Aposentados da Petrobras reclamam de reajuste de plano de saúde

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Publicada em 22/02/2018 às 00:21:00

Um grupo de trabalhadores aposentados pela Petrobras se mobilizou n manhã de ontem em frente à sede da estatal, em Aracaju, a fim de protestar contra o reajuste inflacionário de 300% na contribuição de previdência complementar criada pelo Governo Federal se sequer discutir o assunto com a classe trabalhadora. Mediante o apoio oferecido pelo Sindicato dos Petroleiros dos Estados de Sergipe e Alagoas (Sindipetro AL/SE), a categoria apresentou a respectiva irritação com a medida nacional e pede que a mudança seja de imediato suspensa. Já a partir do próximo dia 10 de março cerca de 6.500 petroleiros devem sentir no bolso a triplicação imposta pelo aumento.

Apesar da pressão atribuída pelos aposentados, a direção regional da Petrobras até a tarde de ontem não havia se manifestado oficialmente sobre a crítica sofrida, para o diretor do Sindipetro SE/AL, Alealdo Ilário dos Santos, a ausência de pronunciamento tem se tornado uma medida rotineira por parte da administração empossada com a saída da ex-presidente Dilma Rousseff, e posse de Micael Temer. De acordo com o sindicalista, paralelo às contrarreformas apresentadas pelo poder executivo federal, medidas como este reajuste na contribuição de previdência impulsionam os servidores a se unir em novos atos públicos. Alealdo garantiu que os trabalhadores seguem mobilizações.

Dispostos a amplificar as ações democráticas, a direção sindical espera contar com o apoio dos profissionais na ativa. A medida gira em torno da perspectiva de amplificar as manifestações e forçar o Governo a retroceder no reajuste apresentado. "Desde 2012 quando um novo plano foi estabelecido pelo Governo percebemos que a mudança tem resultado em um déficit que hoje está em torno de R$ 29 bilhões e a Petrobras não quer se responsabilizar por esse prejuízo. Não podemos aceitar que uma imposição dessa seja aplicada e prejudique milhares de profissionais", declarou. Sem apresentar números, o diretor do Sindipetro SE/AL lamentou a falta de diálogos.

Segundo Alealdo Ilário, apesar das dificuldades enfrentadas em governos anteriores, notoriamente a atual administração da maior empresa estatal do Brasil não tem buscado dialogar as medidas internas juntamente com os respectivos servidores da ativa ou aposentados. "O aumento foi dado e acabou, não existiu nenhum diálogo para se discutir um possível reajuste; simplesmente esse acréscimo foi deliberado entre os gestores e repassado para a classe. Não iremos aceitar esse tipo de medida e pedimos o apoio de todos, servidores ou não, para que possamos barrar esse aumento três vezes acima do que já era aplicado", pontuou. O sindicato não apresentou a programação dos próximos atos públicos. (Milton Alves Júnior)