Razão do compasso de espera

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
Tá dando o que falar a expressão do senador Eduardo Amorim durante reunião ontem de André Moura e do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, com prefeitos de Sergipe. No evento foi anunciado uma linha de crédito exclusiva de R$ 500 milhões, junto ao
Tá dando o que falar a expressão do senador Eduardo Amorim durante reunião ontem de André Moura e do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, com prefeitos de Sergipe. No evento foi anunciado uma linha de crédito exclusiva de R$ 500 milhões, junto ao

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 22/02/2018 às 00:05:00

Tá dando o que falar a expressão do senador Eduardo Amorim durante reunião ontem de André Moura e do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, com prefeitos de Sergipe. No evento foi anunciado uma linha de crédito exclusiva de R$ 500 milhões, junto ao BNDES, para os municípios sergipanos investirem em infraestrutura. "É mais desenvolvimento e qualidade de vida para o nosso povo", disse o líder do governo no Congresso.

Razão do compasso de espera

Pela oposição sabe-se que o senador Eduardo Amorim (PSDB) tem a preten-são de disputar o Governo do Estado e o deputado federal André Moura (PSC) de concorrer ao Senado. O impasse está no fato dos familiares dos dois parlamentares não serem favoráveis a uma disputa deles ao governo, mas a reeleição.
O entendimento de Eduardo e André, assim como do agrupamento político, é que um dos dois seja o candidato a governador. E é para buscar uma definição em torno disso que Moura disse ontem no programa de Gilmar Carvalho que já suspendeu toda a agente do final de semana para se reunir com o senador e as lideranças aliadas visando discutir o cargo que cada um dos dois vai disputar.

Fechado esse entendimento, que pode ou não ocorrer nesse final de semana, o agrupamento partirá para a definição da chapa majoritária. Só que o que motiva mais o senador Amorim a concorrer ao governo é ter a certeza que o seu vice será o deputado federal Valadares Filho (PSB), por ter não só o apoio de Valadares e aliados como pelo fato de VF ter uma votação expressiva em Aracaju, onde sempre foi muito bem votado, inclusive nas duas vezes que disputou a prefeitura.
Valadares Filho já absolveu a possibilidade de ser o vice de Eduardo Amorim, só que, como presidente do PSB, já declarou à coluna que o seu partido não abre mão do senador Antônio Carlos Valadares ter o direito legal de disputar a reeleição.

O deputado não deve ver problema da chapa majoritária da oposição ser formada: Eduardo (governador), Valadares Filho (vice) e para o Senado André e Valadares.
O problema é que nem André e nem Eduardo tem a pretensão de ter o senador Valadares na majoritária, pelas razões que todos já sabem. Querem que o filho fique na majoritária, como vice, e que Valadares concorra ao Senado. Esse também é o pensamento de muitos aliados.
O PSB não aceita Valadares fora da chapa majoritária e até ameaça uma 3ª via, com o senador sendo candidato a governador. O otimismo é por conta de Valadares liderar todas as pesquisas de intenções de votos para o governo que já foram realizadas no Estado.
Diante deste cenário político no campo da oposição, dificilmente pode ocorrer já nesse final de semana uma definição de quem será candidato ao governo, apesar de André querer disputar o Senado e Eduardo o governo.
Trocando em miúdos, mesmo já se caminhando para o final de fevereiro, ainda tem muita água para rolar por debaixo da ponte...

Para o Senado 1
Um prefeito da base aliada do agrupamento político do deputado federal André Moura (PSC) e do senador Eduardo Amorim (PSDB) disse ontem à coluna que o desejo da maioria dos prefeitos, tanto da oposição quanto da situação, é que André dispute o Senado. Isso porque querem votar nele para o Senado, por vir ajudando aos municípios, e também no governador Jackson Barreto (MDB) por gostarem dele e pela sua história política.

Para o Senado 2
Um dos prefeitos que pode votar em Jackson e André para o Senado é o de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB). Edvaldo é aliado de JB desde sempre e vem conseguindo, através de Moura, que é líder do governo no Congresso, muitos recursos para a capital. Nessa sexta-feira mesmo, André participará na prefeitura de mais uma assinatura de ordem de serviço para pavimentação de ruas, cujos recursos foram viabilizados por ele.   

Para o governo
Uma liderança da oposição, falando em off, disse ontem à coluna que o nome para disputar o governo devia ser o de André Moura. "Hoje é o homem forte de Sergipe, o momento é dele. Não terá outro. Valadares já foi tudo no Estado, poderia terminar a vida política com mandato de deputado federal. Se o candidato for Eduardo Amorim, com Valadares Filho como vice e André para o Senado e Valadares para deputado federal, a oposição sairá fortalecida nas eleições deste ano", acredita.

A disposição
Em conversa com a coluna sobre a possibilidade de ser candidato a vice-governador nas eleições deste ano, o deputado federal Valadares Filho (PSB) disse que a princípio é candidato à reeleição, mas não vai se furtar para outras possibilidades que sejam importantes para Sergipe e para o fortalecimento do projeto de oposição. "Se for um projeto forte para vencer o governo, estou aberto", frisou.

Mais na frente 1
Do deputado federal André Moura em resposta a indagação de Gilmar Carvalho sobre a declaração, à coluna ontem, de Valadares Filho de que para se chegar a um consenso na oposição não será ele ser candidato a vice e o senador a deputado federal, como defende o agrupamento de André e Eduardo Amorim, mas ao senador Valadares ter o direito legítimo de disputar a reeleição: "Respeitamos a posição do PSB. Achamos que é legitima, mas primeiro será decidida a nossa posição na chapa majoritária. Depois conversaremos com o PSB e outros partidos".

Mais na frente 2
Segundo André, as lideranças do seu bloco político não deixarão de conversar com outros partidos e agrupamentos políticos que estão na base de sustentação ao governo estadual. "Todas as conversas serão colocadas na mesa com nosso agrupamento, que não é pequeno. Tem prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos e deputados", ressaltou.

Como votaram
Como ocorreu na Câmara dos Deputados, o Senado aprovou anteontem à noite o decreto do governo Temer que autoriza a intervenção federal no Rio de Janeiro, na área da segurança pública, por 55 votos a favor e 13 contra. De Sergipe, os senadores Eduardo Amorim (PSDB) e Elber Batalha (PSB), que substitui interinamente Valadares, votaram a favor da intervenção. A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) não compareceu a votação.

Na Alese
Os deputados estaduais devem votar hoje, em plenário, alguns projetos de lei e de resolução dos Poderes Legislativo e Judiciário, a exemplo do que dispõe de reajuste salarial para os servidores dos dois Poderes; de auxílio-saúde dos servidores da Alese e aumento no valor dos cargos comissionados da Justiça. Os projetos já foram aprovados ontem nas comissões temáticas da Assembleia.

Na Câmara 1
O vereador Cabo Amintas apresentou ontem requerimento à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Aracaju solicitando informações sobre o pagamento de verbas de representação que os vereadores têm direito. Revela que apresentou o requerimento por suspeitar que o valor estar sendo pago de forma diferenciada, ou seja, recebe um valor maior quem é "amigo" da presidência.   

Na Câmara 2
Segundo o presidente da Câmara, vereador Nitinho (PSD), todos os vereadores recebem R$ 25 mil de verba de representação. Garante que o percentual é igual para todos.

Ponto de vista 1
O analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), declarou que quem aguarda por um elevado índice de renovação do Congresso Nacional por causa das denúncias contra os atuais deputados e senadores pode se frustrar. "Salvo mudanças inesperadas no humor do eleitorado, a tendência será de reeleição entre 60% e 70% da atual Câmara dos Deputados - um dos mais altos das sete últimas eleições -, o que poderá levar para a próxima legislatura as práticas e os vícios da atual composição legislativa", avalia Antônio Augusto.

Ponto de vista 2
Ainda na avaliação do diretor do Diap, os deputados da próxima legislatura terão vida difícil. Haverá menos espaço para velhas práticas fisiológicas e maior vigilância por parte da sociedade. "A crise fiscal, a transparência e a pressão da sociedade sobre a futura Câmara não permitirão nem aceitarão a repetição dos vícios e práticas atuais, deixando os futuros deputados sem ambiente para continuar trocando seus votos por favores, emendas e cargos, como tem sido hábito na política brasileira", acredita.

Veja essa...
Do ex-deputado federal João Fontes: "Alguém viu alguma declaração de solidariedade do "líder político" Eduardo Amorim a André Moura sobre a denúncia da PGR??? O líder pode deixar na estrada da vida o seu aliado ferido em combate??? Observem que não existe condenação de André no STF. A título de lembrança, é importante ressaltar que Eduardo já respondeu Inquérito no STF. Muito estranho mesmo,  a política é coisa do Capeta! Na verdade a política é um campo de disputas, ciúmes e ambições até mesmo com os próprios aliados, nesse meio dificilmente se faz amigos!!!".

Curtas
Informações chegadas à coluna dão conta que o senador Valadares, nesse período de licença médica, fez também uma cirurgia plástica na pálpebra. Está bem rejuvenescido. Deve tá se preparando para a campanha eleitoral.

Em discurso ontem na tribuna do Senado, o senador Elber Batalha (PSB-SE) disse que via com desconfiança as negociações entre o Banco Central e operadoras de cartões de crédito para extinguir a modalidade de compra parcelada sem juros.

Ressaltou Elber que embora as operadoras argumentem que a proposta reduzirá a inadimplência dos usuários de cartões e adequará o Brasil aos padrões financeiros mundiais, o Senado não pode ficar omisso diante da possibilidade de "uma trama" dos bancos.

A presidente do STF, Cármen Lúcia, marcou para o dia 22 de março o julgamento de mérito das liminares que garantiram o pagamento de auxílio-moradia a todos os magistrados do país. O valor atual é de R$ 4,3 mil e causa indignação da população pelo fato de todos os juízes terem moradia própria.