Mera especulação

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O secretário Rosman Pereira (Planejamento, Orçamento e Gestão)  representou o governador Jackson Barreto na reunião de governadores realizada na segunda-feira, em Brasília, com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tratar do déficit
O secretário Rosman Pereira (Planejamento, Orçamento e Gestão) representou o governador Jackson Barreto na reunião de governadores realizada na segunda-feira, em Brasília, com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tratar do déficit

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Publicada em 07/02/2018 às 09:43:00

O secretário Rosman Pereira (Planejamento, Orçamento e Gestão)  representou o governador Jackson Barreto na reunião de governadores realizada na segunda-feira, em Brasília, com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tratar do déficit da previdência social e da securitização das dívidas.
Segundo Rosman, foi proposto a criação de um fundo de ativos que possa suportar o rombo do sistema previdenciário dos estados. Revela que os governadores esperam que tão logo sejam definidas as medidas que precisam ser adotadas para que os Estados resolvam o déficit da previdência, o presidente da Câmara coloque logo o projeto de lei na pauta da Câmara para votação. "Se não fosse o déficit da previdência, na ordem de R$ 100 milhões mês, o Estado de Sergipe teria pago suas contas em 2017 e fecharia o ano com um superávit de R$ 500 milhões. O governo está fazendo o dever de casa, mas a conta da previdência não bate", lamenta.

Mera especulação

Como é do conhecimento do povo sergipano o governador Jackson Barreto (MDB) foi contrário ao impeachment da presidente Dilma Rousseff pela sua formação democrática, luta contra a ditadura militar, pela redemocratização do país e as Diretas Já. O impeachment se consumou em agosto de 2016, assumindo a presidência da República o vice Michel Temer.

Por ser do mesmo partido de JB, Temer não digeriu bem a posição do governador de Sergipe por ver como um gesto contrário a que assumisse a presidência. Isso foi o suficiente para que no momento de grave crise econômica e diminuição no repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE), o Estado de Sergipe agravasse ainda mais a situação financeira.

Foi nesse momento de agravamento da crise econômica e do temor de uma crise hídrica que logo após o carnaval de 2017, quando o deputado federal André Moura (PSC) já tinha assumido a liderança do governo no Congresso, que o governador o procurou. JB foi pedir apoio para liberação de recursos para o andamento do projeto Canal Xingó, que não saiu do papel há mais de 10 anos, assim como da retomada das obras da BR - 101 e da reforma do Aeroporto Santana Maria.

De forma republicana, Jackson e André, adversários políticos, se encontraram e conversaram civilizadamente em nome dos interesses de Sergipe. André, que mostrou grandeza política, e JB, que demonstrou humildade, voltaram a se encontrar várias vezes para discutir e viabilizar os pleitos para Sergipe.
Jackson viu em André, que é um político forte do governo Temer, a forma de conseguir recursos para Sergipe por não haver uma boa vontade do presidente para com ele. E Moura viu em JB uma maneira de ajudar Sergipe e se cacifar eleitoralmente para um projeto maior em 2018, que pode ser o governo do Estado ou o Senado.
O governador abriu as portas para que prefeitos da oposição seguissem o mesmo caminho. Edvaldo Nogueira (PCdoB-Aracaju) foi um dos primeiros a fazer isso e hoje é um dos mais beneficiados com a liberação de recursos da União para a Prefeitura de Aracaju.

Quase toda semana André Moura está na Prefeitura de Aracaju assinando, junto com o prefeito, convênios e dando ordem de serviços para dezenas de obras de infraestrutura e mobilidade urbana. Na semana passada trouxe até o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, a capital para assinatura do convênio de mobilidade urbana na ordem de R$ 140 milhões. Chegou a reunir 64 prefeitos sedentos de também conseguir algum recurso do Ministério das Cidades para seus municípios.

A boa relação política de Jackson Barreto, Edvaldo Nogueira e André Moura, as fotos deles sorridentes e se abraçando em eventos e solenidades, vem dando motivos para especulações. Não falta quem diga que existe um acordo branco para as eleições deste ano, com JB e Andre disputando o Senado, com um apoiando o outro, já que são duas vagas para  senador no pleito deste ano.
A primeira especulação foi que André Moura se filiaria ao MDB e seria o candidato a governador com o apoio de Jackson e do seu agrupamento político.
As pessoas não estão entendendo de que aquela política do quanto pior melhor está ultrapassada, que adversários políticos têm de ser inimigos de morte. E que da forma republicana como André, Jackson e Edvaldo estão agindo é bom para todo mundo.

André se cacifa eleitoralmente por vir conseguindo a liberação de muitos recursos para Sergipe em época de vacas magras, principalmente Aracaju onde não tem grande densidade eleitoral. JB e Edvaldo estão conseguindo recursos para obras, diminuindo o desgaste da gestão. E o povo ganha com os serviços executados.
Diferente do que muitos pensam, o que existe é um jogo de interesse de todos os lados, mas que na campanha eleitoral cada um vai para o seu lado e marchará com o seu agrupamento político. Até porque os aliados, e, muito menos o povo, não aceitarão qualquer acórdão, seja branco, azul, laranja, roxo ou de qualquer outra cor.
A história política de Sergipe já mostrou isso em 1998...

Casos isolados
O que pode ocorrer nas eleições de 2018 são aliados da situação e da oposição não quererem votar nos dois candidatos ao Senado da sua coligação.  Na base do governo, por exemplo, se os dois candidatos a senador forem o governador Jackson Barreto (MDB) e o ex-deputado federal Rogério Carvalho (PT), a família Reis, do MDB de Lagarto, não votará no petista por questões regionais. Terá um outro candidato ao Senado, além de JB. Não é impossível que seja o deputado federal André Moura (PSC).       

Grande probabilidade
Jackson Barreto caminha para deixar o governo em 1º de março como deseja os aliados, que quer que o vice Belivaldo Chagas (MDB) tenha mais tempo para "engrenar". JB quer antes tentar resolver a questão dos salários dos servidores públicos, aposentados e pensionistas, assim como do financiamento de R$ 560 milhões do Finisa para recuperação das rodovias estaduais.  

A novela Finisa 1
O governador dedicou a sua agenda ontem, em Brasília, ao Finisa. Esteve pela manhã tratando do assunto com o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, e com o ministro da Secretária de Governo, Carlos Marun.  Pela tarde se encontrou com o ministro Henrique Meireles (Fazenda), que informou que ainda esta semana pode sair uma resolução que vai viabilizar a operação do financiamento.

A novela Finisa 2
Nas reuniões sobre o Finisa, Jackson esteve acompanhado dos deputados federais Fábio Reis (MDB) e Laércio Oliveira (SD), e da senadora Maria do Carmo Alves (DEM). No ano passado, o ministro Marun chegou a condicionar a liberação do financiamento de R$ 560 milhões a troca de votos pela aprovação da reforma da previdência. Fez isso com outros seis governadores que aguardavam a liberação do Finisa para seus estados.

A novela  Finisa 3
Boa parte das obras de recuperação das rodovias já chegou a ser licitada, portanto, só aguardando a liberação do financiamento. O governo tem pressa no início das obras por conta das chuvas do meio do ano, durante o período de inverno, que dificultará o andamento das obras.
Na posse de Fux
Na noite de ontem Jackson Barreto marcou presença na posse do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, no cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Fux ocupará a vaga deixada pelo ministro Gilmar Mendes, que completa o período máximo de dois anos no cargo. A vice-presidência será ocupada pela ministra Rosa Weber, que presidirá as eleições de outubro. É que no dia 15 de agosto, Fux também completará o segundo biênio e deverá deixar o tribunal.

Ministro relator
Fux é o relator, no TSE, dos processos dos deputados de Sergipe envolvidos no escândalo das verbas de subvenção da Assembleia Legislativa no ano de 2014. No próximo dia 19 de fevereiro deverá está na pauta do pleno do tribunal o processo do hoje deputado federal Adelson Barreto (PR).

Ainda em Brasília 1
Na manhã desta quarta-feira Jackson vai ao Tribunal de Contas da União (TCU) buscar informações sobre a paralisação do processo da obras de reforma do Aeroporto de Aracaju, que já foi licitada, dada a ordem de serviço e tem os recursos assegurados. É que com a inclusão do aeroporto na lista de privatizações, o tribunal determinou a paralisação do processo de início da obra.

Ainda em Brasília 2
Depois da visita ao TCU, marcada para às 9h30, Jackson vai ao Ministério dos Transportes para uma audiência com o ministro Maurício Quintella. Tratará das obras do aeroporto de Aracaju.

Traficante de drogas 1
O deputado federal Valadares Filho (PSB) foi surpreendido ontem com a prisão, pela Policia Civil do Distrito Federal, do seu motorista desde 2007 Daniel Lourival Azevedo. Ele foi preso com mais outras pessoas sob a acusação de tráfico de drogas e de usar, inclusive, o veículo da Câmara à disposição do parlamentar para transportar drogas.

Traficante de drogas 2
Segundo o deputado, ele não tinha conhecimento de qualquer comportamento ilícito do servidor Daniel, lotado em seu gabinete na função de motorista e com remuneração de R$ 6,5 mil. Informa ainda que assim que tomou conhecimento do fato determinou a sua exoneração, deixando a cargo da justiça os procedimentos de investigação cabíveis para o caso. Ressaltou que a sua relação com o motorista era meramente profissional

Alfinetando Temer
Do deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) sobre os consecutivos aumentos da gasolina no país: "Temer por que você não usa a desculpa de sempre e coloca a culpa na Dilma ou no Lula? Lá se vão dois anos do seu "governo" e tudo o que se viu foi aumento de preços, perda da qualidade de vida e queda na renda do trabalhador. A sorte é que já está acabando!!".

Veja essa...
Disposto a aprovar a reforma da previdência, o governo Temer continua a pressão e chantagem com aliados pela sua aprovação. Ameaça agora o PSDB de se não apoiar a reforma o MDB não apoiará a candidatura de Geraldo Alckmin ao Planalto em nenhum dos 5.517 municípios do país. O senador tucano Eduardo Amorim (SE) tem declarado que votará contra a reforma.

Curtas
O vice-governador Belivaldo Chagas (MDB) recebeu ontem, em seu gabinete, a visita do prefeito Valmir Santos (General Maynard), do vice-prefeito Gilberto Bibi, dos vereadores Sapato e Nal. Além dos secretários municipais Pezão (Cultura), Aldo Costa (Obras) e do chefe de Gabinete da prefeitura, Alisson Andreoli.

Do relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), ao reconhecer a dificuldade que o governo terá para aprovar a reforma agora em fevereiro, que trata como prioritária há mais de um ano: "A reforma enfrenta dois graves problemas: a falta de voto e a falta de tempo".

Não é das melhores a relação da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase) com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE). Ontem a Amase saiu com nota pública de repúdio ao ato da OAB denominado "Ato público pelo acesso à Justiça", ocorrido à tarde.

Disse à nota: "Esta totalmente equivocada a interpretação do princípio constitucional do acesso à Justiça por parte do ato público patrocinado pela OAB/SE pela mera insatisfação com as decisões judiciais, principalmente quando se constata que somente nos últimos três anos chegaram à Turma Recursal mais de 41 mil novos recursos e, somente neste ano (2018), outros 1.110 recursos já foram recebidos pelos Juízes que a integram, o que comprova a plena acessibilidade dos cidadãos ao sistema de juizados do Poder Judiciário Sergipano".