Uma greve inusitada

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Publicada em 13/03/2018 às 23:10:00

 

A inusitada greve prometida pe-
los juízes federais de olho gor-
do, com o fim de continuar usufruindo de auxílio moradia, mesmo admitindo a propriedade de imóvel, pode ter efeito contrário ao esperado. Ao dar visibilidade aos privilégios imorais da categoria, prestes a entrar na pauta do Supremo Tribunal Federal, o pessoal da toga demonstra completo alheamento à vibração política do momento.
Anualmente, cerca de 919 milhões de reais saem dos cofres públicos para o pagamento de auxílio moradia para 17.094 magistrados, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça. Desse valor, 98 milhões de reais são para juízes federais. A reclamação da categoria leva em conta a ação ordinária 1.773, que tramita no STF há quase cinco anos. Esse processo questiona o pagamento do auxílio moradia de 4.377 reais mensais para um grupo de 1.873 juízes. 
A faxina moralizadora, no entanto, tem potencial para ir muito mais longe. A ação direta de inconstitucionalidade 4.393 também aguarda julgamento na Suprema Corte. O primeiro processo envolve apenas os magistrados federais. O segundo, que tramita há oito anos, trata de juízes do Rio de Janeiro, mas pode ter repercussão nos 19.391 magistrados de todas as esferas.
Com ou sem a greve dos privilegiados, os juízes federais podem colocar a barba de molho. Afinal de contas, o auxílio moradia é apenas a ponta do iceberg. É sabido que os gordos vencimentos dos magistrados são inflados por toda a sorte de penduricalhos. Ao contrário de todo trabalhador, os meritíssimos gozam de benefícios relacionados a despesas médicas, alimentação e a educação dos filhos. Seria um bilhão de reais em motivos para se darem por satisfeitos e o assunto por encerrado.

A inusitada greve prometida pe- los juízes federais de olho gor- do, com o fim de continuar usufruindo de auxílio moradia, mesmo admitindo a propriedade de imóvel, pode ter efeito contrário ao esperado. Ao dar visibilidade aos privilégios imorais da categoria, prestes a entrar na pauta do Supremo Tribunal Federal, o pessoal da toga demonstra completo alheamento à vibração política do momento.
Anualmente, cerca de 919 milhões de reais saem dos cofres públicos para o pagamento de auxílio moradia para 17.094 magistrados, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça. Desse valor, 98 milhões de reais são para juízes federais. A reclamação da categoria leva em conta a ação ordinária 1.773, que tramita no STF há quase cinco anos. Esse processo questiona o pagamento do auxílio moradia de 4.377 reais mensais para um grupo de 1.873 juízes. 
A faxina moralizadora, no entanto, tem potencial para ir muito mais longe. A ação direta de inconstitucionalidade 4.393 também aguarda julgamento na Suprema Corte. O primeiro processo envolve apenas os magistrados federais. O segundo, que tramita há oito anos, trata de juízes do Rio de Janeiro, mas pode ter repercussão nos 19.391 magistrados de todas as esferas.
Com ou sem a greve dos privilegiados, os juízes federais podem colocar a barba de molho. Afinal de contas, o auxílio moradia é apenas a ponta do iceberg. É sabido que os gordos vencimentos dos magistrados são inflados por toda a sorte de penduricalhos. Ao contrário de todo trabalhador, os meritíssimos gozam de benefícios relacionados a despesas médicas, alimentação e a educação dos filhos. Seria um bilhão de reais em motivos para se darem por satisfeitos e o assunto por encerrado.