liberação de recursos para obras e programas de governo na capital, o que vem deixando "apopléticos" os adversários que, segundo ele, torcem pelo fracasso da gestão.

Confira a entrevista a seguir:

JD - Depois de 13 meses comandando a pasta mais política da administração, o senhor entregou o cargo ao prefeito Edvaldo Nogueira. Qual a razão?
CC - Porque com a criação do período de pré-campanha para pessoas que pretendem se candidatar nas eleições, situado cronologicamente numa etapa bem anterior à campanha propriamente dita, abriu-se um espaço de trabalho enorme para profissionais de marketing político como eu. Muitos pré-candidatos estão vendo isso, as necessidades de comunicação que isso criou para todos, e estão interessados em organizar profissionalmente suas pré-campanhas. Eu comecei a receber diversos convites para participar de pré-campanhas, e o trabalho à frente da Secretaria de Governo tornaria impossível conciliar essas duas atividades. Como minha intenção é a de atuar de modo integral na campanha eleitoral de 2018, resolvi antecipar minha saída para, por um lado, ter condições de estruturar melhor o trabalho que posso oferecer. E, por outro, atender à decisão do prefeito Edvaldo Nogueira, que tem solicitado aos seus colaboradores que serão candidatos ou se envolverão diretamente com a campanha que se afastem de suas funções na Prefeitura de Aracaju, como forma de não confundir as ações administrativas com as ações eleitorais, preservando, assim, o espaço público. Desse modo, me afastei da Segov para oferecer meus trabalhos profissionais ao mercado eleitoral do meu estado e de outras regiões.

JD - O senhor acha que Edvaldo faz uma boa administração?
CC - Não tenho dúvida. Aliás, não só eu: acho que toda a sociedade sergipana tem plena consciência do trabalho exemplar que Edvaldo desenvolve à frente da Prefeitura de Aracaju. O ano de 2017 foi muito emblemático na demonstração disso. Todos lembram o que era Aracaju de um ano atrás. Não só os aspectos estruturais da cidade estavam destruídos, como a própria administração municipal padecia de grave caos. Tudo isso sem falar nas imensas dívidas herdadas. Em que pese ainda não estarmos vivendo um mar de rosas e a própria administração ainda ter que enfrentar, mesmo ao longo deste ano, diversos problemas, sobretudo financeiros, é evidente o grau de reconstrução de qualidade de vida que a gestão de Edvaldo operou na cidade. Porém, o trabalho positivo da administração atual não está só na capacidade de restaurar a qualidade na prestação dos serviços públicos ou de oferecer obras estruturantes à cidade. Talvez um dos maiores legados que essa gestão deixará para os aracajuanos é um planejamento estratégico que colocará Aracaju no patamar de modernidade tecnológica que as cidades precisam alcançar, atingindo o grau de inteligência adequado ao terceiro milênio.

JD - Estamos num ano de eleições gerais. O senhor, como marqueteiro competente e vitorioso, já está se preparando para a campanha eleitoral?
CC - Sim. Como disse, a fase em que ela se encontra no momento, ou seja, lidando com a pré-campanha, é um estágio muito importante para muitos candidatos e decisivo para alguns. É nessa fase que os projetos de candidaturas dirão se vão amadurecer e se tornar fortes o suficiente para virarem candidaturas, ou se se tornarão apenas intenções. É um momento rico, onde as primeiras premissas das candidaturas vão ser testadas, onde o próprio pré-candidato é testado: suas ideias, sua capacidade de envolver e empolgar as pessoas, sua credibilidade, sua liderança... Enfim, seu projeto de candidato.

JD - Essa proximidade recente entre o prefeito Edvaldo Nogueira e o deputado federal André Moura, líder do governo Temer no Congresso, preocupa quem vai disputar as eleições este ano?
CC - Preocupa sobretudo os adversários de Edvaldo, aqueles que não desejam o sucesso dele à frente da prefeitura e torcem para que ele fracasse. Esses, certamente, estão apopléticos. Não se conformam em ver que, com ajuda do deputado André Moura, Edvaldo está conseguindo recursos importantes para a realização de diversas obras em Aracaju e isso pode torná-lo forte, principalmente na disputa eleitoral que se realizará esse ano. Essas pessoas não pensam na cidade, mas apenas nos seus projetos políticos. Edvaldo e André realizam, nesse momento, a boa política, aquela que ajuda o coletivo, a cidade, o todo. Colocam divergências de lado e trabalham em prol dos cidadãos aracajuanos. Rejeitam o modo velho de fazer política, que se nutre apenas do insucesso alheio em detrimento do sacrifício do povo. Nesse sentido, os dois vêm dando uma bela lição.

JD - O governador Jackson Barreto sinaliza que será candidato ao Senado, um dos poucos cargos que disputou e perdeu. A sua administração enfrenta problemas. O senhor acha que é uma candidatura viável?
CC - O governador Jackson Barreto é ainda o político mais forte em Sergipe. É claro que as dificuldades que o governo atravessa tem trazido a ele muitas contrariedades, e erodido parte do prestígio que sua imagem conquistou entre os sergipanos. Mas é sempre bom lembrar que o nome de Jackson é maior do que o da função que ele exerce hoje. Sua trajetória política e de vida, sua inquestionável contribuição à Sergipe e aos sergipanos, o forte grupo político que ele comanda, aliados à sua enorme capacidade eleitoral, o tornam um candidato a senador temido por todos.

JD - E a candidatura de Belivaldo Chagas ao governo do Estado?
CC - Belivaldo reúne um conjunto de qualidades que dão a ele plenas condições de chegar ao governo de Sergipe. É um homem ao qual, do ponto de vista ético, não se tem um reparo a fazer. E nos tempos de hoje essa é uma qualidade que se leva em conta. É o que dá coesão, como ninguém mais, ao grupo político ao qual pertence, e sobre o qual ninguém tem reservas ou arestas. Belivaldo encarna como ninguém os melhores valores do sergipano, a honradez, o trabalho, a fidelidade, a simplicidade, a capacidade. Tem um enorme conhecimento sobre o Estado e a máquina administrativa. É eficiente, e já provou isso por onde passou. É um homem de confiança. Não nos esqueçamos que, quando Déda iniciou seu projeto de mudança em Sergipe, escolheu exatamente ele para estar ao seu lado e ajudá-lo na difícil tarefa de mudar Sergipe. É um quadro que precisa ter sua chance de provar seu valor e renovar o processo político em nosso estado. São qualidades e características valiosas.