Despertando da sonolência

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Publicada em 08/03/2018 às 09:41:00

 

* Rômulo Rodrigues
No último dia 04, domingo, completou dois anos do início do despertar de uma Nação chamada Brasil.
Naquela manhã, com espetaculosa cobertura da Rede Globo, o Procurador da Lava Jato, Santos Lima, estava preparado para viver seu papel de Elliot Ness, prendendo Lula, ao vivo e em cores.
Naquelas horas, o massacre midiático chegara ao seu apogeu e o autor da ordem, com 90% de aprovação popular, segundo notícias divulgadas por seus aliados, estava tão seguro do sucesso da operação, que interrogava um Borracheiro do interior de Minas Gerais, por vídeo-conferência, com absoluta convicção que nada daria errado.
A soberba era tanta, que não se ateve à importância daquele Homem e de sua História. E aquele Homem que pensaram esmagar num Aeroporto, era o mesmo que há quarenta anos, não se curvou ante uma Ditadura Militar, que o prendeu e teve que soltar.
Não leu a História onde o Senador Teotônio Vilela, da Arena, partido de suporte da Ditadura inquiriu o Coronel que comandava o aparato de guerra e de braços abertos gritava a plenos pulmões em frente ao Paço Municipal de São Bernardo do Campo; quem é de Brasília que deu essa ordem superior? O Homem em questão era apenas o Presidente do Sindicato da categoria. A Ditadura prendeu, mas teve que solta-lo; ficou muito indigesto mantê-lo preso.
Com todas as tentativas autoritárias e fracassadas da República de Curitiba para voltar a prendê-lo, sem crime, é que seus protagonistas, embora ainda estejam em vantagens nos facciosos fóruns judiciais, estão amargando acachapantes derrotas na política e na opinião popular.
Uma análise bem elaborada do Prof. Marcus Ianoni, no Jornal do Brasil do dia 28 de Fevereiro mostra toda a resiliência de Lula e do Partido dos Trabalhadores nas últimas três décadas.
Pesquisa do Datafolha de 1989: PMDB 12% da preferência do eleitorado e PT 6%. Eleição presidencial; Lula 17,18% e Ulisses Guimarães 4,7%. Entre os anos de 1996 a 1998 houve empate entre os dois partidos e a partir de 1999 o PT passou a liderar com 15% e o PMDB foi para o segundo lugar com 12%.
Em 2000 o PT superou a barreira dos 20%, chegando a 23%. Em 2002 elegeu Lula Presidente, alcançando 46,44% no primeiro turno; o dobro da preferência.
Em 2004 o PT tinha 24%, caindo em 2005 e 2006 para 16% devido a AP-470, mas mesmo assim reelegeu Lula e a partir dessa reeleição chegou a 25% em Agosto de 2010; elegendo Dilma Presidenta.
Em 2013 com as manifestações de Junho - montadas nos EUA - já com a embaixadora Eliane Ayalde monitorando Moro, o PT que tinha alcançado 29% caiu para 17% em 2014 e mesmo assim reelegeu Dilma Presidenta. Um dado importante é que todos os demais partidos caíram mais que o PT.
Em 2015, no auge das pautas bombas, o PT chegou a 11%; ainda assim, bem à frente dos demais, à exceção dos Tucanos que foram a 9%, seu melhor índice.
Em Dezembro de 2017 0 PT retoma seu crescimento, já com 21% enquanto o PMDB tem 5% e o PSDB 3%.
O PT começou 2018 com 29% da preferência do eleitorado, com Lula vencendo em todos os cenários e em todos os Estados; com 27% dizendo que vota nele de qualquer forma e 17% dizendo que pretende votar; 24% afirma que votará em um candidato apoiado por ele e 14% que poderá votar num candidato dele, numa prova de fidelidade surpreendente.
As manifestações de apoios internacionais crescem a cada momento e o anúncio do Prêmio Nobel da Paz, Perez Esquivel, de que vai indicá-lo para receber a mesma honraria, mostra o tamanho do prestígio mundial do Ex-Presidente e como o mundo enxerga a Law Fare praticada pelos Tribunais brasileiros, que cegos e surdos, não veem e ouvem que o Gigante está despertando da sonolência.
Segundo o IPSOS, que faz pesquisa para o Estadão, em amostragem publicada Domingo; o índice de aprovação de Lula é de 42%; Moro 39%; Carmen Lucia 28%; Bolsonaro 24%; Alckmin 20%; Meireles 5%; Maia e Temer 4%.
Na rejeição: Temer tem 93%; Maia 69%; Meireles 69%; Alckmin 68%; Bolsonaro 58%; Lula 56%; Moro 51% e Carmen Lucia 49%.
No início da semana Moro, já sentindo a crescente desaprovação popular e que a Casa Grande dá todos os sinais de que já cumpriu seu papel de destruir a economia brasileira e inundar o país com desempregados, pediu demissão da UFPR, onde não tem mais clima para enfrentar os alunos de Direito e anunciou que prepara para breve sua mudança para o País que defende, Estados Unidos da América.
Antes de viajar, sentiu o baque ao saber que a UEPR, em Maringá, onde seu pai foi Diretor e ele se formou, também vai lecionar uma cadeira sobre o Golpe de Estado do qual foi peça chave, seguindo o exemplo de 16 Universidades Federais. Tudo isso, após receber escrachos no México e no próprio EUA, deve ter servido de alerta.
No dia do linchamento midiático feito pelo STJ, a pesquisa CNT/MDA dá Lula com 33,4%; Bolsonaro 16,8% e Alckmin 6,4% e sem Lula, dá Bolsonaro na frente com 20% e todos estacionados, mas não coloca o candidato apoiado por Lula.
* Rômulo Rodrigues é militante político

No último dia 04, domingo, completou dois anos do início do despertar de uma Nação chamada Brasil.Naquela manhã, com espetaculosa cobertura da Rede Globo, o Procurador da Lava Jato, Santos Lima, estava preparado para viver seu papel de Elliot Ness, prendendo Lula, ao vivo e em cores.
Naquelas horas, o massacre midiático chegara ao seu apogeu e o autor da ordem, com 90% de aprovação popular, segundo notícias divulgadas por seus aliados, estava tão seguro do sucesso da operação, que interrogava um Borracheiro do interior de Minas Gerais, por vídeo-conferência, com absoluta convicção que nada daria errado.
A soberba era tanta, que não se ateve à importância daquele Homem e de sua História. E aquele Homem que pensaram esmagar num Aeroporto, era o mesmo que há quarenta anos, não se curvou ante uma Ditadura Militar, que o prendeu e teve que soltar.
Não leu a História onde o Senador Teotônio Vilela, da Arena, partido de suporte da Ditadura inquiriu o Coronel que comandava o aparato de guerra e de braços abertos gritava a plenos pulmões em frente ao Paço Municipal de São Bernardo do Campo; quem é de Brasília que deu essa ordem superior? O Homem em questão era apenas o Presidente do Sindicato da categoria. A Ditadura prendeu, mas teve que solta-lo; ficou muito indigesto mantê-lo preso.
Com todas as tentativas autoritárias e fracassadas da República de Curitiba para voltar a prendê-lo, sem crime, é que seus protagonistas, embora ainda estejam em vantagens nos facciosos fóruns judiciais, estão amargando acachapantes derrotas na política e na opinião popular.
Uma análise bem elaborada do Prof. Marcus Ianoni, no Jornal do Brasil do dia 28 de Fevereiro mostra toda a resiliência de Lula e do Partido dos Trabalhadores nas últimas três décadas.
Pesquisa do Datafolha de 1989: PMDB 12% da preferência do eleitorado e PT 6%. Eleição presidencial; Lula 17,18% e Ulisses Guimarães 4,7%. Entre os anos de 1996 a 1998 houve empate entre os dois partidos e a partir de 1999 o PT passou a liderar com 15% e o PMDB foi para o segundo lugar com 12%.
Em 2000 o PT superou a barreira dos 20%, chegando a 23%. Em 2002 elegeu Lula Presidente, alcançando 46,44% no primeiro turno; o dobro da preferência.
Em 2004 o PT tinha 24%, caindo em 2005 e 2006 para 16% devido a AP-470, mas mesmo assim reelegeu Lula e a partir dessa reeleição chegou a 25% em Agosto de 2010; elegendo Dilma Presidenta.
Em 2013 com as manifestações de Junho - montadas nos EUA - já com a embaixadora Eliane Ayalde monitorando Moro, o PT que tinha alcançado 29% caiu para 17% em 2014 e mesmo assim reelegeu Dilma Presidenta. Um dado importante é que todos os demais partidos caíram mais que o PT.Em 2015, no auge das pautas bombas, o PT chegou a 11%; ainda assim, bem à frente dos demais, à exceção dos Tucanos que foram a 9%, seu melhor índice.
Em Dezembro de 2017 0 PT retoma seu crescimento, já com 21% enquanto o PMDB tem 5% e o PSDB 3%.O PT começou 2018 com 29% da preferência do eleitorado, com Lula vencendo em todos os cenários e em todos os Estados; com 27% dizendo que vota nele de qualquer forma e 17% dizendo que pretende votar; 24% afirma que votará em um candidato apoiado por ele e 14% que poderá votar num candidato dele, numa prova de fidelidade surpreendente.
As manifestações de apoios internacionais crescem a cada momento e o anúncio do Prêmio Nobel da Paz, Perez Esquivel, de que vai indicá-lo para receber a mesma honraria, mostra o tamanho do prestígio mundial do Ex-Presidente e como o mundo enxerga a Law Fare praticada pelos Tribunais brasileiros, que cegos e surdos, não veem e ouvem que o Gigante está despertando da sonolência.
Segundo o IPSOS, que faz pesquisa para o Estadão, em amostragem publicada Domingo; o índice de aprovação de Lula é de 42%; Moro 39%; Carmen Lucia 28%; Bolsonaro 24%; Alckmin 20%; Meireles 5%; Maia e Temer 4%.Na rejeição: Temer tem 93%; Maia 69%; Meireles 69%; Alckmin 68%; Bolsonaro 58%; Lula 56%; Moro 51% e Carmen Lucia 49%.
No início da semana Moro, já sentindo a crescente desaprovação popular e que a Casa Grande dá todos os sinais de que já cumpriu seu papel de destruir a economia brasileira e inundar o país com desempregados, pediu demissão da UFPR, onde não tem mais clima para enfrentar os alunos de Direito e anunciou que prepara para breve sua mudança para o País que defende, Estados Unidos da América.
Antes de viajar, sentiu o baque ao saber que a UEPR, em Maringá, onde seu pai foi Diretor e ele se formou, também vai lecionar uma cadeira sobre o Golpe de Estado do qual foi peça chave, seguindo o exemplo de 16 Universidades Federais. Tudo isso, após receber escrachos no México e no próprio EUA, deve ter servido de alerta.
No dia do linchamento midiático feito pelo STJ, a pesquisa CNT/MDA dá Lula com 33,4%; Bolsonaro 16,8% e Alckmin 6,4% e sem Lula, dá Bolsonaro na frente com 20% e todos estacionados, mas não coloca o candidato apoiado por Lula.
* Rômulo Rodrigues é militante político