Polícia descobre novos indícios de sonegação fiscal em empresa

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
Policiais fazem buscas em empresa acusada de sonegação
Policiais fazem buscas em empresa acusada de sonegação

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 13/03/2018 às 00:21:00

 

Gabriel Damásio
A Polícia Civil defla-
grou nesta segun-
da-feira a segunda fase da 'Operação Ceres', que investiga fraudes no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Agentes do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e à Administração Pública (Deotap) e de outras delegacias cumpriram três mandados de busca e apreensão, sendo dois em Itabaiana e um no bairro Pereira Lobo, em Aracaju. Os policiais apreenderam documentos, computadores e arquivos eletrônicos que armazenavam controles de estoque de mercadorias e vendas, os quais conteriam indicativos de condutas ilícitas.  
Segundo a diretora do Deotap, Thais Lemos, a ação é um desdobramento da primeira fase da 'Ceres', decorrente de uma auditoria preliminar feita no servidor da empresa Mercantil Águia, que foi apreendido na primeira fase da operação, em novembro do ano passado. Na ocasião, constatou-se que mais de R$ 43 milhões em impostos deixaram de ser recolhidos ao Fisco estadual, através de "reiteradas práticas de sonegação fiscal", envolvendo a compra e a revenda de mercadorias alimentícias e de limpeza vendidas em lojas ligadas aos donos da empresa. 
Além disso, de acordo com Thais, as investigações da operação constataram que empresário Gilton Tavares da Cunha, proprietário da Mercantil Águia teria aberto empresas no nome de laranjas na Bahia, as quais transportavam mercadorias daquele estado para Sergipe, sem pagamento do imposto. Há suspeitas de que, com estas fraudes atribuídas ao grupo de empresários, o estado deixou de arrecadar quase R$ 150 milhões. "O enquadramento típico em relação à atuação do gestor da empresa e de funcionários está bem delimitada nos autos e não tenho nenhuma dúvida quanto à atuação deles. O poder de representatividade que esses comerciantes têm é muito grande", disse a delegada, confirmando que uma das funcionárias da direção da empresa é lotada como servidora em um órgão público estadual. 
A delegada informou que vaio aguardar o resultado de uma auditoria fiscal realizada pela Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), que está levantando o total de impostos sonegados pelas empresas investigadas. "Com o julgamento desses autos de infração, vamos anexá-los aos autos e encaminhar os procedimentos à justiça, mas a tipificação e o enquadramento estão definidos", explicou, destacando a importância de operações como a Ceres. "A gente tem que combater a sonegação. A sonegação mata, deixam de ser prestadas a saúde, a educação e tudo mais que o cidadão que paga seus impostos em dia tem direito", disse Thais. Os empresários investigados podem responder por sonegação fiscal e outros crimes contra a ordem tributária.

A Polícia Civil defla- grou nesta segun- da-feira a segunda fase da 'Operação Ceres', que investiga fraudes no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Agentes do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e à Administração Pública (Deotap) e de outras delegacias cumpriram três mandados de busca e apreensão, sendo dois em Itabaiana e um no bairro Pereira Lobo, em Aracaju. Os policiais apreenderam documentos, computadores e arquivos eletrônicos que armazenavam controles de estoque de mercadorias e vendas, os quais conteriam indicativos de condutas ilícitas.  
Segundo a diretora do Deotap, Thais Lemos, a ação é um desdobramento da primeira fase da 'Ceres', decorrente de uma auditoria preliminar feita no servidor da empresa Mercantil Águia, que foi apreendido na primeira fase da operação, em novembro do ano passado. Na ocasião, constatou-se que mais de R$ 43 milhões em impostos deixaram de ser recolhidos ao Fisco estadual, através de "reiteradas práticas de sonegação fiscal", envolvendo a compra e a revenda de mercadorias alimentícias e de limpeza vendidas em lojas ligadas aos donos da empresa. 
Além disso, de acordo com Thais, as investigações da operação constataram que empresário Gilton Tavares da Cunha, proprietário da Mercantil Águia teria aberto empresas no nome de laranjas na Bahia, as quais transportavam mercadorias daquele estado para Sergipe, sem pagamento do imposto. Há suspeitas de que, com estas fraudes atribuídas ao grupo de empresários, o estado deixou de arrecadar quase R$ 150 milhões. "O enquadramento típico em relação à atuação do gestor da empresa e de funcionários está bem delimitada nos autos e não tenho nenhuma dúvida quanto à atuação deles. O poder de representatividade que esses comerciantes têm é muito grande", disse a delegada, confirmando que uma das funcionárias da direção da empresa é lotada como servidora em um órgão público estadual. 
A delegada informou que vaio aguardar o resultado de uma auditoria fiscal realizada pela Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), que está levantando o total de impostos sonegados pelas empresas investigadas. "Com o julgamento desses autos de infração, vamos anexá-los aos autos e encaminhar os procedimentos à justiça, mas a tipificação e o enquadramento estão definidos", explicou, destacando a importância de operações como a Ceres. "A gente tem que combater a sonegação. A sonegação mata, deixam de ser prestadas a saúde, a educação e tudo mais que o cidadão que paga seus impostos em dia tem direito", disse Thais. Os empresários investigados podem responder por sonegação fiscal e outros crimes contra a ordem tributária.