Mostra em São Paulo lembra a única diretora do Cinema Novo

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Publicada em 08/03/2018 às 09:30:00

 

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em São Paulo, abriga desde ontem uma mostra com a obra da cineasta Helena Solberg. Nascida no Rio de Janeiro, em 1938, a diretora estreou na década de 1960 e é um dos principais nomes do Cinema Novo. Apesar de ter trabalhado ao lado de diretores como Rogério Sganzerla, que fez a montagem do seu primeiro curta-metragem, A Entrevista, de1966, Helena Solberg não é tão lembrada quanto os colegas que fizeram parte do movimento que mudou o cinema brasileiro.
Com 24 exibições, além de debates, a retrospectiva traz toda a filmografia da diretora. Segundo o curador Leonardo Amaral, o objetivo é resgatar a obra de Helena, "que tem uma importância muito grande dentro da história do cinema brasileiro. É a única mulher dentro do Cinema Novo e pouquíssimo comentada".
Influenciado pelo neorrealismo italiano e pela Nouvelle Vague (Onda Nova) francesa, o Cinema Novo foi um movimento caracterizado por filmes de baixo orçamento, temática popular e que buscavam um realismo brasileiro.
Os temas relacionados à mulher perpassam toda a obra da cineasta. Em seu primeiro curta-metragem, a diretora entrevistou diversas jovens sobre virgindade, casamento, sexo e política, sobrepondo as falas com imagens de uma moça que se prepara para um casamento. A Dupla Jornada, de 1975, busca reproduzir situações e as condições de vida de mulheres latino-americanas que trabalham fora de casa.
A mostra sobre a obra da cineasta Helene Solberg vai até o dia 19 deste mês no CCBB, no centro da cidade.

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em São Paulo, abriga desde ontem uma mostra com a obra da cineasta Helena Solberg. Nascida no Rio de Janeiro, em 1938, a diretora estreou na década de 1960 e é um dos principais nomes do Cinema Novo. Apesar de ter trabalhado ao lado de diretores como Rogério Sganzerla, que fez a montagem do seu primeiro curta-metragem, A Entrevista, de1966, Helena Solberg não é tão lembrada quanto os colegas que fizeram parte do movimento que mudou o cinema brasileiro.
Com 24 exibições, além de debates, a retrospectiva traz toda a filmografia da diretora. Segundo o curador Leonardo Amaral, o objetivo é resgatar a obra de Helena, "que tem uma importância muito grande dentro da história do cinema brasileiro. É a única mulher dentro do Cinema Novo e pouquíssimo comentada".
Influenciado pelo neorrealismo italiano e pela Nouvelle Vague (Onda Nova) francesa, o Cinema Novo foi um movimento caracterizado por filmes de baixo orçamento, temática popular e que buscavam um realismo brasileiro.
Os temas relacionados à mulher perpassam toda a obra da cineasta. Em seu primeiro curta-metragem, a diretora entrevistou diversas jovens sobre virgindade, casamento, sexo e política, sobrepondo as falas com imagens de uma moça que se prepara para um casamento. A Dupla Jornada, de 1975, busca reproduzir situações e as condições de vida de mulheres latino-americanas que trabalham fora de casa.
A mostra sobre a obra da cineasta Helene Solberg vai até o dia 19 deste mês no CCBB, no centro da cidade.