DO ¨VALE DOS LEPROSOS¨ GEDDEL MANDA O AVISO

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Publicada em 10/02/2018 às 12:31:00

Geddel Vieira Lima como se sabe, faz parte da roda de amigos íntimos de Michel Temer, que nele deposita inteira confiança, e tanta que, chegando ao Planalto logo o colocou numa sala ao seu lado, como ministro poderoso da articulação política, o mesmo cargo hoje ocupado por um outro Geddel sem mala, ele mesmo é a ¨mala¨, Carlos Marun, aquela mistura perfeita de esperteza com estupidez. Geddel como também é sabido foi ministro poderoso da Integração Nacional indicado por Temer, e logo aceito sem pestanejar por Lula. Também indicado por Temer, contando com o pleno aval de Eduardo Cunha, o ¨dono do pedaço¨ Geddel foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal por Dilma Roussef. A Caixa, como se sabe, é uma das joias da coroa da República. É banco, mais do que centenário, que inicialmente substituía o mealheiro, onde o povo guardava os seus vinténs, com a diferença de que rendia juros. A Caixa cresceu, tornou-se um portentoso agente financeiro, do qual tanto dependem prefeitos e governadores; guarda a poupança da maior parte dos brasileiros, manipula os bilionários recursos do FGTS e PIS - PASEP, ( sobre os quais o governo dos Geddeis queria agora avançar) A Caixa Econômica é o grande banco financiador das construtoras e do programa Minha Casa Minha Vida e de quase todos os programas sociais, se é que ainda existem. O Minha Casa Minha Vida é entusiasmante para todos os grupos políticos, porque é uma boa ¨mina¨.
Agora, tornou-se público o que até nos jardins de infância já se sabia: a Caixa, é a morada preferida das quadrilhas que se vão instalando em Brasília, levadas, exatamente pelo nosso voto. Assim, de certa forma, somos todos mantenedores delas.

Geddel, como se sabe, agora está preso na Papuda em Brasília. Na mesma cela onde ficam Paulo Maluf, Sérgio Cabral e Henrique Eduardo Alves, além de outros. Geddel entre eles é persona grata, afinal, guardava num dos seus apartamentos a bolada de 51 milhões de reais. segundo a Policia Federal o maior volume de dinheiro roubado já apreendido no Brasil. Trata-se, assim, por todos os títulos, de alguém portador das ¨qualidades¨ exigidas para ocupar cargos em poderosos postos da República, por onde corram rios de dinheiro, e onde funcione a ¨engenharia¨ especializada em desvios dessas volumosas correntes.
Geddel sabe exatamente como obteve a imensa carga das malas de dinheiro, e sabe ainda para quem ela deveria ser redistribuída.

Já um tanto abatido, cercado pelos companheiros de empreitadas, e há meses jogado numa prisão, que não é imunda, desde que por imundície se considere apenas a sujeira que literalmente fede, Geddel dá sinais de impaciência, e compara-se a um leproso do qual todos agora querem distancia. Pode ser desespero e mágoa, ou um recado aos que estão no Planalto, e tão ¨leprosos¨ como ele No tempo em que leproso se chamava lazarento, a doença era considerada contagiosa. Comprovou-se, depois, que a hanseníase, novo e elegante nome que a doença ganhou, não tem nada de contagiosa, e há muitos anos deixou de ser um mal incurável. Nesse ¨vale¨ do abandono onde Geddel se diz jogado a lepra que o ataca é bem diferente daquela que desfigurava rostos, devorava dedos das mãos e pés, antecipando em vida os ossos descarnados, e esta, a lepra de Geddel e dos seus companheiros, presos e principalmente soltos, parece mesmo ser incurável. A ¨lepra¨ de Geddel é esta que agora humilha o povo, afronta os brasileiros , desfigura o Brasil, criando sucessivos episódios de acanalhamento explicito, como essa novela alongada para a escolha de uma ministra, feita nas coxas de um pai cafajeste, mas que estaria melhor acomodada como figurante em alguma chanchada pornô- trágico- humorística. A ¨lepra¨ de Geddel expõe o esqueleto desfigurado de um Brasil transformado em lazareto de leprosos morais.