A questão hídrica

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Publicada em 09/03/2018 às 23:09:00

 

O Fórum Mundial da Água ser-
viu de pretexto para o minis-
tro do Meio Ambiente negar a realidade brasileira. Em entrevista concedida à Agência Brasil, Sarney Filho afirmou que o País está devidamente estruturado para lidar com a questão hídrica. Racionamentos, reservatórios esvaziados e, sobretudo, as clareiras abertas diariamente na Floresta Amazônica, no entanto, dizem o exato contrário. Não adianta tapar o sol com uma peneira.
O próprio ministro admite a relação direta entre desmatamento e a crise hídrica recente, em lugares como Brasília, às vésperas de abrigar o Fórum, e São Paulo. Em suas próprias palavras, "não dá para dissociar água de floresta". 
Ocorre que a Amazônia, também conhecida como o pulmão do mundo, morre um pouco todo dia. E o governo brasileiro não parece empenhado em enquadrar os seus algozes. A anistia do Código Florestal, a vista grossa para a grilagem, a invasão de áreas protegidas, a retirada de direitos de povos indígenas, a flexibilização de leis ambientais colocam o Palácio do Planalto na incômoda posição de cúmplice do extrativismo mais primitivo, um parceiro estratégico dos criminosos ambientais.
Embora o balanço divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia tenha apontado queda de 21% do desmatamento, entre agosto de 2016 e julho de 2017, os especialistas ocupados com o tema não vêem motivo para comemoração. O ritmo de corte realmente diminui, mas as árvores continuam sendo derrubadas para a extração ilegal de madeira. Estamos ainda muito distantes das metas estabelecidas no Acordo de Paris.

O Fórum Mundial da Água ser- viu de pretexto para o minis- tro do Meio Ambiente negar a realidade brasileira. Em entrevista concedida à Agência Brasil, Sarney Filho afirmou que o País está devidamente estruturado para lidar com a questão hídrica. Racionamentos, reservatórios esvaziados e, sobretudo, as clareiras abertas diariamente na Floresta Amazônica, no entanto, dizem o exato contrário. Não adianta tapar o sol com uma peneira.
O próprio ministro admite a relação direta entre desmatamento e a crise hídrica recente, em lugares como Brasília, às vésperas de abrigar o Fórum, e São Paulo. Em suas próprias palavras, "não dá para dissociar água de floresta". 
Ocorre que a Amazônia, também conhecida como o pulmão do mundo, morre um pouco todo dia. E o governo brasileiro não parece empenhado em enquadrar os seus algozes. A anistia do Código Florestal, a vista grossa para a grilagem, a invasão de áreas protegidas, a retirada de direitos de povos indígenas, a flexibilização de leis ambientais colocam o Palácio do Planalto na incômoda posição de cúmplice do extrativismo mais primitivo, um parceiro estratégico dos criminosos ambientais.
Embora o balanço divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia tenha apontado queda de 21% do desmatamento, entre agosto de 2016 e julho de 2017, os especialistas ocupados com o tema não vêem motivo para comemoração. O ritmo de corte realmente diminui, mas as árvores continuam sendo derrubadas para a extração ilegal de madeira. Estamos ainda muito distantes das metas estabelecidas no Acordo de Paris.