Dia de lamento

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Publicada em 14/03/2018 às 23:49:00

 

Hoje é Dia do Consumidor. Dife-
rente de outras datas marcadas 
no calendário, entretanto, a ocasião não é nem de luta, a exemplo do Dia do Trabalhador, nem de festa. Dado o tratamento dispensado pelas grandes empresas prestadoras de serviços aos próprios clientes, o 15 de março é apenas mais um dia de lamento.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor recebeu 3,8 mil reclamações em 2017. Entre estas, o reajuste abusivo nas mensalidades dos planos de saúde foi a principal queixa, impulsionada pelos contratos coletivos, que não se submetem às regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na definição dos reajustes.
O comportamento dos planos de saúde está em completo descompasso com a realidade dos seus assistidos. As operadoras dos planos corrigiram a mensalidade em patamares que giram em torno de 19%. Isso, em média. Nos casos de maior abuso, o reajuste chegou a 70% do valor até então cobrado, muito acima dos 13,55% definidos pela ANS para os contratos individuais e familiares no mesmo período, um percentual já superior à inflação.
Certo é que, em matéria de desrespeito ao consumidor, os planos de saúde não estão sozinhos, o abuso é mais ou menos generalizado. Normas resguardando eventuais faltas até existem, mas o Código de Defesa do Consumidor é um instrumento ainda muito pouco conhecido dos maiores interessados. O resultado é percebido na relação de força desigual com fornecedores de serviços e produtos. No Brasil, o freguês quase nunca sabe da própria razão.

Hoje é Dia do Consumidor. Dife- rente de outras datas marcadas  no calendário, entretanto, a ocasião não é nem de luta, a exemplo do Dia do Trabalhador, nem de festa. Dado o tratamento dispensado pelas grandes empresas prestadoras de serviços aos próprios clientes, o 15 de março é apenas mais um dia de lamento.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor recebeu 3,8 mil reclamações em 2017. Entre estas, o reajuste abusivo nas mensalidades dos planos de saúde foi a principal queixa, impulsionada pelos contratos coletivos, que não se submetem às regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na definição dos reajustes.
O comportamento dos planos de saúde está em completo descompasso com a realidade dos seus assistidos. As operadoras dos planos corrigiram a mensalidade em patamares que giram em torno de 19%. Isso, em média. Nos casos de maior abuso, o reajuste chegou a 70% do valor até então cobrado, muito acima dos 13,55% definidos pela ANS para os contratos individuais e familiares no mesmo período, um percentual já superior à inflação.
Certo é que, em matéria de desrespeito ao consumidor, os planos de saúde não estão sozinhos, o abuso é mais ou menos generalizado. Normas resguardando eventuais faltas até existem, mas o Código de Defesa do Consumidor é um instrumento ainda muito pouco conhecido dos maiores interessados. O resultado é percebido na relação de força desigual com fornecedores de serviços e produtos. No Brasil, o freguês quase nunca sabe da própria razão.