Clarão provocado por meteoro causa apreensão

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O clarão também pode ser visto em Aracaju
O clarão também pode ser visto em Aracaju

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Publicada em 22/02/2018 às 00:21:00

Milton Alves Júnior

Um meteoro de fato cruzou a 100 km de distância do solo e pode ser visto facilmente por moradores dos estados de Sergipe e Bahia. A confirmação saiu na manhã de ontem após profissionais ligados à Brazilian Meteor Observation Network (BRAMON), terem analisado as imagens e confirmado a ação nada convencional. Durante as análises os especialistas tiveram como base dezenas de vídeos registrados por câmeras de monitoramento patrimonial, os quais foram enviados para a organização sem fins lucrativos que justamente monitora o fluxo dos meteoros. A confirmação descarta qualquer possibilidade de explosão envolvendo aeronaves.

Após ser visto as às 22h27 da última terça-feira, centenas de internautas utilizaram as redes sociais para relatar o fato é mostrar preocupação com um possível acidente aéreo envolvendo aviões comerciais. O surgimento de forte claridade, paralelo ao seu instantâneo sumiço, contribuiu para que a tese fosse de imediato levantada pelas testemunhas. O fato da claridade também despencar para o solo contribuiu para que a suposição fosse fortalecida pelos populares. Sobre a possibilidade de surgimento de novos enorme bólido nas noites do Nordeste, os especialistas garantiram que está ação trata-se de um fenômeno nada comum, e, se deparar com outra oportunidade pode durar anos.

Sobre o paradeiro, a Brazilian Meteor Observation Network oficializou que o meteoro foi visto no sentido nordeste para sudeste e explodiu sobre o Oceano Atlântico, a cerca de 83Km da Praia de Garajuba e aproximadamente 29 Km de altitude. Quanto a natureza desse fenômeno, a organização esclarece que são rochas que estão vagando pelo espaço; quando ocorre de cruzar o caminho da Terra, elas acabam queimando na atmosfera e produzindo um brilho intenso. Este foi o primeiro caso visto no Brasil neste ano. Ocorrência semelhante foi registrada em 20 de outubro do ano passado. A BRAMON não soube informar a última vez em que sergipanos tiveram a oportunidade de visualizar esse tipo de fenômeno.