Ao STF, defesa de Temer nega acesso a dados sigilosos sobre inquérito

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Publicada em 08/03/2018 às 09:23:00

 

Felipe Pontes 
Agência Brasil
A defesa de Michel Temer encaminhou ontem (7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento no qual nega ter tido acesso a informações sigilosas sobre a quebra de sigilo bancário do presidente.
Os esclarecimentos foram feitos após o ministro Luís Roberto Barroso ter determinado, anteontem (6), a abertura de investigação para apurar o vazamento de informações sobre a quebra de sigilo.
Barroso havia imposto segredo de Justiça à quebra do sigilo, cuja ordem foi encaminhada ao Banco Central para cumprimento. No entanto, a decisão foi tornada pública na terça-feira pelo site da revista Veja. Após a divulgação pela imprensa, a defesa de Temer pediu ao STF acesso à decisão.
Pouco depois, ao determinar a investigação do vazamento, Barroso ressaltou que a petição da defesa trazia o número referente ao processo no sistema do STF, embora a informação se refira a procedimento "absolutamente sigiloso".
Nas explicações encaminhadas nesta quarta-feira, o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que representa Temer, escreveu que os referidos números de autuação foram obtidos por meio de pesquisa no Diário de Justiça eletrônico, disponível no portal do STF.
De acordo com Mariz, a defesa foi levada a "intuir, por mera e simples dedução lógica" os números dos processos referentes à quebra de sigilo, após analisar quais andamentos processuais constavam decisões proferidas em 27 de fevereiro, data da determinação da quebra de sigilo, conforme divulgado pela imprensa.

A defesa de Michel Temer encaminhou ontem (7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento no qual nega ter tido acesso a informações sigilosas sobre a quebra de sigilo bancário do presidente.
Os esclarecimentos foram feitos após o ministro Luís Roberto Barroso ter determinado, anteontem (6), a abertura de investigação para apurar o vazamento de informações sobre a quebra de sigilo.
Barroso havia imposto segredo de Justiça à quebra do sigilo, cuja ordem foi encaminhada ao Banco Central para cumprimento. No entanto, a decisão foi tornada pública na terça-feira pelo site da revista Veja. Após a divulgação pela imprensa, a defesa de Temer pediu ao STF acesso à decisão.
Pouco depois, ao determinar a investigação do vazamento, Barroso ressaltou que a petição da defesa trazia o número referente ao processo no sistema do STF, embora a informação se refira a procedimento "absolutamente sigiloso".
Nas explicações encaminhadas nesta quarta-feira, o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que representa Temer, escreveu que os referidos números de autuação foram obtidos por meio de pesquisa no Diário de Justiça eletrônico, disponível no portal do STF.
De acordo com Mariz, a defesa foi levada a "intuir, por mera e simples dedução lógica" os números dos processos referentes à quebra de sigilo, após analisar quais andamentos processuais constavam decisões proferidas em 27 de fevereiro, data da determinação da quebra de sigilo, conforme divulgado pela imprensa.