Com protesto, mulheres comemoram data

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Manifestação unificada das mulheres em Sergipe
Manifestação unificada das mulheres em Sergipe

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Publicada em 08/03/2018 às 21:53:00

 

Milton Alves Júnior
Em alusão ao Dia Inter
nacional da Mulher, 
centenas de manifestantes se reuniram em vários bairros de Aracaju com o propósito de reivindicar igualdade de direitos e punição severa contra todos que protagonizam atos cruéis de feminicídio. Reunidas no entorno do Viaduto Jornalista Carvalho Déda, no Distrito Industrial de Aracaju (DIA), as manifestantes expuseram estatísticas as quais demonstram distorções entre salários recebidos por mulheres e homens com a mesma função é carga horária trabalhista, abusos sexuais em ambientes de trabalho, preconceito racial com mulheres negras é alto índice de agressão física sofrida diariamente.
Para que a cultura machista ainda em plena atividade no Brasil deixe de se tornar uma barreira enfrentada por milhões de mulheres, Carla Apenburg, pesquisadora do Laboratório de Estudos Rurais e Urbanos (Laberur), enaltece a necessidade de o meio familiar começar a intensificar a educação base, dentro de casa, apara que em um futuro próximo o cenário seja de amplo respeito entre os sexos. Carla enaltece ainda a importância de o Estado, em especial nas esferas da educação pública, promovam de forma constante ações pedagógicas a fim de reforçar o apelo geralmente intensificado no dia 08 de março.
"Receber flores é bom; carinho dos familiares e colegas de trabalho, também. Mas além desses gestos reforçados no dia de hoje [ontem] precisamos que se estendam pelos demais 364 dias do ano. É preciso intensificar o respeito dentro de casa, bem como as políticas públicas em especial, nas escolas. Apenas com educação será possível cessar a visível desigualdade enfrentada pelas mulheres", avaliou. Sobre os direitos pessoais da mulher, a estudante universitária Giovana Reis destaca a forma de se vestir, falar e consumir produtos que foram estereotipados como masculinos. Ela pede respeito unilateral para que se possam conviver em um mundo mais justo e igualitário.
"O corpo é nosso é justamente por isso temos o livre arbítrio de escolher a roupa que nos sentimos bem em utilizar. Isso se refere ainda na forma de falar, se comportar e consumir, por exemplo, bebidas alcoólicas. Esse preconceito besta que mulher não pode consumir cerveja, por exemplo, tampouco usar saias menores e blusas com transparência não passam de absurdos machistas. Somos livres para impor as nossas escolhas", declarou. Após rodada de debates e pronunciamentos, o grupo seguiu em marcha pela Avenida Adélia Franco, com destino ao Palácio Governador Augusto Franco, popular Palácio dos Despachos. No local a manifestantes reivindicaram a promoção de novas políticas públicas destinadas às mulheres.
Democratização - Já no centro comercial da capital sergipana o ato público feminino foi organizado pelo Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu), em parceria com integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Movimento de Cultura Popular (MCP), Levante Popular da Juventude e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Reunidas na tradicional Praça Fausto Cardoso, as mulheres reivindicaram maior participação democrática em cargos administrativos e vagas em casas legislativas, como também justiça igualitária para homens e mulheres. Segundo o grupo, o impeachment sofrido no ano passado pela ex-presidente Dilma Rousseff, mostra a incoerência predominante.
"A história recente nos mostra perfeitamente que este golpe imposto contra a primeira mulher presidenta do país resultou no aumentou o desemprego, violência, redução da qualidade de vida das pessoas. Costumamos afirmar que lamentavelmente as mulheres são sempre as primeiras a ficar desempregadas, a violência doméstica aumenta nas periferias e no campo também. Viemos solicitar que o judiciário interrompa o golpe e se promova medidas justas, igualitárias para todos os réus", pediu a integrante do Motu, Dalva da Graça. A mobilização foi encerrada ainda na manhã de ontem em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe.

Em alusão ao Dia Inter nacional da Mulher,  centenas de manifestantes se reuniram em vários bairros de Aracaju com o propósito de reivindicar igualdade de direitos e punição severa contra todos que protagonizam atos cruéis de feminicídio. Reunidas no entorno do Viaduto Jornalista Carvalho Déda, no Distrito Industrial de Aracaju (DIA), as manifestantes expuseram estatísticas as quais demonstram distorções entre salários recebidos por mulheres e homens com a mesma função é carga horária trabalhista, abusos sexuais em ambientes de trabalho, preconceito racial com mulheres negras é alto índice de agressão física sofrida diariamente.
Para que a cultura machista ainda em plena atividade no Brasil deixe de se tornar uma barreira enfrentada por milhões de mulheres, Carla Apenburg, pesquisadora do Laboratório de Estudos Rurais e Urbanos (Laberur), enaltece a necessidade de o meio familiar começar a intensificar a educação base, dentro de casa, apara que em um futuro próximo o cenário seja de amplo respeito entre os sexos. Carla enaltece ainda a importância de o Estado, em especial nas esferas da educação pública, promovam de forma constante ações pedagógicas a fim de reforçar o apelo geralmente intensificado no dia 08 de março.
"Receber flores é bom; carinho dos familiares e colegas de trabalho, também. Mas além desses gestos reforçados no dia de hoje [ontem] precisamos que se estendam pelos demais 364 dias do ano. É preciso intensificar o respeito dentro de casa, bem como as políticas públicas em especial, nas escolas. Apenas com educação será possível cessar a visível desigualdade enfrentada pelas mulheres", avaliou. Sobre os direitos pessoais da mulher, a estudante universitária Giovana Reis destaca a forma de se vestir, falar e consumir produtos que foram estereotipados como masculinos. Ela pede respeito unilateral para que se possam conviver em um mundo mais justo e igualitário.
"O corpo é nosso é justamente por isso temos o livre arbítrio de escolher a roupa que nos sentimos bem em utilizar. Isso se refere ainda na forma de falar, se comportar e consumir, por exemplo, bebidas alcoólicas. Esse preconceito besta que mulher não pode consumir cerveja, por exemplo, tampouco usar saias menores e blusas com transparência não passam de absurdos machistas. Somos livres para impor as nossas escolhas", declarou. Após rodada de debates e pronunciamentos, o grupo seguiu em marcha pela Avenida Adélia Franco, com destino ao Palácio Governador Augusto Franco, popular Palácio dos Despachos. No local a manifestantes reivindicaram a promoção de novas políticas públicas destinadas às mulheres.
Democratização - Já no centro comercial da capital sergipana o ato público feminino foi organizado pelo Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu), em parceria com integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Movimento de Cultura Popular (MCP), Levante Popular da Juventude e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Reunidas na tradicional Praça Fausto Cardoso, as mulheres reivindicaram maior participação democrática em cargos administrativos e vagas em casas legislativas, como também justiça igualitária para homens e mulheres. Segundo o grupo, o impeachment sofrido no ano passado pela ex-presidente Dilma Rousseff, mostra a incoerência predominante.
"A história recente nos mostra perfeitamente que este golpe imposto contra a primeira mulher presidenta do país resultou no aumentou o desemprego, violência, redução da qualidade de vida das pessoas. Costumamos afirmar que lamentavelmente as mulheres são sempre as primeiras a ficar desempregadas, a violência doméstica aumenta nas periferias e no campo também. Viemos solicitar que o judiciário interrompa o golpe e se promova medidas justas, igualitárias para todos os réus", pediu a integrante do Motu, Dalva da Graça. A mobilização foi encerrada ainda na manhã de ontem em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe.