Servidores protestam

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Contra atrasos salariais, sindicatos marcam paralisação para o dia 19
Contra atrasos salariais, sindicatos marcam paralisação para o dia 19

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Publicada em 06/02/2018 às 00:13:00

Milton Alves Júnior

Em decisão unânime, servidores públicos es-taduais estarão de braços cruzados no próximo dia 19 de fevereiro como forma de protestar pela tramitação da reforma trabalhista, reiniciada ontem na Câmara dos Deputados Federais, em Brasília. A medida foi aprovada na manhã de ontem por centrais sindicais durante a realização de um ato público na Praça da Bandeira, em Aracaju. Conforme destacado pelo Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase), é necessário que os sergipanos, sobretudo os deputados federais, não se curvem às manobras políticas realizadas pelo Governo Michel Temer, e reforcem o desejo de rejeitar a proposta do Governo Federal.

A perspectiva de paralisação unificada vem sendo apontada pelos sindicalistas como possibilidade real desde dezembro do ano passado. De acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica de Sergipe (Sintese), essa medida deflagrada também atingirá todas as instituições de ensino administradas pelo Governo Estadual; as unidades nacionais, Instituto Federal de Sergipe (IFS) e Universidade Federal de Sergipe (UFS), também prometem sentir o efeito da greve liderada pela classe trabalhadora. A perspectiva por parte do Comando Nacional de Greve é que, a partir de hoje, as direções sindicais das mais diversas profissões comecem a registrar apoio ao movimento.

Momentos antes de iniciar a assembleia geral a fim de deliberar a adesão ao Dia Nacional de Lutas, um grupo de servidores estaduais se mobilizaram em frente ao prédio do Sergipe Previdência para reivindicar a valorização dos trabalhadores, o fim dos atrasos das remunerações, para pressionar os administradores estaduais a impor uma maior transparência nas contas públicas, bem como para protestar contra o parcelamento do pagamento dos aposentados. De acordo com representantes regionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), é de fundamental importância que a gestão pública ponha em prática todas as promessas recentemente feitas pelo governador Jackson Barreto de Lima.

A atuação democrática dos trabalhadores pode ter surtido o efeito desejado, já que, enquanto a manifestação era realizada, o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplag), informou que a manifestação trata-se de um direito constitucional dos brasileiros e que medidas estão sendo adotadas para resolver o atraso dos salários e do parcelamento dos aposentados. Essa busca pela solução do problema é apresentada pelo executivo estadual como uma das prioridades. Para Adelmo Meneses, é possível reparar este problema em curto prazo. A garantia parte do principio da arrecadação mensal do Estado.
 "Se temos uma arrecadação de R$ 550 milhões por mês, e a folha de pessoal segundo o estado é de R$ 300 milhões, não entendemos como ainda se vive nessa ansiedade de quando o pagamento dos aposentados será realizado. Estamos dispostos a colaborar com o progresso de Sergipe, mas é preciso também que o governo transpareça de melhor forma as suas contas", declarou o sindicalista que concluiu dizendo: "somente assim será possível saber efetivamente onde está sendo aplicado o dinheiro dos altos impostos pagos pelos contribuintes". Sobre a Greve Geral do dia 19 a CUT informou que até o dia 16 estará divulgando a programação dos atos.