Apagão deixou 400 mil pessoas sem água

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Publicada em 22/03/2018 às 23:44:00

 

Milton Alves Júnior
Em pleno Dia Mundial 
da Água, milhares de 
sergipanos ficaram órfãos do serviço fornecido pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). Em Aracaju e Região Metropolitana, a perspectiva é que mais de 400 mil pessoas tenham enfrentado o problema. Somente no município de Nossa Senhora do Socorro foram 150 contribuintes sem água nas torneiras entre as 7h e 14h. De acordo com a administração da companhia, a pane operacional ocorreu em virtude do apagão registrado na tarde da última quarta-feira, 21, e, por isso, o Estado necessitou suspender por tempo indeterminado uma manutenção corretiva, previamente definida para ocorrer ontem.
De acordo com a Diretoria Operacional da Deso, logo após o restabelecimento de energia em toda a região Nordeste, ficou constatado que a interferência possivelmente iniciada na usina de Belo Monte, no Pará, afetou, também, a Estação de Tratamento de água Ibura. Paralelo a suspensão de ontem, moradores lamentaram que o próprio sistema tenha gerado problemas rotineiros aos consumidores. Sobre as queixas, a Deso lamentou que no início deste mês membros do movimento social tenham invadido áreas de plantação de eucaliptos, destruído cerca de 30 metros quadrados da vegetação e gerado inúmeros problemas aos contribuintes.
Com a derrubada das árvores, alguns desses troncos colidiram com postes de energia e danificaram os cabos elétricos. Provocando um efeito cascata, com o fornecimento de energia inviabilizado, todo o maquinário das adutoras de Socorro parou ao ponto de necessitar dois dias para ser normalizado. Morador da Aruana, o comerciante Gilberto Sousa, lamentou que a falta de água trata-se de uma irregularidade constante na região, ao ponto de interferir diretamente no movimento comercial e residencial de centenas de famílias. Preocupado com o funcionamento do serviço, ele diz ser a favor da privatização.
"Ao menos se não houver uma melhoria no sistema eu sou a favor sim da privatização. Pagamos mais caro se comparado a antes da privatização, mas poucas vezes no ano a gente fica sem energia; já sem água é constante. É melhor pagar mais caro do que continuar com esse serviço. Ou melhora, ou continuarei observando com bons olhos a ideia passada de venda da Deso", declarou. Enquanto consumidores lamentavam a falta de água, funcionários da Companhia de Saneamento, ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em água e esgotos do estado de Sergipe (Sindisan), distribuíam panfletos no centro de Aracaju ressaltando a necessidade de as pessoas utilizarem a água encantada de forma consciente.
Silvio Sá comemorou a desistência do Governo de Sergipe em privatizar a Deso. "Há duas semanas recebemos a notícia da desistência e isso resulta diretamente em um bem proporcionado para todos nós a longo prazo. Estamos tratando de um patrimônio nosso e que a população precisa defender a Deso por ser um patrimônio público, estatal", declarou. No que se refere ao atual desabastecimento, a Deso informou que o restabelecimento do serviço ocorre de forma gradativa em todas as regiões afetadas.

Em pleno Dia Mundial  da Água, milhares de  sergipanos ficaram órfãos do serviço fornecido pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). Em Aracaju e Região Metropolitana, a perspectiva é que mais de 400 mil pessoas tenham enfrentado o problema. Somente no município de Nossa Senhora do Socorro foram 150 contribuintes sem água nas torneiras entre as 7h e 14h. De acordo com a administração da companhia, a pane operacional ocorreu em virtude do apagão registrado na tarde da última quarta-feira, 21, e, por isso, o Estado necessitou suspender por tempo indeterminado uma manutenção corretiva, previamente definida para ocorrer ontem.
De acordo com a Diretoria Operacional da Deso, logo após o restabelecimento de energia em toda a região Nordeste, ficou constatado que a interferência possivelmente iniciada na usina de Belo Monte, no Pará, afetou, também, a Estação de Tratamento de água Ibura. Paralelo a suspensão de ontem, moradores lamentaram que o próprio sistema tenha gerado problemas rotineiros aos consumidores. Sobre as queixas, a Deso lamentou que no início deste mês membros do movimento social tenham invadido áreas de plantação de eucaliptos, destruído cerca de 30 metros quadrados da vegetação e gerado inúmeros problemas aos contribuintes.
Com a derrubada das árvores, alguns desses troncos colidiram com postes de energia e danificaram os cabos elétricos. Provocando um efeito cascata, com o fornecimento de energia inviabilizado, todo o maquinário das adutoras de Socorro parou ao ponto de necessitar dois dias para ser normalizado. Morador da Aruana, o comerciante Gilberto Sousa, lamentou que a falta de água trata-se de uma irregularidade constante na região, ao ponto de interferir diretamente no movimento comercial e residencial de centenas de famílias. Preocupado com o funcionamento do serviço, ele diz ser a favor da privatização.
"Ao menos se não houver uma melhoria no sistema eu sou a favor sim da privatização. Pagamos mais caro se comparado a antes da privatização, mas poucas vezes no ano a gente fica sem energia; já sem água é constante. É melhor pagar mais caro do que continuar com esse serviço. Ou melhora, ou continuarei observando com bons olhos a ideia passada de venda da Deso", declarou. Enquanto consumidores lamentavam a falta de água, funcionários da Companhia de Saneamento, ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em água e esgotos do estado de Sergipe (Sindisan), distribuíam panfletos no centro de Aracaju ressaltando a necessidade de as pessoas utilizarem a água encantada de forma consciente.
Silvio Sá comemorou a desistência do Governo de Sergipe em privatizar a Deso. "Há duas semanas recebemos a notícia da desistência e isso resulta diretamente em um bem proporcionado para todos nós a longo prazo. Estamos tratando de um patrimônio nosso e que a população precisa defender a Deso por ser um patrimônio público, estatal", declarou. No que se refere ao atual desabastecimento, a Deso informou que o restabelecimento do serviço ocorre de forma gradativa em todas as regiões afetadas.