Famílias continuam ocupando sede da Seidh

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Publicada em 23/02/2018 às 00:12:00

Famílias integrantes das ocupações 17 de dezembro e Terra Prometida, no bairro Santa Maria, Zona de Expansão de Aracaju, seguem pressionando o Governo do Estado na tentativa de conquistar casas populares e empregos. Conforme enaltecido pela direção da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), paralelo ao repasse da moradia, é preciso que os requisitantes desempregados sejam contratados para a construção dos imóveis. Esse pleito tomou força essa semana após dezenas de manifestantes terem ocupado as dependências administrativas da Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão, Assistência Social, do Trabalho e dos Diretos Humanos (SEIDH). Ao longo desta semana o pleito foi amplamente debatido entre gestão pública e associações de moradores.

Durante a tarde da última quarta-feira, 21, um grupo de representantes das duas ocupações foi recebido pelo secretário Zezinho Sobral, o qual garantiu seguir trabalhando para que o Estado, por intermédio da SEIDH, possa seguir buscando medidas emergenciais a fim de atender as reivindicações. Como cumprimento deste esforço, já na tarde de ontem os moradores foram recebidos no Palácio Governador Augusto Franco (Despachos), onde detalharam os pedidos. Por meio de nota oficial o secretário enalteceu que: "a gestão da SEIDH respeita todos os ocupantes, mantem a priorização de políticas públicas e está sempre aberta ao diálogo para que sejam encontradas soluções viáveis, dentro da legalidade".

O morador João Alberto dos Santos Júnior conversou com o Jornal do Dia no final da tarde de ontem e aproveitou a oportunidade para solicitar ao governador Jackson Barreto de Lima que a demanda seja discutida com indícios de progresso, mesmo diante da natural burocracia governamental. Segundo o auxiliar de pedreiro e serviços gerais, desempregado há dois anos, uma possível demora no andamento processual tem contribuído para que as famílias lamentem as atuais condições de moradia - ocorrida em barracões improvisados, e reivindiquem o inicio imediato das obras. Ele deseja que o Estado garanta casa para todas as famílias.

"Não se pode negar que não existe diálogo; a gente tem sido sim recebido e tratado com respeito, sem grosseria por nenhum dos secretários e auxiliares. Jackson e Belivaldo têm um coração fraterno, isso é claro, mas quem está sofrendo o dia-a-dia não suporta a situação. Precisamos da garantia de casa e de serviço para trabalhar na construção das nossas próprias casas", declarou. Até o início da noite de ontem o Governo do Estado não havia comentado o resultado do encontro extraordinário junto aos ocupantes. "Apesar das dificuldades que o estado passa, acreditamos que nossos pedidos serão atendidos o mais cedo por isso. Enquanto não acontece, esperamos que o auxílio moradia também seja repassado para todos", pontuou.
Da reunião de ontem participaram ainda os defensores públicos dos núcleos de bairros e direitos humanos: Alfredo Nikolaus e Sérgio Barreto Morais. (Milton Alves Júnior)