Trabalhadores do comércio e serviços continuam sem reajuste salarial e negociações não avançam

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Ronildo Almeida, presidente da Fecomse
Ronildo Almeida, presidente da Fecomse

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Publicada em 06/02/2018 às 00:13:00

Os trabalhadores e trabalhadoras do comércio e serviços continuam sem reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho. A categoria está há dois meses em processo de negociação da Campanha Salarial 2018. Por meio da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Estado de Sergipe (Fecomse) e sindicatos filiados, a categoria já entregou ao setor patronal, desde o ano passado, a proposta aprovada em assembleia, mas as discussões ainda não avançaram para o fechamento da convenção coletiva.

Segundo o presidente da Fecomse, Ronildo Almeida, o patronato, por meio do deputado federal Laércio Oliveira (SD), presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, está fazendo pouco caso dos trabalhadores. "Nunca antes tínhamos vivenciado uma situação de tanto desrespeito. Para se ter uma ideia, Laércio Oliveira é o único presidente da Federação do Comércio  que não sentou à mesa com os trabalhadores e suas representações para ouvir as reivindicações", afirma.

O sindicalista lembra que historicamente, no processo de negociações, existem dificuldades, superadas com o diálogo. "Sempre deparamos com dificuldades, mas sentamos à mesa para discutir e avançar. Inclusive, é obrigação do conselho do Sesc e do Senac zelar e viabilizar melhorias na condição de vida dos trabalhadores e trabalhadoras do comércio", argumenta Almeida.  

O dirigente da Fecomse diz ainda não ser possível aceitar a perda de direitos conquistados em anos de luta dos trabalhadores. "Não podemos abrir mão das garantias existentes nos contratos de trabalho do comércio e serviços, alterando a vida das pessoas. Modernizar significa garantir segurança e respeito ao ser humano, o que não está acontecendo com essas mudanças na legislação, que, inclusive, não podem ser aplicada nos contratos já existente. Estamos abertos ao diálogo. Esperamos que a categoria seja respeitada e que as negociações avancem", avalia Ronildo Almeida.