Os lixões em Sergipe

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Publicada em 13/03/2018 às 00:51:00

 

Há quatro anos, as autoridades 
aboletadas na Secretaria Esta
dual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos juravam de pés juntos que, ao fim de 2018, não haveria mais nenhum lixão nos limites de Sergipe, em obediência ao Plano Estadual de Resíduos Sólidos. Hoje, às vésperas de o prazo vencer, estima-se que duas mil toneladas de lixo continuem sendo descartadas de maneira irregular no estado, todos os dias. 
Quanto antes, melhor. Depois de 20 anos de tramitação legislativa, o Brasil aprovou, em agosto de 2010, a lei 12.305 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e estabeleceu, entre as metas imediatas mais urgentes, a extinção dos lixões até o final de 2014. As dificuldades inerentes à natureza colossal do desafio impediram a realização de tal propósito. O primeiro passo, no entanto, havia sido dado.
O PERS foi definido pelo então secretário Genival Nunes como um troféu. E não era pra menos. Sergipe foi o quinto entre todos os estados brasileiros a concluir a redação do documento. O primeiro a elaborá-lo com recursos do Ministério do Meio Ambiente. A partir de então, com a criação de quatro Consórcios Públicos Intermunicipais de Saneamento Básico, esperava-se que os prefeitos colocassem mãos à obra, dando efeito prático à política de resíduos sólidos em seus respectivos municípios. Há sim esforços notáveis nesse sentido, a exemplo de um convênio de cooperação assinado ontem, entre o Governo de Sergipe e os Consórcios Públicos do Agreste Central (CPAC) e do Centro Sul Sergipano (Conscensul), reunindo 36 municípios comprometidos com a instalação de aterros sanitários. Até agora, no entanto, pouca coisa saiu do papel.
Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 6,7 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos tiveram destino impróprio no País em 2010. E a tendência é desanimadora. Na comparação com 2009, houve aumento de 6,8% na geração desse tipo de resíduo, ainda carente de destino adequado. E nada sugere que o quadro hoje seja mais promissor, apesar do compromisso declarado de todas as autoridades competentes.

Há quatro anos, as autoridades  aboletadas na Secretaria Esta dual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos juravam de pés juntos que, ao fim de 2018, não haveria mais nenhum lixão nos limites de Sergipe, em obediência ao Plano Estadual de Resíduos Sólidos. Hoje, às vésperas de o prazo vencer, estima-se que duas mil toneladas de lixo continuem sendo descartadas de maneira irregular no estado, todos os dias. 
Quanto antes, melhor. Depois de 20 anos de tramitação legislativa, o Brasil aprovou, em agosto de 2010, a lei 12.305 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e estabeleceu, entre as metas imediatas mais urgentes, a extinção dos lixões até o final de 2014. As dificuldades inerentes à natureza colossal do desafio impediram a realização de tal propósito. O primeiro passo, no entanto, havia sido dado.
O PERS foi definido pelo então secretário Genival Nunes como um troféu. E não era pra menos. Sergipe foi o quinto entre todos os estados brasileiros a concluir a redação do documento. O primeiro a elaborá-lo com recursos do Ministério do Meio Ambiente. A partir de então, com a criação de quatro Consórcios Públicos Intermunicipais de Saneamento Básico, esperava-se que os prefeitos colocassem mãos à obra, dando efeito prático à política de resíduos sólidos em seus respectivos municípios. Há sim esforços notáveis nesse sentido, a exemplo de um convênio de cooperação assinado ontem, entre o Governo de Sergipe e os Consórcios Públicos do Agreste Central (CPAC) e do Centro Sul Sergipano (Conscensul), reunindo 36 municípios comprometidos com a instalação de aterros sanitários. Até agora, no entanto, pouca coisa saiu do papel.
Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 6,7 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos tiveram destino impróprio no País em 2010. E a tendência é desanimadora. Na comparação com 2009, houve aumento de 6,8% na geração desse tipo de resíduo, ainda carente de destino adequado. E nada sugere que o quadro hoje seja mais promissor, apesar do compromisso declarado de todas as autoridades competentes.