Água na torneira

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 20/03/2018 às 01:14:00

 

Enquanto não faltar água nas tor-
neiras, a maior parte da popula-
ção tomará o precioso líquido por um recurso natural inesgotável. Até lá, a participação social na batalha pelo uso social das bacias hidrográficas e a revitalização das nascentes dos rios estará restrita aos ribeirinhos, os primeiros a sentir na pele a força dos interesses em conflito sob o status impessoal da questão hídrica.
Infelizmente, os comitês de bacia hidrográfica estão longe de atrair a atenção da sociedade civil para os debates relacionados ao uso das águas no Brasil. O resultado é que o embate daí decorrente permanece restrito aos interesses organizados da agropecuária e a indústria, desprezando as prioridades da população.
Embora o usuário doméstico seja destinatário de apenas 8% do volume de água captada para consumo no País, contra 70% destinado ao setor rural e 20% para a indústria, o consumidor costuma ser o primeiro a sofrer os impactos gerados pela falta de competência na gestão dos recursos hídricos. Uma questão de governo. Basta lembrar que 35% do volume de água destinado ao consumo humano se perde na distribuição, por falta de manutenção na rede.
As crises de abastecimento já são fenômenos observados em diversos pontos do País, a exemplo da capital paulista e o Distrito Federal. E os sergipanos já estão avisados sobre a iminência de um colapso. A constante redução na vazão do Rio São Francisco, em benefício da geração de energia, tem potencial para prejudicar o abastecimento de água em Aracaju e toda a região metropolitana. Razão de sobra para a população local comprar essa briga.

Enquanto não faltar água nas tor- neiras, a maior parte da popula- ção tomará o precioso líquido por um recurso natural inesgotável. Até lá, a participação social na batalha pelo uso social das bacias hidrográficas e a revitalização das nascentes dos rios estará restrita aos ribeirinhos, os primeiros a sentir na pele a força dos interesses em conflito sob o status impessoal da questão hídrica.
Infelizmente, os comitês de bacia hidrográfica estão longe de atrair a atenção da sociedade civil para os debates relacionados ao uso das águas no Brasil. O resultado é que o embate daí decorrente permanece restrito aos interesses organizados da agropecuária e a indústria, desprezando as prioridades da população.
Embora o usuário doméstico seja destinatário de apenas 8% do volume de água captada para consumo no País, contra 70% destinado ao setor rural e 20% para a indústria, o consumidor costuma ser o primeiro a sofrer os impactos gerados pela falta de competência na gestão dos recursos hídricos. Uma questão de governo. Basta lembrar que 35% do volume de água destinado ao consumo humano se perde na distribuição, por falta de manutenção na rede.
As crises de abastecimento já são fenômenos observados em diversos pontos do País, a exemplo da capital paulista e o Distrito Federal. E os sergipanos já estão avisados sobre a iminência de um colapso. A constante redução na vazão do Rio São Francisco, em benefício da geração de energia, tem potencial para prejudicar o abastecimento de água em Aracaju e toda a região metropolitana. Razão de sobra para a população local comprar essa briga.