A mulher no Brasil

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Publicada em 08/03/2018 às 09:37:00

 

Doa a quem doer, o feminismo é 
das grandes pedras de toque 
do pensamento contemporâneo. E há razões bastante justas para que seja assim. Embora o código penal se esforce para acompanhar o curso dos dias, com o fim de estender as garantias legais devidas a qualquer cidadão para as parcelas mais vulneráveis da população feminina, a letra da Lei ainda pode muito pouco contra o comportamento criminoso consagrado pela Cultura. Não é fácil ser mulher no Brasil. Sexo frágil, coisa nenhuma.
Os dados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha, no Dia Internacional da Mulher, ano passado, revelaram que 22% das brasileiras sofreram ofensa verbal no ano anterior, um total de 12 milhões de mulheres. Além disso, 10% das mulheres entrevistadas sofreram ameaça de violência física, 8% sofreram ofensa sexual, 4% receberam ameaça com faca ou arma de fogo. E ainda: 3% ou 1,4 milhões de mulheres sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento e 1% levou pelo menos um tiro.
Convém notar: os dados em questão foram colhidos uma década após a criação da Lei Maria da Penha, que tipifica, define e dá visibilidade estatística à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Com a criação da norma, o que antes não passava de uma postura ética passou, então, a ocupar o campo do direito estabelecido. Além do clamor popular, os rigores da Lei passaram a pesar sobre as costas dos acusados.
A violência contra a mulher será sempre crime grave, além de uma aberração ética. Não existe paixão capaz de justificá-la. Trata-se do resíduo de um direito primitivo, arcaico, que insiste em negar a igualdade entre gêneros, legitimando a posse do outro como objeto, quase sempre por meio de abusos, ameaças e intimidação, além da violência propriamente dita, em todas as suas manifestações físicas. Uma incongruência que precisa ser extirpada de nossa cultura, ainda muito sexista, o quanto antes.

Doa a quem doer, o feminismo é  das grandes pedras de toque  do pensamento contemporâneo. E há razões bastante justas para que seja assim. Embora o código penal se esforce para acompanhar o curso dos dias, com o fim de estender as garantias legais devidas a qualquer cidadão para as parcelas mais vulneráveis da população feminina, a letra da Lei ainda pode muito pouco contra o comportamento criminoso consagrado pela Cultura. Não é fácil ser mulher no Brasil. Sexo frágil, coisa nenhuma.
Os dados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha, no Dia Internacional da Mulher, ano passado, revelaram que 22% das brasileiras sofreram ofensa verbal no ano anterior, um total de 12 milhões de mulheres. Além disso, 10% das mulheres entrevistadas sofreram ameaça de violência física, 8% sofreram ofensa sexual, 4% receberam ameaça com faca ou arma de fogo. E ainda: 3% ou 1,4 milhões de mulheres sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento e 1% levou pelo menos um tiro.
Convém notar: os dados em questão foram colhidos uma década após a criação da Lei Maria da Penha, que tipifica, define e dá visibilidade estatística à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Com a criação da norma, o que antes não passava de uma postura ética passou, então, a ocupar o campo do direito estabelecido. Além do clamor popular, os rigores da Lei passaram a pesar sobre as costas dos acusados.
A violência contra a mulher será sempre crime grave, além de uma aberração ética. Não existe paixão capaz de justificá-la. Trata-se do resíduo de um direito primitivo, arcaico, que insiste em negar a igualdade entre gêneros, legitimando a posse do outro como objeto, quase sempre por meio de abusos, ameaças e intimidação, além da violência propriamente dita, em todas as suas manifestações físicas. Uma incongruência que precisa ser extirpada de nossa cultura, ainda muito sexista, o quanto antes.