Invasores protestam por área para acampamento

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Publicada em 08/02/2018 às 08:52:00

Integrantes do Acampamento Vitória se aglomeraram na manhã de ontem em frente a entrada principal do Palácio Governador Augusto Franco (Palácio dos Despachos), em Aracaju, como forma de pressionar o poder executivo estadual a liberar imediatamente a área reintegrada em 30 de março do ano passado. Conforme contabilidade dos moradores hoje sem teto, a área é pertencente à Superintendência de Patrimônio da União (SPU), e servia de abrigo para cerca de 1.500 pessoas. Sem poupar críticas, sobretudo ao Governo Federal, os coordenadores do ato público alegam que cem famílias estão vivendo em estado deplorável, e necessitam da intervenção imediata do Governo de Sergipe.

Em outubro do ano passado uma comissão formada por líderes comunitários se reuniu com o governador Jackson Barreto de Lima, quando o chefe do executivo estadual prometeu buscar soluções o mais rápido possível para a problemática. A mobilização de ontem serviu de alerta para que o pleito não seja esquecido, uma vez que, desde este encontro citado, já se passaram três meses e nenhuma resposta foi apresentada às famílias sem teto. Diante do pleito, a superintendência executiva da Casa Civil informou que os representantes foram encaminhados à Procuradoria Geral onde seguiram discutindo a reivindicação. Conceição Vieira, porta voz do governo para esta demanda, infirmou que o Estado tem interesse em resolver o caso.

 "Estamos unindo todos os esforços para que este, e outros casos semelhantes, possua um desfecho satisfatório em curto prazo. Junto com a Procuradoria Geral seguimos debatendo o pleito das famílias e esperamos solucionar o mais rápido possível; essa é a nossa meta", declarou. O acampamento erguido em local irregular ficava situado às margens da rodovia César Franco (SE - 100), município de Pirambu, leste de Sergipe. De acordo com Sandro José dos Santos, coordenador do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), as pressões democráticas seguirão por tempo indeterminado. Os manifestantes esperam ainda se reunir com senadores, deputados estaduais e federais para discutir o assunto.

 "Estamos falando sobre uma reivindicação de interesse coletivo onde centenas de pessoas seguem morando de forma desumana, junto com animais. Infelizmente percebemos que, apesar da solidariedade e interesse imposta por alguns gestores em solucionar este caso, o que aparenta é que nada andou positivamente desde o mês de outubro. Dessa forma fica difícil conter a irritação das famílias", avaliou. O MNLM confirmou que pretende promover outras manifestações nos próximos dois meses, mas alegou não existir ainda uma programação fechada. A realização dos atos será debatida em reuniões a serem promovidas até o final deste mês. (Milton Alves Júnior)