Condutores do Samu iniciam paralisação

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Publicada em 08/03/2018 às 22:09:00

 

Por falta de pagamento salarial dentro do quinto dia útil, condutores e técnicos em enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) iniciaram na manhã de ontem uma paralisação de 72 horas. A proposta da classe trabalhadora é forçar que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) passe a respeitar a determinação imposta pelo Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, o qual impõe que todos os profissionais recebam seus respectivos direitos trabalhistas até o quinto dia útil do mês subsequente. Com os servidores de braços cruzados, apenas 30% da frota segue  disponível para atender a demanda de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Conforme lamentação apresentada no início da mobilização por parte do Sindicato dos Condutores do Samu (Sindconam), é preciso que o Estado comece a regularizar a forma de pagamento dos servidores caso não deseje se deparar com outros atos públicos semelhantes nos meses seguintes. Essa medida recebe o apoio, inclusive, do Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde (Sintasa), que desde o último final de semana tem colaborado com a oficialização das manifestações. Para Robério Batista, presidente do Sindconam, a paralisação foi iniciada ainda na madrugada de ontem após o salário não ter sido repassado até as 23h59 da quarta-feira, 07.
"Verdade seja dita, estamos saturados de sempre receber nossos salários após o limite máximo permitido por nossa Constituição. Infelizmente lamentamos muito por cada cidadão que irá esperar um pouco mais pelo atendimento de urgência, mas essa foi a única forma de pressionar o Estado a resolver a questão. Se nos próximos meses o atraso voltar a ocorrer, a probabilidade de oficializar nova paralisação é grande", garantiu. Somente na manhã de ontem 15 ambulâncias que prestam serviços à Aracaju e municípios como Areia Branca, São Cristóvão, Carira, Cristinápolis e Barra dos Coqueiros estiveram paradas. A Secretaria de Estado da Fazenda informou que o salário da categoria está prevista para ser paga amanhã, dia 10.
Mais reivindicação - Desta vez solicitando a correção de distorções salariais, entre os médicos, quem também suspendeu as atividades na manhã de ontem foram os médicos pediatras oncológicos que atuam no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Segundo lamentação apresentada pela direção do Sindicato dos Médicos (Sindimed), apesar de este grupo de profissionais desenvolver a mesma atividade, e com a mesma carga horária, os pediatras têm recebido valores diferentes. Para Luiz Carlos Spina, diretor sindical, é preciso que a SES resolva de imediato este tipo de incompatibilidade salarial entre profissionais de uma mesma área.
"Há vários meses estamos apresentando esse problema à direção do Hospital, mas o que percebemos é que nada mudou desde então. Se todos possuem demandas semelhantes e carga horária rigorosamente igual, não há porquê uns receberem mais que outros. É preciso regularizar essa situação para que outras paralisações do serviço não voltem a ocorrer no Huse", informou. O Governo do Estado declarou que um estudo  está sendo desenvolvido pelo superintendente do Huse, Luiz Eduardo, a fim de corrigir as distorções no Hospital. A categoria volta à se reunir em assembleia na próxima terça-feira, 12. (Milton Alves Júnior)

Por falta de pagamento salarial dentro do quinto dia útil, condutores e técnicos em enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) iniciaram na manhã de ontem uma paralisação de 72 horas. A proposta da classe trabalhadora é forçar que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) passe a respeitar a determinação imposta pelo Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, o qual impõe que todos os profissionais recebam seus respectivos direitos trabalhistas até o quinto dia útil do mês subsequente. Com os servidores de braços cruzados, apenas 30% da frota segue  disponível para atender a demanda de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Conforme lamentação apresentada no início da mobilização por parte do Sindicato dos Condutores do Samu (Sindconam), é preciso que o Estado comece a regularizar a forma de pagamento dos servidores caso não deseje se deparar com outros atos públicos semelhantes nos meses seguintes. Essa medida recebe o apoio, inclusive, do Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde (Sintasa), que desde o último final de semana tem colaborado com a oficialização das manifestações. Para Robério Batista, presidente do Sindconam, a paralisação foi iniciada ainda na madrugada de ontem após o salário não ter sido repassado até as 23h59 da quarta-feira, 07.
"Verdade seja dita, estamos saturados de sempre receber nossos salários após o limite máximo permitido por nossa Constituição. Infelizmente lamentamos muito por cada cidadão que irá esperar um pouco mais pelo atendimento de urgência, mas essa foi a única forma de pressionar o Estado a resolver a questão. Se nos próximos meses o atraso voltar a ocorrer, a probabilidade de oficializar nova paralisação é grande", garantiu. Somente na manhã de ontem 15 ambulâncias que prestam serviços à Aracaju e municípios como Areia Branca, São Cristóvão, Carira, Cristinápolis e Barra dos Coqueiros estiveram paradas. A Secretaria de Estado da Fazenda informou que o salário da categoria está prevista para ser paga amanhã, dia 10.
Mais reivindicação - Desta vez solicitando a correção de distorções salariais, entre os médicos, quem também suspendeu as atividades na manhã de ontem foram os médicos pediatras oncológicos que atuam no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Segundo lamentação apresentada pela direção do Sindicato dos Médicos (Sindimed), apesar de este grupo de profissionais desenvolver a mesma atividade, e com a mesma carga horária, os pediatras têm recebido valores diferentes. Para Luiz Carlos Spina, diretor sindical, é preciso que a SES resolva de imediato este tipo de incompatibilidade salarial entre profissionais de uma mesma área.
"Há vários meses estamos apresentando esse problema à direção do Hospital, mas o que percebemos é que nada mudou desde então. Se todos possuem demandas semelhantes e carga horária rigorosamente igual, não há porquê uns receberem mais que outros. É preciso regularizar essa situação para que outras paralisações do serviço não voltem a ocorrer no Huse", informou. O Governo do Estado declarou que um estudo  está sendo desenvolvido pelo superintendente do Huse, Luiz Eduardo, a fim de corrigir as distorções no Hospital. A categoria volta à se reunir em assembleia na próxima terça-feira, 12. (Milton Alves Júnior)