Nenhuma a Menos

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Publicada em 08/03/2018 às 22:49:00

 

Não sou livre enquanto outra mulher for prisioneira,
Mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas
Audre Lorde
Vivenciamos um golpe! Um golpe que é machista e misógino, como demonstrou o processo de destituição ilegítimo da Presidenta Dilma, primeira mulher democraticamente eleita pelo povo para liderar o Brasil, evidenciando um golpe contra todas. Denunciamos e resistimos ao contexto político onde nós mulheres somos as maiores afetadas.
Resistimos a esse governo usurpador que quer impor mudanças nas regras para aposentadoria. Mesmo com a retirada da proposta da Reforma da Previdência da pauta é preciso garantir o arquivamento da mesma. Exigimos a revogação da Reforma Trabalhista que impactam principalmente as mulheres, flexibilizando os salários, aumentando a jornada de trabalho. Por isso, a mobilização das mulheres deve ser intensa, para mostrar ao governo que não estamos de acordo e que essas reformas.
Denunciamos a perseguição sofrida pelo companheiro Lula, condenado sem nenhuma prova. Compreendemos que ele representa o conjunto daquelas e daqueles que foram excluídos das políticas públicas pelas elites desse país. 
Denunciamos os cortes de verbas políticas para o enfrentamento das violências contra as mulheres, em um momento em que as denúncias das violações crescem. Em Sergipe é cada vez maior o número de denúncia de mulheres que tem suas vidas e seus corpos, agredidos, violados e sem direitos. Foram 54 feminicídios em 2017 e nos primeiros meses de 2018 já são 09 casos. Estamos de luto e em luta!
O feminismo nunca matou ninguém, enquanto o machismo segue tirando vidas todos os dias.
Repudiamos vibrantemente ao golpe dado por 18 homens contra as mulheres brasileiras. Somos contra a PEC 181/2011, que proíbe o aborto em todos os casos, inclusive os já previstos pela legislação brasileira. Não atentem a dignidade, a saúde e a vida das mulheres!
Precisamos eleger mais mulheres nos espaços de decisão. Representatividade importa! E renovar o Congresso é tão importante quanto eleger um presidente legítimo e comprometido com as pautas das mulheres e da classe trabalhadora.
A igualdade de gêneros, de classe e de raça é fundamental para as sociedades democráticas e igualitárias. Nenhuma opressão se impõe a outra.
Somos mulheres diversas e nossa força está nessa diversidade. É preciso dar voz aos grupos de mulheres mais oprimidos e exorcizar o racismo dentro do nosso próprio movimento. Devemos empoderar-nos como sujeitas, individuais e coletivas. Juntas, nós, mulheres, transformamos a política e os espaços de poder com a nossa prática feminista.
"Quem não se movimenta, não sente as correntes que a prendem";
Rosa Luxemburgo
* Secretaria Estadual de Mulheres do PT de Sergipe 

Não sou livre enquanto outra mulher for prisioneira,Mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas

Audre Lorde


Vivenciamos um golpe! Um golpe que é machista e misógino, como demonstrou o processo de destituição ilegítimo da Presidenta Dilma, primeira mulher democraticamente eleita pelo povo para liderar o Brasil, evidenciando um golpe contra todas. Denunciamos e resistimos ao contexto político onde nós mulheres somos as maiores afetadas.
Resistimos a esse governo usurpador que quer impor mudanças nas regras para aposentadoria. Mesmo com a retirada da proposta da Reforma da Previdência da pauta é preciso garantir o arquivamento da mesma. Exigimos a revogação da Reforma Trabalhista que impactam principalmente as mulheres, flexibilizando os salários, aumentando a jornada de trabalho. Por isso, a mobilização das mulheres deve ser intensa, para mostrar ao governo que não estamos de acordo e que essas reformas.
Denunciamos a perseguição sofrida pelo companheiro Lula, condenado sem nenhuma prova. Compreendemos que ele representa o conjunto daquelas e daqueles que foram excluídos das políticas públicas pelas elites desse país. 
Denunciamos os cortes de verbas políticas para o enfrentamento das violências contra as mulheres, em um momento em que as denúncias das violações crescem. Em Sergipe é cada vez maior o número de denúncia de mulheres que tem suas vidas e seus corpos, agredidos, violados e sem direitos. Foram 54 feminicídios em 2017 e nos primeiros meses de 2018 já são 09 casos. Estamos de luto e em luta!
O feminismo nunca matou ninguém, enquanto o machismo segue tirando vidas todos os dias.
Repudiamos vibrantemente ao golpe dado por 18 homens contra as mulheres brasileiras. Somos contra a PEC 181/2011, que proíbe o aborto em todos os casos, inclusive os já previstos pela legislação brasileira. Não atentem a dignidade, a saúde e a vida das mulheres!
Precisamos eleger mais mulheres nos espaços de decisão. Representatividade importa! E renovar o Congresso é tão importante quanto eleger um presidente legítimo e comprometido com as pautas das mulheres e da classe trabalhadora.
A igualdade de gêneros, de classe e de raça é fundamental para as sociedades democráticas e igualitárias. Nenhuma opressão se impõe a outra.
Somos mulheres diversas e nossa força está nessa diversidade. É preciso dar voz aos grupos de mulheres mais oprimidos e exorcizar o racismo dentro do nosso próprio movimento. Devemos empoderar-nos como sujeitas, individuais e coletivas. Juntas, nós, mulheres, transformamos a política e os espaços de poder com a nossa prática feminista.
"Quem não se movimenta, não sente as correntes que a prendem";Rosa Luxemburgo
* Secretaria Estadual de Mulheres do PT de Sergipe