À Comunidade Judaica

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Publicada em 08/03/2018 às 22:53:00

 

* Lelê Teles
Quando escrevi o texto "Quem é Judeu", publicado no dia 03/03, eu quis dizer uma coisa, mas admito que acabei por dizer outra. 
Admito que as interpretações que fizeram do texto não foram de todo descabidas.
Eu reli o texto e acho que adjetivei demais, o texto é ruim porque é ofensivo em demasia.
Minha intenção, como jornalista, era criticar a vinda de um político ao Brasil, e não criticar a comunidade judaica, como alguns interpretaram. 
Confesso que por falta de cuidado eu tenha dado margem a este tipo de interpretação. 
Ontem, minha esposa veio com o artigo nas mãos um pouco chocada e reclamou do seu conteúdo. Em casa, minha esposa e minha filha seguem tradições judaicas, guardam o sábado, leem a Torá, erguem tenda na varanda (Sukkot) etc. E nós nunca tivemos um único problema em relação a isso.
Foi horrível perceber que eu as tinha ofendido.
Em seguida, foi um domingo terrível, recebi mensagens de amigos judeus, que conhecem o meu texto, e meu estilo, me dizendo que eu havia exagerado e que eles se mostravam também ofendidos.
Depois vi a repercussão negativa nos comentários ao texto com diversas pessoas se sentindo ofendidas.
A todas essas pessoas eu peço minhas sinceras desculpas.
Não tenho motivos para odiar a comunidade judaica. 
Se eu tivesse tido o cuidado de reler o texto com atenção antes de pulicá-lo, ou se minha esposa tivesse lido o rascunho, certos termos que usei no texto não estariam ali.
Por isso mesmo, ao constatar que havia cometido um exagero, pedi para que o editor do site Brasil 247 o retirasse do ar. Não escrevo para causar ódio nas pessoas, e nem para ofendê-las gratuitamente.
Nunca tive esse propósito.
Mas retirar o texto não é suficiente, quem escreve e publica deve se responsabilizar pelo que faz, por isso eu estou me retratando.
Algumas pessoas cometeram um exagero e chamaram-me de antissemita e nazista até.
Não sou nenhum e nem outro. 
Mas elas chegaram a essa conclusão porque o meu texto deixou margem para um tipo de interpretação como essa.
O Breno Altman, aqui do site, é judeu e ele também acha que eu escorreguei, ele também se sentiu ofendido.
Como se vê, foi um equívoco.
A todos que se sentiram ofendidos eu peço minhas sinceras desculpas.
Não era essa a minha intenção.
* Lelê Teles é jornalista, publicitário e roteirista

* Lelê Teles

Quando escrevi o texto "Quem é Judeu", publicado no dia 03/03, eu quis dizer uma coisa, mas admito que acabei por dizer outra. 
Admito que as interpretações que fizeram do texto não foram de todo descabidas.
Eu reli o texto e acho que adjetivei demais, o texto é ruim porque é ofensivo em demasia.
Minha intenção, como jornalista, era criticar a vinda de um político ao Brasil, e não criticar a comunidade judaica, como alguns interpretaram. 
Confesso que por falta de cuidado eu tenha dado margem a este tipo de interpretação. 
Ontem, minha esposa veio com o artigo nas mãos um pouco chocada e reclamou do seu conteúdo. Em casa, minha esposa e minha filha seguem tradições judaicas, guardam o sábado, leem a Torá, erguem tenda na varanda (Sukkot) etc. E nós nunca tivemos um único problema em relação a isso.
Foi horrível perceber que eu as tinha ofendido.
Em seguida, foi um domingo terrível, recebi mensagens de amigos judeus, que conhecem o meu texto, e meu estilo, me dizendo que eu havia exagerado e que eles se mostravam também ofendidos.
Depois vi a repercussão negativa nos comentários ao texto com diversas pessoas se sentindo ofendidas.
A todas essas pessoas eu peço minhas sinceras desculpas.
Não tenho motivos para odiar a comunidade judaica. 
Se eu tivesse tido o cuidado de reler o texto com atenção antes de pulicá-lo, ou se minha esposa tivesse lido o rascunho, certos termos que usei no texto não estariam ali.
Por isso mesmo, ao constatar que havia cometido um exagero, pedi para que o editor do site Brasil 247 o retirasse do ar. Não escrevo para causar ódio nas pessoas, e nem para ofendê-las gratuitamente.
Nunca tive esse propósito.
Mas retirar o texto não é suficiente, quem escreve e publica deve se responsabilizar pelo que faz, por isso eu estou me retratando.
Algumas pessoas cometeram um exagero e chamaram-me de antissemita e nazista até.
Não sou nenhum e nem outro. 
Mas elas chegaram a essa conclusão porque o meu texto deixou margem para um tipo de interpretação como essa.
O Breno Altman, aqui do site, é judeu e ele também acha que eu escorreguei, ele também se sentiu ofendido.
Como se vê, foi um equívoco.
A todos que se sentiram ofendidos eu peço minhas sinceras desculpas.
Não era essa a minha intenção.
* Lelê Teles é jornalista, publicitário e roteirista