Mais uma vítima

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 15/03/2018 às 23:22:00

 

As diversas razões por trás da justa 
comoção que sucedeu o assas-
sinato da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro, não se sobrepõem ao único fato acima de qualquer suspeita e controvérsia: a violência e a criminalidade é hoje uma realidade conhecida de perto por quase todos no Brasil.
As circunstâncias do episódio ainda precisam ser esclarecidas. De certo, os nove tiros responsáveis pelo óbito da vereadora e do motorista Anderson Pedro Gomes, além da militância contra a política de segurança pública em voga na capital carioca, considerada racista, discriminatória e excludente. Poucos dias antes da execução, a vereadora denunciou os abusos cometidos pelas autoridades no bojo da intervenção militar em curso no Rio.
Ainda que se venha estabelecer uma relação de causa e efeito entre a atuação política da vereadora assassinada e o crime que chocou o País, como os primeiros indícios apontam, é preciso cuidado para não tomar a tragédia por uma exceção. A bem da verdade, nenhum brasileiro pode se dizer hoje a salvo dos estampidos do crime. O Brasil possui o maior número absoluto de mortes por armas de fogo no planeta - foram registrados cerca de 44 mil casos em 2017.
A vereadora Marielle Franco é mais uma vítima da violência no Brasil. A falência da Segurança Pública, um dado latente em todas as estatísticas relacionadas à criminalidade e a superlotação do sistema prisional brasileiro, é das questões mais urgentes da realidade nacional. Um problema que demanda, além da vontade política, o aporte substancial de recursos. Daí a reclamação dos governadores estaduais, com a batata quente e a chave de cofres esvaziados nas mãos. Falta perna para caminhada tão comprida.

As diversas razões por trás da justa  comoção que sucedeu o assas- sinato da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro, não se sobrepõem ao único fato acima de qualquer suspeita e controvérsia: a violência e a criminalidade é hoje uma realidade conhecida de perto por quase todos no Brasil.
As circunstâncias do episódio ainda precisam ser esclarecidas. De certo, os nove tiros responsáveis pelo óbito da vereadora e do motorista Anderson Pedro Gomes, além da militância contra a política de segurança pública em voga na capital carioca, considerada racista, discriminatória e excludente. Poucos dias antes da execução, a vereadora denunciou os abusos cometidos pelas autoridades no bojo da intervenção militar em curso no Rio.
Ainda que se venha estabelecer uma relação de causa e efeito entre a atuação política da vereadora assassinada e o crime que chocou o País, como os primeiros indícios apontam, é preciso cuidado para não tomar a tragédia por uma exceção. A bem da verdade, nenhum brasileiro pode se dizer hoje a salvo dos estampidos do crime. O Brasil possui o maior número absoluto de mortes por armas de fogo no planeta - foram registrados cerca de 44 mil casos em 2017.
A vereadora Marielle Franco é mais uma vítima da violência no Brasil. A falência da Segurança Pública, um dado latente em todas as estatísticas relacionadas à criminalidade e a superlotação do sistema prisional brasileiro, é das questões mais urgentes da realidade nacional. Um problema que demanda, além da vontade política, o aporte substancial de recursos. Daí a reclamação dos governadores estaduais, com a batata quente e a chave de cofres esvaziados nas mãos. Falta perna para caminhada tão comprida.