Motorista de Valadares Filho é preso em Brasília

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Publicada em 07/02/2018 às 09:27:00

Um motorista lotado no gabinete do deputado federal sergipano Valadares Filho (PSB) foi preso ontem de manhã durante a 'Operação Delivery', deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal. Daniel Lourival de Azevedo é acusado de envolvimento com uma quadrilha que revendia drogas para usuários de classe alta e média alta de Brasília (DF). Ele foi alvo de um dos 23 mandados de prisão temporária expedidos pela justiça brasiliense, sendo preso juntamente com uma ex-estagiária da Procuradoria Geral da República.

Segundo informações do 5º Distrito Policial de Brasília (5º DP), Daniel é apontado como responsável por recolher e transportar drogas como maconha, cocaína e LSD, revendidas a viciados que, geralmente, eram servidores públicos e pessoas de alta renda que trabalhavam na Esplanada dos Ministérios e na Asa Sul. A compra acontecia através de uma "tele-entrega", isto é, as pessoas ligavam para os membros da quadrilha e pediam que um motoboy entregasse a quantia encomendada a ele, inclusive nas imediações de órgãos públicos federais e do Governo do Distrito Federal (GDF). De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rogério Henrique Oliveira, o motorista fazia uso de um dos carros alugados pela Câmara dos Deputados para fazer a compra das drogas, sem o conhecimento do deputado.

O grupo tinha ainda uma 'assessoria jurídica' que era fornecida pela ex-estagiária da PGR. Segundo a polícia do DF, o papel dela era instruir como a droga deveria ser transportada, avisar sobre a quantidade e alertar aos criminosos sobre os entendimentos jurisprudenciais a cerca do tráfico de drogas. A ideia era dificultar a configuração do crime de tráfico de entorpecentes. Os envolvidos devem ser processados por associação ao tráfico e tráfico de drogas, com penas previstas de 15 a 30 anos de prisão.

Exoneração - Em nota, Valadares Filho informou que "não tinha conhecimento de qualquer comportamento ilícito do servidor Daniel Lourival de Azevedo" e que "assim que tomou conhecimento do fato, determinou a exoneração imediata do servidor, deixando a cargo da justiça os procedimentos de investigação cabíveis para o caso". O deputado sergipano esclareceu ainda que "a relação que mantinha com servidor era restritamente profissional". (Gabriel Damásio)