Subvenções: Augusto não aparece para depor sobre Laurear

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Publicada em 05/03/2018 às 22:33:00

 

Gabriel Damásio
O deputado estadu-
al Augusto Bezerra 
(PHS) não compareceu ontem de manhã para prestar depoimento à sede do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), da Polícia Civil. O político é o principal investigado do inquérito policial que apura desvios das verbas de subvenção que foram repassadas pela Assembleia Legislativa à ONG Instituto Laurear. A entidade recebeu cerca de R$ 2 milhões nos anos de 2012 e 2013, sendo parte do valor por indicação de Augusto, mas não teve seus gastos e projetos comprovados durante a prestação de contas. 
O inquérito do Deotap aponta que o dinheiro foi desviado e repartido entre o deputado, assessores e empresários que atuavam como operadores do esquema.A diretora do departamento, delegada Thais Lemos, disse que o depoimento de Bezerra é a única diligência que falta para que o inquérito seja enviado ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), onde o processo deverá correr por causa do foro privilegiado a que o deputado tem direito. O relatório deve pedir o afastamento de Bezerra do cargo, além de seu indiciamento pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. 
Segundo a defesa, o cargo também permite que ele escolha o dia, a hora e o local onde quer prestar depoimento, não podendo ser detido ou intimado. "A gente sugeriu a data de hoje, mas infelizmente ele não compareceu. Estou aguardando que ele indique o dia e o horário para ser ouvido na Delegacia", disse ela. Os advogados de Augusto Bezerra alegam que ele quer dar esclarecimentos sobre o caso.
Thais Lemos confirma que o Deotap tem levantamentos das contas e bancos por onde passaram cheques da Laurear, cujos canhotos foram encontrados pela polícia no escritório do empresário Nollet Feitosa, que respondia pela diretoria administrativa da ONG. Eles apontam que quase todo o dinheiro indicado por Augusto 'voltou' para as contas dele e de sua assessoria, sendo usado até para a compra de uma casa de praia descoberta em seu nome. Apontado como operador do esquema, Nollet já é réu junto com o deputado na ação criminal que será julgada em 14 de março pelo TJSE, referente ao esquema de desvio das subvenções repassadas para a extinta Associação de Moradores e Amigos do bairro Nova Veneza (Amanova).  
Estamos juntos - No mesmo dia, o Deotap recebeu os promotores Bruno Melo Moura e Luciana Duarte Sobral, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público Estadual (MPE). Durante uma cerca de uma hora, eles conversaram com as delegadas do departamento e discutiram o andamento de investigações e inquéritos em andamento nos dois órgãos, bem como o planejamento de operações e estratégias conjuntas. 
"O objetivo desse encontro foi estreitar e solidificar ainda mais essa parceria, e tratar de casos futuros e investigações conjuntas. Há futuras operações e futuros ajuizamentos de medidas cautelares", disse Luciana, afirmando que não poderia dar mais detalhes sobre quais casos são esses, mas garantindo que "haverá muitas novidades em 2018". Entre as investigações conjuntas que ainda são tocadas pela Polícia Civil e pelo MP, estão alguns dos desdobramentos do 'Escândalo das Subvenções', da 'Operação Antidesmonte' (que investiga irregularidades nas transições de governo das prefeituras municipais) e da 'Operação Indenizar-se' (sobre desvios de verbas indenizatórias da Câmara Municipal de Aracaju).

Gabriel Damásio

O deputado estadu- al Augusto Bezerra  (PHS) não compareceu ontem de manhã para prestar depoimento à sede do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), da Polícia Civil. O político é o principal investigado do inquérito policial que apura desvios das verbas de subvenção que foram repassadas pela Assembleia Legislativa à ONG Instituto Laurear. A entidade recebeu cerca de R$ 2 milhões nos anos de 2012 e 2013, sendo parte do valor por indicação de Augusto, mas não teve seus gastos e projetos comprovados durante a prestação de contas. 
O inquérito do Deotap aponta que o dinheiro foi desviado e repartido entre o deputado, assessores e empresários que atuavam como operadores do esquema.A diretora do departamento, delegada Thais Lemos, disse que o depoimento de Bezerra é a única diligência que falta para que o inquérito seja enviado ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), onde o processo deverá correr por causa do foro privilegiado a que o deputado tem direito. O relatório deve pedir o afastamento de Bezerra do cargo, além de seu indiciamento pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. 
Segundo a defesa, o cargo também permite que ele escolha o dia, a hora e o local onde quer prestar depoimento, não podendo ser detido ou intimado. "A gente sugeriu a data de hoje, mas infelizmente ele não compareceu. Estou aguardando que ele indique o dia e o horário para ser ouvido na Delegacia", disse ela. Os advogados de Augusto Bezerra alegam que ele quer dar esclarecimentos sobre o caso.
Thais Lemos confirma que o Deotap tem levantamentos das contas e bancos por onde passaram cheques da Laurear, cujos canhotos foram encontrados pela polícia no escritório do empresário Nollet Feitosa, que respondia pela diretoria administrativa da ONG. Eles apontam que quase todo o dinheiro indicado por Augusto 'voltou' para as contas dele e de sua assessoria, sendo usado até para a compra de uma casa de praia descoberta em seu nome. Apontado como operador do esquema, Nollet já é réu junto com o deputado na ação criminal que será julgada em 14 de março pelo TJSE, referente ao esquema de desvio das subvenções repassadas para a extinta Associação de Moradores e Amigos do bairro Nova Veneza (Amanova).  
Estamos juntos - No mesmo dia, o Deotap recebeu os promotores Bruno Melo Moura e Luciana Duarte Sobral, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público Estadual (MPE). Durante uma cerca de uma hora, eles conversaram com as delegadas do departamento e discutiram o andamento de investigações e inquéritos em andamento nos dois órgãos, bem como o planejamento de operações e estratégias conjuntas. 
"O objetivo desse encontro foi estreitar e solidificar ainda mais essa parceria, e tratar de casos futuros e investigações conjuntas. Há futuras operações e futuros ajuizamentos de medidas cautelares", disse Luciana, afirmando que não poderia dar mais detalhes sobre quais casos são esses, mas garantindo que "haverá muitas novidades em 2018". Entre as investigações conjuntas que ainda são tocadas pela Polícia Civil e pelo MP, estão alguns dos desdobramentos do 'Escândalo das Subvenções', da 'Operação Antidesmonte' (que investiga irregularidades nas transições de governo das prefeituras municipais) e da 'Operação Indenizar-se' (sobre desvios de verbas indenizatórias da Câmara Municipal de Aracaju).